terça-feira, janeiro 08, 2013

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Mexilhão-de-rio presente em abundancia no rio Paiva


 O mexilhão-de-rio, Margaritifera margaritifera, é um habitante quase desconhecido de Portugal, que foi dado como extinto em Portugal em 1986, e que atualmente apresenta populações estáveis em alguns rios portugueses. 

Nos rios portugueses Cávado, Neiva e Paiva, entre outros da bacia do Douro, existem escassos espécimes.
M. margaritifera tem uma particularidade muito interessante: dependem directamente de certos peixes para sua sobrevivência, uma vez que as formas larvares (gloquídios) parasitam salmonídios, principalmente Salmo salar e Salmo trutta fario. Fixam-se às guelras destes, onde sofres várias metamorfoses, até que se soltam do peixe e continuam a sua vida no local onde caem. Esta fase parasita é, sem dúvida, importante para o desenvolvimento nessa fase precoce e para a disseminação da espécie. Assim uma regressão de Salmonídios, numa área de coexistência, produz um risco na sobrevivência de M. margaritifera. Outro facto interessante é a sua grande longevidade, cujos indivíduos podem atingir 140 anos ou mais.




Além desta espécie de bivalves, existem nestes rios uma outra: o mexilhão-de-rio pequeno (Unio Crassus), a qual é também abundante noutras regiões do país. 



Requisitos ecológicos: 

Habitat: Os bivalves de água doce têm, na sua maioria, tolerância muito reduzida à salinidade. Habitam toda uma variedade de habitats de água doce, desde lagos e charcas até rios e valas, enterrando-se total ou parcialmente no substrato arenoso ou de cascalho. O tipo de substrato do leito do rio é extremamente importante, em particular para os jovens, que vivem enterrados e necessitam de oxigénio, determinando as áreas de ocorrência onde a espécie pode sobreviver. M. margaritifera prefere ambientes lóticos, nunca tendo sido encontrada em regime lêntico. Ocorre geralmente a temperaturas inferiores a 20ºC e em águas com pH próximo de 7 e evita águas com baixo grau de oxigénio. É extremamente intolerante a qualquer tipo de poluição.


Alimentação: Todos os bivalves de água doce se alimentam filtrando a água por um sistema de cílios, sendo a sua dieta constituída por detritos e plancton. Em condições ótimas, os bivalves atingem densidades elevadas e são então eles próprios determinantes da qualidade de água, devido ao volume que filtram, sendo um indicador da boa qualidade da água.


Reprodução: Atingem a maturidade sexual entre os 7-20 anos. Espécie dióica, mas existem vários relatos de hermafroditismo, em situações em que a densidade populacional caia baixo de um valor crítico. A gravidez dura 2-3 meses, desde Junho, e a fase larvar inicia-se em Agosto, tendo uma duração que vai de várias semanas até 10 meses, dependendo da temperatura.


Principais ameaças: 

> Descargas de efluentes, dado ser uma espécie muito sensível a alterações das propriedades da água;

> a construção de barragens e açudes provoca a conversão de um sistema lótico em lêntico, absolutamente inadequado à sobrevivência de M. margaritifera. A eutrofização e alteração dos parâmetros físico-químicos da água (nomeadamente aumento de temperatura da água, diminuição do oxigénio dissolvido e alteração de pH) que se verificam na grande maioria de albufeiras, tornam estas áreas impróprias como habitat desta espécie, que nunca foi encontrada em regime lêntico. Provocam também fragmentação do habitat, separando uma população em pequenos fragmentos que muitas vezes não subsistem isolados. As barragens e açudes restringem frequentemente a maioria das trutas a montante das mesmas, levando à extinção de M. margaritifera a jusante;

> a regularização de sistemas hídricos - nomeadamente através da transformação dos cursos de água em valas artificiais com a uniformização do substrato, no intuito de melhorar o escoamento hídrico –leva à modificação drástica do leito do rio, à destruição total da mata ripícola e da vegetação aquática e à reestruturação artificial das margens, provocando a homogeneização do habitat, eliminando a alternância das zonas de remanso e de rápidos, essenciais para a sobrevivência dos bivalves e para o refúgio, reprodução e alimentação dos peixes hospedeiros das suas larvas;

> o desaparecimento dos hospedeiros das larvas de M. margaritifera, os membros da família Salmonidae, nomeadamente Salmo salar e Salmo trutta fario. As alterações do habitat dos hospedeiros funcionam como ameaça também para M. margaritifera. De referir que, em muitos países europeus, esta é a principal ameaça à espécie, pelo que tudo o que afete os salmonídeos afeta diretamente estes bivalves;

> quando da extração de materiais inertes, os bivalves, que se enterram na areia, são removidos, podendo ser destruída toda uma população. Pelas alterações da morfologia do leito do rio e destruição da vegetação ripícola que esta atividade implica, são igualmente afetados os peixes hospedeiros, no que respeita ao abrigo, alimentação e desova, sendo particularmente grave se efetuada nas zonas e épocas de desova da espécie. Durante os trabalhos de extração há ainda um elevado aumento da turbidez da água num troço considerável a jusante, o que pode causar mortalidades importantes, por provocar a asfixia dos peixes (devido à deposição de partículas nas guelras) e a colmatação das suas posturas. O aumento da turbidez é também responsável pela deposição de sedimentos finos que colmatam o substrato, impedindo o desenvolvimento dos bivalves juvenis;

> a introdução de espécies exóticas de peixes restringem o número de espécies autóctones, hospedeiros das larvas de M. margaritifera. As espécies exóticas de lagostim alimentam-se dos estádios juvenis e adultos jovens desta espécie, e as espécies exóticas de bivalves competem diretamente com M. margaritifera.


Presença no rio Paiva


Recentemente têm sido detetadas grandes populações desta espécie nalguns troços do Paiva, sendo mesmo abundante no troço do rio a jusante da freguesia de Ester e a montante da confluência dos rios Paiva e Paivó. 

Qualquer visita nas margens proporcionará o encontro com inúmeros exemplares trazidos para terra pelas últimas cheias.

Deixo algumas imagens que o provam.


















Pedro Figueiredo

ICNB embargou obra contestada pela SOS Rio Paiva


quinta-feira, janeiro 03, 2013

Homem de 62 anos detido por alegado abuso sexual de crianças em Castro Daire




ARTIGO | QUI, 03/01/2013 - 11:47

""A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de um homem suspeito de ter abusado sexualmente de crianças, durante o verão, em Castro Daire.
Em comunicado, a PJ refere que o detido, de 62 anos, levou por diversas vezes as suas vítimas para locais ermos, “aliciando-as com guloseimas e pequenas quantias de dinheiro”.
O reformado, sem antecedentes criminais, foi já presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório. A PJ do Norte desconhece ainda quais as medidas de coação aplicadas ao detido.""

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Castro Daire nos 30 piores...


Funchal em 4.º lugar no Indicador Concelhio de Desenvolvimento Económico e Social


Lisboa, Porto e Albufeira lideram a classificação do Indicador Concelhio de Desenvolvimento Económico e Social de Portugal, desenvolvido pela Universidade da Beira Interior (UBI), a que a agência Lusa teve acesso.
Na lista que pretende avaliar a qualidade de vida dos municípios portugueses, o Algarve domina os 30 primeiros lugares, enquanto a maioria dos últimos 30 pertence ao Norte do país.
A terceira edição do estudo, elaborada no último trimestre de 2012, inclui 48 indicadores baseados em dados de 2010 do Instituto Nacional de Estatística (INE) e referentes aos 308 municípios de Portugal.
O trabalho vai ser divulgado pelo coordenador do estudo, o professor catedrático Pires Manso, na página pessoal no portal da UBI (www.ubi.pt).
Aquele responsável realça o facto de este ser o estudo do género "que maior número de indicadores inclui" em Portugal.
A classificação tem em conta condições materiais, sociais e económicas subdivididas em itens como número de centros de saúde ou equipamentos culturais por cada mil habitantes, a taxa de escolarização ou o dinamismo económico.
No grupo dos primeiros 30 classificados, o Algarve é a região com mais municípios, 11, seguindo-se o Alentejo com seis.
Segundo o estudo, a inclusão de cidades "como Lisboa, Porto, Albufeira, Funchal, Coimbra e Faro" neste grupo já era esperada "devido, principalmente, às suas condições económicas".
Mas há "resultados surpreendentes, tais como os de Constância, Marvão, Alter, Barrancos, Vimioso, Santa Cruz das Flores e outros".
De acordo com Pires Manso, que é também coordenador do Observatório de Desenvolvimento Económico e Social (ODES) da UBI, estas surpresas são o reflexo da importância de alguns indicadores na avaliação de determinados concelhos, apontando o turismo como exemplo.
"Com o turismo surge todo um conjunto de atividades e dinamismo", destacou aquele responsável.
No que respeita aos últimos 30 municípios da classificação, estão essencialmente em áreas rurais e a maioria, 19, pertencem ao Norte do país, seguindo-se a região Centro com cinco.
O estudo pode servir como "instrumento de reflexão" para os poderes públicos, a nível central e municipal, acredita Pires Manso.
Segundo refere, os números mostram que "o país anda a três velocidades, uma para os municípios mais urbanos do litoral e depois há o interior do país, que podemos dividir em zonas mais rurais e outras mais urbanas".

Lista dos 30 primeiros classificados e respetiva pontuação no índice:
1.º Lisboa: 128,635; 2.º Porto: 90,726; 3.º Albufeira: 84,482; 4.º Funchal: 62,224; 5.º Coimbra: 60,844; 6.º Marvão: 60,583; 7.º Constância: 59,961; 8.º Cascais: 59,544; 9.º Loulé: 58,838; 10.º Oeiras: 57,967; 11.º Vimioso: 56,409; 12.º Vila do Bispo: 56,231; 13.º Portimão: 56,153; 14.º Lagos: 55,586; 15.º Sines: 54,255; 16.º Alter do Chão: 54,217; 17.º Barrancos: 53,024; 18.º Santa Cruz das Flores: 52,515; 19.º Tavira: 52,404; 20.º Faro: 51,834; 21.º Aljezur: 51,833; 22.º Castro Marim: 51,368; 23.º Vila Real de Santo António: 51,205; 24.º Castro Verde: 50,114; 25.º Lagoa: 50,063; 26.º São João da Madeira: 50,056; 27.º Castelo de Vide: 49,149; 28.º Pedrógão Grande: 49,014; 29.º Góis: 48,960; 30.º Ponta Delgada: 48,355.

Lista dos últimos 30 classificados e respetiva pontuação no índice:
279.º Vila Pouca de Aguiar: 23,629; 280.º Gondomar: 23,522; 281.º Amarante: 23,438; 282.º Carrazeda de Ansiães: 23,383; 283.º Ribeira Brava: 23,374; 284.º Amares: 23,236; 285.º Valpaços: 23,181; 286.º Castro Daire: 22,940; 287.º Póvoa de Lanhoso: 22,893; 288.º Santa Marta de Penaguião: 22,672; 289.º Ribeira Grande: 22,594; 290.º Soure: 22,479; 291.º Moita: 22,473; 292.º Trofa: 22,461; 293.º Cinfães: 22,134; 294.º Paredes: 22,078; 295.º Vila Verde: 21,774; 296.º Marco de Canaveses: 21,691; 297.º Vizela: 21,678; 298.º Penalva do Castelo: 21,413; 299.º Ponte da Barca: 21,342; 300.º Lousada: 20,423; 301.º Vila Franca do Campo: 20,383; 302.º Sátão: 20,091; 303.º Castelo de Paiva: 19,985; 304.º Miranda do Corvo: 19,624; 305.º Baião: 19,580; 306.º Celorico de Basto: 18,344; 307.º Nordeste: 17,447; 308.º Câmara de Lobos: 14,500.

Câmara de V. N. de Paiva alvo de processo de contra ordenação




Obras no Rio Paiva - Vila Nova de Paiva

O Destacamento Territorial de Moimenta da Beira da GNR emitiu um auto de contra ordenação à Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva devido às obras nas margens do Rio Paiva em zona classificada pela Rede Natura 2000.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva anunciou publicamente o investimento de 1,25 milhões de euros na criação de um parque urbano e uma praia fluvial nas margens do Rio Paiva, em 55.000 m2 da Rede Natura 2000.


O autarca de Vila Nova de Paiva chegou a referir à agência Lusa que o projecto incluía intervenções nas duas margens do rio, com a criação de uma praia fluvial, piscina infantil, pista de canoagem, ancoradouros, etc...


A Associação SOS Rio Paiva estranhou a realização deste enorme investimento num troço do rio onde não existem condições para a prática balnear nem de canoagem.


Além disso há a salientar que existe uma praia fluvial a jusante do local (Fráguas) que se encontra imprópria para banhos e outra a montante (Segões) que está infelizmente na mesma situação devido à poluição das águas do rio.


Nesse sentido solicitamos esclarecimentos às entidades competentes, tendo em conta o avanço das obras nas margens do rio.

O Director da Agência Portuguesa do Ambiente informou a nossa associação de que a Câmara de Vila Nova de Paiva foi informada da ausência de enquadramento legal para a criação da praia fluvial.

Fomos ainda informados que "pela ARH-N não foi emitida qualquer licença ou autorização que legitime as obras em causa" apesar da destruição que já foi efectuada nas margens do rio.

A associação SOS Rio Paiva lamenta mais este episódio que revela uma total falta de sensibilidade e vontade em preservar o valioso património ecológico que é o Rio Paiva.
A despoluição e defesa da qualidade da água do rio deveria, no nosso entender, ser a principal prioridade das autarquias, em vez do investimento em obras de artificialização de um curso de água que é reconhecido precisamente pelo seu carácter 'selvagem' e ainda bem preservado.

A SOS Rio Paiva congratula-se pela intervenção das autoridades neste caso, esperando que seja respeitada a legalidade e acima de tudo o Rio Paiva, a sua fauna e flora.


Obras no Rio Paiva - Vila Nova de Paiva



Obras no Rio Paiva - Vila Nova de Paiva

Há quem diga por ai! 361

"Quem tudo quer tudo perde!"

domingo, dezembro 30, 2012

Assembleia Municipal @ "Anel de Pedra"

""Ontem, 28/12/2012, teve lugar a Assembleia Municipal de Castro Daire cuja ordem de trabalhos previa, entre outros assuntos, a discussão da reorganização dos Serviços Municipais, do Orçamento e Plano de Atividades, da alteração do Mapa de Pessoal, atribuição de despesas de representação aos chefes de divisão, desafetação do domínio público dos edifícios e terrenos anexos das Escolas Primárias de Adenodeiro e Faifa.


Uma assembleia bastante participada, como de resto têm sido, embora desta vez não tenha havido qualquer intervenção por parte dos membros eleitos pelo PS, fosse para defender, fosse para criticar as opções do executivo evidenciadas nos documentos postos à apreciação e votação da assembleia.


E, quanto ao primeiro ponto, Reorganização dos Serviços Municipais, pretende o atual executivo, nos termos da lei atual, criar um quadro com um Diretor de Departamento municipal, embora com a explicação de que tal opção será para manter mais uma Divisão do que as legalmente previstas, mas a meu ver, ilegal, não satisfazendo o concelho de Castro Daire os requisitos legais para o efeito, nem necessitando, também a meu ver, o município de uma estrutura orgânica com tal cargo com custos mais elevados do que um chefe de divisão, sendo que mesmo o volume de trabalho autárquico, num município como o nosso, não justifica sequer o número de chefes de divisão que tem, razões pelas quais votei contra.


Posta à votação, foi esta proposta aprovada com dois votos contra e seis abstenções.


Quanto ao orçamento e grandes opções do plano, tal como referi no post anterior, este ano com forte redução das receitas destinadas ao investimento, mas prevendo algumas obras com custos extremamente elevados e com utilidade muito duvidosa, situadas, ainda assim quase só na zona sul do concelho, em freguesias com Juntas do PS, acabaram estes documentos por ser também aprovados com três votos contra e dez abstenções.


Quanto à alteração do mapa do pessoal, prevendo a contratação em 2013 de mais trinta e seis funcionários com vínculo definitivo, entre técnicos superiores, em número de 13, encarregados, assistentes operacionais, e outros, parece pretender o atual executivo transformar a autarquia no centro de emprego local, sem qualquer explicação válida para o efeito que não outra que tenha a ver com os votos que precisa garantir nas eleições do próximo ano.


É que não se vislumbra que a Câmara passe a executar outras atividades até hoje destinadas aos privados.

Perante este cenário, de todo incompreensível perante as leis aprovadas pelo governo no sentido de reduzir a todo o custo o número de funcionários públicos, parecia que outra opção não seria recomendável, senão o voto contra.


Contudo, apenas três votamos contra e outros dez se abstiveram, permitindo a aprovação deste novo mapa de pessoal.


E, quanto à atribuição de despesas de representação aos chefes de divisão, uma verba mensal na ordem dos cento e noventa e quatro euros, apesar de não terem os seus titulares como não têm tido, qualquer função de representação do município, razão pela qual continuo a achar ser uma verba indevida, sem razão de atribuição, posta à votação esta proposta foi a mesma aprovada com dois votos contra e dez abstenções.


Assim, bem parece que Castro Daire não tem problemas de ordem financeira, o executivo apenas não concretiza obra porque não quer, preferindo, por certo, criar, talvez, algum exercito especial com funções verdadeiramente ainda pouco esclarecidas, uma vez que, quinze dos novos trabalhadores a recrutar se destinam à divisão de obras e ambiente, futura divisão de gestão e administração do território.


É caso para dizer que se for para procederem à limpeza e valorização de toda a zona florestal do concelho, então, sejam bem vindos.


Por fim, quanto à desafetação dos edifícios escolares, em virtude de algumas dúvidas surgidas nas explicações dados sobre o assunto, foi esta proposta aprovada mas com dois votos contra e sete abstenções.""

sábado, dezembro 29, 2012

Incêndio deixa dois jovens desalojados em Castro Daire


Dois jovens ficaram hoje desalojados em Alva, no concelho de Castro Daire, na sequência de um incêndio que acabou por afetar a habitação onde residiam, informou fonte dos Bombeiros de Castro Daire.
De acordo com o segundo comandante da corporação, João Matos, um incêndio consumiu "um anexo que albergava palha para animais e acabou por atingir a trave mestra de uma habitação contígua, fazendo com que metade do seu telhado ruísse".
Na habitação residiam "dois jovens maiores, que não se encontravam dentro da casa aquando do incêndio", que deflagrou pouco depois das 13:30.
Por volta das 15:00, os bombeiros de Castro Daire ainda procediam à remoção da palha do anexo, "que ainda se encontra incandescente", sublinhou Paulo Matos.
Os dois jovens ficarão alojados na casa da mãe, também em Alva.
No local do incêndio encontram-se 17 homens da Corporação de Castro Daire, apoiados por sete viaturas, e ainda elementos da GNR.

domingo, dezembro 23, 2012

sexta-feira, dezembro 21, 2012


Desejo a todos,e em especial a quem vai tendo a paciência de visitar o meu blog, um Feliz Natal!


segunda-feira, dezembro 17, 2012

Interioridade vs Igualdade








Portugal é um país que se diz republicano e democrático.

Isto por si só pressupõe a vivência numa sociedade que busca a liberdade, a igualdade, a solidariedade entre membros dela.

Muitas são as questões que põem em causa estes valores, e a busca deles, são exemplo o flagelo do desemprego, a pobreza, a desigualdade social e económica, a insegurança, a crise económica etc.
Outra grande questão é a interioridade, pois nela pode-se interligar todos estes problemas.
Esta questão é sentida de forma acentuada ao longo de toda a vivência de qualquer cidadão do interior.
Começa logo no acto de nascer, ou mesmo antes quando os pais não tiveram acesso a educação sexual e muitas vezes os métodos contraceptivos estão a dezenas de quilómetros de distância, durante a infância, adolescência, juventude, terão todos os serviços de educação, saúde, justiça e outros, apenas a dezenas e muitas vezes a centenas de quilómetros.
Como é possível uma criança do interior aceder á mesma quantidade/qualidade de informação, cultura que uma do litoral?
Um jovem que consiga resistir a todos as dificuldades até ao fim do secundário terá, se o seu agrado familiar assim o poder, de escolher um curso superior, mas as opções serão ainda mais distantes, numa cidade distante, com encargos muitas vezes insuportáveis para as famílias do interior.
Assim se conseguir acabar esse curso, terá de procurar trabalho, e logo se deparará com a certeza de que na sua terra nunca o conseguirá. Assim terá de trabalhar no litoral, ou então emigrar.
Em consequência o interior perde população, fica quase só com população envelhecida, e dessa forma acentua os problemas já existentes.
É um ciclo vicioso em que a perca de população leva á perca de serviços, e a perca dos serviços leva ao abandono por parte da população jovem.
Para combater este ciclo, é preciso politicas de incentivo á permanência de jovens no interior assim como de incentivo á população do litoral a regressar.
Essas politicas têm de passar por criar condições no interior que permitam ás populações terem o mesmo nível de acesso aos serviços públicos que a restante população do litoral.
Logo tem que se criar boas vias de comunicação, vias que não só sirvam para ligar do interior ao litoral mas que também liguem o interior entre si, ou seja precisa-se de vias de comunicação perpendiculares ás auto-estrados que ligam o norte ao sul.
É preciso inverter a tendência de encerramento de escolas, tribunais, centros de saúde, hospitais, no interior, e passar a melhor a qualidade desses serviços. É preciso incentivar as empresas a investir nas mais-valias do interior para desta forma dinamizar a economia local e assim criar emprego e com este emprego trazer gentes que hoje se encontram nas cidades do litoral, numa densidade populacional tal que cria graves problemas sociais.
Assim com o ataque ao problema da interioridade pode-se resolver muitos outros deste país.
Deixa-se por fim um caso exemplar e duas questões:
- Como é possível ter-se todas as centrais de biomassa no litoral, quando a maioria das áreas florestais passíveis de se extrair biomassa esteja no interior?
- Será que há igualdade entre concidadãos que vivem no litoral e os que vivem no interior?
-Será que é um azar nascer no interior do país?

terça-feira, dezembro 11, 2012

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Há quem diga por ai! 354

Foi aprovado no sábado, 8-12-12, na Assembleia de Freguesia de Cabril o Orçamento para 2013, 70 200 Euros.