terça-feira, julho 27, 2010
quinta-feira, julho 22, 2010
quarta-feira, julho 21, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
quarta-feira, julho 14, 2010
O seu a seu dono...
Estão de Parabéns os mordomos da Festa do Martir de 2009 ( ano passado) pela obra que promoveram na capela do Martir S. Sebastião.
terça-feira, julho 13, 2010
domingo, julho 11, 2010
Nem mais....
S.O.S - Bombeiros em estado crítico e com prognóstico reservado …
ver em : http://quatroesquinas.blogs.sapo.pt/17153.html
ver em : http://quatroesquinas.blogs.sapo.pt/17153.html
quinta-feira, julho 08, 2010
Bombeiros falidos fecham extensão
00h30m
Teresa Cardoso
«« Os Bombeiros Voluntários de Castro Daire fecharam, ontem, a secção avançada de Parada de Ester. Na origem do impasse, que no fim-de-semana pode atingir o quartel-sede, estão 320 mil euros de dívidas acumuladas. E um imbróglio municipal por resolver.
A decisão da Câmara Municipal em não comparticipar os 130 mil euros investidos pelos bombeiros na construção de duas Unidades Locais de Formação (ULF) - uma das verbas mais vultosas do passivo de 320 mil euros que obrigou a fechar ontem a secção de Parada de Ester e ameaça paralisar a corporação, já este fim-de-semana, por falta de dinheiro para comprar combustíveis - está a deteriorar as relações com os bombeiros.
O presidente da corporação, António Pinto, garante que a comparticipação municipal foi prometido e protocolada com o anterior executivo liderado pela social-democrata Eulália Teixeira.
“A Câmara assumiu a construção das ULF que, na altura, ascendiam a mais de 80 mil euros. Fez o projecto, preparou os acessos e instalou a energia”, garante o dirigente, ao mesmo tempo que mostra um documento da Divisão de Obras, Planeamento e Ambiente da Câmara, datado de Setembro de 2009, onde esta propõe a execução da obra por ajuste directo.
Com as ULF em funcionamento, a corporação está a ser pressionada pelo empreiteiro para pagar. “Pedimos à Câmara para assumir o que foi prometido pela anterior presidente e passar uma nota de dívida para que pudéssemos levantar o dinheiro na banca. Não é isso que está a acontecer. Estão a dever-nos, inclusive, o subsídio anual de 75 mil euros. Com esta dívida e a de outras entidades, corremos o risco de fechar tudo”, alerta António Pinto.
O presidente da Câmara, Fernando Carneiro, nega a existência de dívidas para com os bombeiros de Castro Daire. ?Em 2009 transferimos um total de 139 mil euros, montante que inclui o subsídio de 75 mil euros (pago em três tranches), a equipa permanente de cinco homens totalmente assegurada por nós, seguros pessoais de todos os voluntários e outras despesas?.
Já este ano, lembra o autarca socialista, “aprovámos um subsídio de 75 mil euros e já pagamos duas tranches de 25 mil cada. Falta a terceira, que será liquidada logo que se possa, uma vez que não há prazo estabelecido. Onde está a dívida?”, questiona.
Sobre o alegado incumprimento da promessa de comparticipação das ULF, o autarca esclarece. “Quando fui contactado pelos bombeiros, interpelei a anterior presidente e actual vereadora, engª. Eulália Teixeira, que garantiu ter apenas prometido pagar o desaterro. Temos de acreditar nas pessoas”, diz Fernando Carneiro.
Preocupado com o fecho da secção de Parada, o autarca diz esperar que os corpos sociais dos bombeiros encontrem a solução.
in:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viseu&Concelho=Castro%20Daire&Option=Interior&content_id=1612865
Teresa Cardoso
«« Os Bombeiros Voluntários de Castro Daire fecharam, ontem, a secção avançada de Parada de Ester. Na origem do impasse, que no fim-de-semana pode atingir o quartel-sede, estão 320 mil euros de dívidas acumuladas. E um imbróglio municipal por resolver.
A decisão da Câmara Municipal em não comparticipar os 130 mil euros investidos pelos bombeiros na construção de duas Unidades Locais de Formação (ULF) - uma das verbas mais vultosas do passivo de 320 mil euros que obrigou a fechar ontem a secção de Parada de Ester e ameaça paralisar a corporação, já este fim-de-semana, por falta de dinheiro para comprar combustíveis - está a deteriorar as relações com os bombeiros.
O presidente da corporação, António Pinto, garante que a comparticipação municipal foi prometido e protocolada com o anterior executivo liderado pela social-democrata Eulália Teixeira.
“A Câmara assumiu a construção das ULF que, na altura, ascendiam a mais de 80 mil euros. Fez o projecto, preparou os acessos e instalou a energia”, garante o dirigente, ao mesmo tempo que mostra um documento da Divisão de Obras, Planeamento e Ambiente da Câmara, datado de Setembro de 2009, onde esta propõe a execução da obra por ajuste directo.
Com as ULF em funcionamento, a corporação está a ser pressionada pelo empreiteiro para pagar. “Pedimos à Câmara para assumir o que foi prometido pela anterior presidente e passar uma nota de dívida para que pudéssemos levantar o dinheiro na banca. Não é isso que está a acontecer. Estão a dever-nos, inclusive, o subsídio anual de 75 mil euros. Com esta dívida e a de outras entidades, corremos o risco de fechar tudo”, alerta António Pinto.
O presidente da Câmara, Fernando Carneiro, nega a existência de dívidas para com os bombeiros de Castro Daire. ?Em 2009 transferimos um total de 139 mil euros, montante que inclui o subsídio de 75 mil euros (pago em três tranches), a equipa permanente de cinco homens totalmente assegurada por nós, seguros pessoais de todos os voluntários e outras despesas?.
Já este ano, lembra o autarca socialista, “aprovámos um subsídio de 75 mil euros e já pagamos duas tranches de 25 mil cada. Falta a terceira, que será liquidada logo que se possa, uma vez que não há prazo estabelecido. Onde está a dívida?”, questiona.
Sobre o alegado incumprimento da promessa de comparticipação das ULF, o autarca esclarece. “Quando fui contactado pelos bombeiros, interpelei a anterior presidente e actual vereadora, engª. Eulália Teixeira, que garantiu ter apenas prometido pagar o desaterro. Temos de acreditar nas pessoas”, diz Fernando Carneiro.
Preocupado com o fecho da secção de Parada, o autarca diz esperar que os corpos sociais dos bombeiros encontrem a solução.
in:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viseu&Concelho=Castro%20Daire&Option=Interior&content_id=1612865
terça-feira, julho 06, 2010
Concelho de Castro Daire recebe financiamento para a construção de 3 novas unidades de apoio social
«« Castro Daire vai ser contemplado com o financiamento para a construção de 3 novos edifícios de apoio social na área do Concelho.
A cerimónia da contratualização destes financiamentos das candidaturas aprovadas decorreu no passado dia 05 de Julho no Governo Civil de Viseu na presença da Senhora Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André.
Este financiamento surge no âmbito do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), tendo como eixo prioritário o da cidadania, inclusão e Desenvolvimento Social.
Estes novos edifícios previstos para o Concelho de Castro Daire serão situados em Parada de Ester, S. Joaninho e Mosteiro do Presépio, este último na freguesia de Castro Daire. Estes novos equipamentos vão permitir o melhoramento da rede de infra-estruturas sociais no concelho e um apoio mais efectivo à população.
O Lar residencial previsto para Mosteiro do Presépio é da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire e prevê lugar para 24 utentes sendo uma infra-estrutura de apoio ao cidadão portador de deficiência. O financiamento para esta obra é de 704.173€ num investimento total de 938.911€.
As outras duas infra-estruturas a construir no Concelho, respectivamente de Parada de Ester e S. Joaninho, serão dois lares de idosos e vão possibilitar a criação de 70 novos lugares, 30 em Parada de Ester e 40 em S. Joaninho. O Financiamento para estas obras é de 525.190€ para Parada de Ester e 815.434€ para S. Joaninho. Estas novas infra-estruturas são da responsabilidade respectivamente da Casa do Povo de Parada e da Associação Cultural e Social de S. Joaninho. »»
A cerimónia da contratualização destes financiamentos das candidaturas aprovadas decorreu no passado dia 05 de Julho no Governo Civil de Viseu na presença da Senhora Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André.
Este financiamento surge no âmbito do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), tendo como eixo prioritário o da cidadania, inclusão e Desenvolvimento Social.
Estes novos edifícios previstos para o Concelho de Castro Daire serão situados em Parada de Ester, S. Joaninho e Mosteiro do Presépio, este último na freguesia de Castro Daire. Estes novos equipamentos vão permitir o melhoramento da rede de infra-estruturas sociais no concelho e um apoio mais efectivo à população.
O Lar residencial previsto para Mosteiro do Presépio é da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Castro Daire e prevê lugar para 24 utentes sendo uma infra-estrutura de apoio ao cidadão portador de deficiência. O financiamento para esta obra é de 704.173€ num investimento total de 938.911€.
As outras duas infra-estruturas a construir no Concelho, respectivamente de Parada de Ester e S. Joaninho, serão dois lares de idosos e vão possibilitar a criação de 70 novos lugares, 30 em Parada de Ester e 40 em S. Joaninho. O Financiamento para estas obras é de 525.190€ para Parada de Ester e 815.434€ para S. Joaninho. Estas novas infra-estruturas são da responsabilidade respectivamente da Casa do Povo de Parada e da Associação Cultural e Social de S. Joaninho. »»
No total o financiamento para o Concelho de Castro Daire, respeitante aos 3 novos equipamentos, ronda os 2 milhões de euros o que se afirma como muito significativo e importante para a região.
Esta Cerimónia contou com a presença do Senhor Presidente da Câmara que se mostrou extremamente satisfeito com o investimento que o Concelho vai receber com a implementação destes equipamentos de apoio social.
Vê-se por ai! 06
“Refúgio”
Minas de Moimenta - Cabril – 29/05/2010
de: João Joaquim Almeida Rocha – Castro Daire
segunda-feira, julho 05, 2010
quinta-feira, julho 01, 2010
Há quem diga por ai! 78
"cabra manca não tem cesta..."
quarta-feira, junho 30, 2010
Câmaras vão controlar o fecho de escolas
«« "A ministra da Educação, Isabel Alçada, e o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, assinaram ontem, terça-feira, o protocolo-chapéu que servirá de modelo para a reorganização da rede escolar do 1º ciclo.
“Estão criadas as condições para que os municípios possam defender os seus interesses”, afirmou ao JN o vice-presidente da ANMP, António Ganhão.
O secretário de Estado da Educação, João da Mata, “acabou por aceitar” as reivindicações da Associação, alega o responsável da ANMP - ou seja, o encerramento das escolas é decretado se houver “respeito pelas cartas educativas; mediante parecer favorável do município; financiamento da rede de transportes escolares; e desde que as escolas de acolhimento, tenham melhores condições”.
O fecho de escolas, com menos de 21 alunos, tem suscitado protestos de autarcas, professores e pais, o acordo permite aos autarcas contestar o fecho, mas desde que fundamentem essa discordância com determinadas “situações de impossibilidade”: “inexistência de salas de aulas e espaços para refeições nas escolas de acolhimento” e se a deslocação for superior a “um tempo adequado” (que não está definido no texto).
O acordo começa por sublinhar que a actual reorganização da rede continua o processo iniciado em 2005; face a isso e à construção de 600 centros escolares, “cerca de três mil escolas de reduzida dimensão por todo o país”, devem encerrar - sendo que 2500 foram fechadas na anterior legislatura; e o Governo, recorde-se, tinha anunciado a intenção de fechar 500 até Setembro e outras tantas durante a legislatura.
A lista de escolas que não vão reabrir em Setembro só ficará definida nas negociações entre as direcções regionais de Educação e os municípios." »»
Alexandra Inácio
IN: jn.sapo.pt
“Estão criadas as condições para que os municípios possam defender os seus interesses”, afirmou ao JN o vice-presidente da ANMP, António Ganhão.
O secretário de Estado da Educação, João da Mata, “acabou por aceitar” as reivindicações da Associação, alega o responsável da ANMP - ou seja, o encerramento das escolas é decretado se houver “respeito pelas cartas educativas; mediante parecer favorável do município; financiamento da rede de transportes escolares; e desde que as escolas de acolhimento, tenham melhores condições”.
O fecho de escolas, com menos de 21 alunos, tem suscitado protestos de autarcas, professores e pais, o acordo permite aos autarcas contestar o fecho, mas desde que fundamentem essa discordância com determinadas “situações de impossibilidade”: “inexistência de salas de aulas e espaços para refeições nas escolas de acolhimento” e se a deslocação for superior a “um tempo adequado” (que não está definido no texto).
O acordo começa por sublinhar que a actual reorganização da rede continua o processo iniciado em 2005; face a isso e à construção de 600 centros escolares, “cerca de três mil escolas de reduzida dimensão por todo o país”, devem encerrar - sendo que 2500 foram fechadas na anterior legislatura; e o Governo, recorde-se, tinha anunciado a intenção de fechar 500 até Setembro e outras tantas durante a legislatura.
A lista de escolas que não vão reabrir em Setembro só ficará definida nas negociações entre as direcções regionais de Educação e os municípios." »»
Alexandra Inácio
IN: jn.sapo.pt
Todos contra encerramento de escolas no distrito de Viseu
«« Os presidentes das juntas de freguesia de Calde e Boaldeia mostraram-se ontem preocupados com o eventual encerramento de escolas nas freguesias que lideram. Durante a reunião da Assembleia Municipal de Viseu, os autarcas lamentaram que a medida avançada pelo Governo – fechar as escolas com menos de 21 alunos – vai “acabar com as aldeias”.
António Neves, presidente da Junta de Freguesia de Boaldeia, foi uma das vozes de descontentamento, afirmando que se a escola local encerrar – actualmente com 16 alunos – “as pessoas deixarão de ver vida em Boaldeia”. O autarca lembrou que ao se avançar com esta medida, os alunos terão de ir para outra freguesia. “Gastámos dinheiro na requalificação do edifício, os alunos têm condições. Se encerrarem a escola, as crianças são tiradas do seu ambiente natural”, sustentou.
O receio de António Neves foi igualmente salientado pelo presidente da Câmara de Viseu. Fernando Ruas sustentou que a reorganização da rede escolar tem “critérios perfeitamente discutíveis e questionáveis” e que as propostas “têm de ser apresentadas pelo Ministério da Educação ao município que tem a obrigação de as analisar ponderadamente”.
“A legislação produzida nos gabinetes ministeriais tem carácter genérico, não atendendo a situações específicas das comunidades locais, nomeadamente dos municípios do interior do País e, se não for devidamente aplicada, pode gerar situações de injustiça, incomodidade, desconforto e de claro prejuízo para essas comunidades”, disse o autarca social-democrata.
No concelho de Viseu existem 20 escolas com menos de 21 alunos, cinco delas com número inferior a 10 crianças.
Manifestação
O protesto pelo não encerramento de escolas ganhou ontem nova forma com cerca de 300 pessoas a protestarem em Viseu. Alunos, encarregados de educação e professores juntaram-se às vozes que estão contra o “abate de escolas” e a constituição de “mega agrupamentos”. Uma manifestação promovida pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC).
Professores, pais, avós e alunos de vários pontos do distrito onde as escolas do 1.0 ciclo do ensino básico podem vir a encerrar concentraram-se no Rossio e deslocaram-se até ao governo civil.
Nas mãos levavam cartazes com inscrições como “As nossas crianças precisam de escolas nas suas aldeias”, “Abater uma escola é fechar uma aldeia”, “A melhor escola é a que fica perto do colinho da minha avó” e “Mega-agrupamentos - juntar escolas para despedir pessoal”. “Fomos entregar ao senhor governador civil duas mil assinaturas de tomadas de posição de oito concelhos do distrito de Viseu onde estas questões estão mais agudas”, explicou aos jornalistas Francisco Almeida, do SPRC, aludindo aos municípios de Mangualde, Sátão, Vila Nova de Paiva, Castro Daire, Santa Comba Dão, S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades.
Francisco Almeida criticou que o Ministério da Educação (ME) não esteja a negociar a constituição de mega agrupamentos, contando que nem aos directores e aos conselhos gerais das escolas pergunta opinião.
Preocupada com a possibilidade de encerramento da escola de Prime, Viseu, onde estuda o seu neto, estava Maria do Rosário, de 72 anos. “Vou levá-lo todos os dias de manhã e buscá-lo todos os dias às cinco e meia, mas sinto-me feliz por ir lá levá-lo e buscá-lo àquela escola que é tão antiga”, contou, acrescentando que se a escola fechar não poderá continuar a apoiar o neto.
Também o presidente da Junta de Mamouros, Fernando Felício, fez questão de participar na manifestação, para tentar evitar o encerramento de uma das duas escolas da freguesia, que tem 11 alunos. “Vai trazer problemas para as crianças, que deixam de ter o apoio dos pais, aquilo a que estão habituadas e obviamente que vão sofrer”, frisou.As crianças da escola de Mamouros também mostraram a sua preocupação, levando até Viseu uma faixa onde pediam “Não encerrem a nossa escola” e outra onde se podia ler “Somos crianças mas sabemos o que queremos: primeiro as condições, depois as decisões”. »»
in:http://www.diarioviseu.pt/11514.htm
António Neves, presidente da Junta de Freguesia de Boaldeia, foi uma das vozes de descontentamento, afirmando que se a escola local encerrar – actualmente com 16 alunos – “as pessoas deixarão de ver vida em Boaldeia”. O autarca lembrou que ao se avançar com esta medida, os alunos terão de ir para outra freguesia. “Gastámos dinheiro na requalificação do edifício, os alunos têm condições. Se encerrarem a escola, as crianças são tiradas do seu ambiente natural”, sustentou.
O receio de António Neves foi igualmente salientado pelo presidente da Câmara de Viseu. Fernando Ruas sustentou que a reorganização da rede escolar tem “critérios perfeitamente discutíveis e questionáveis” e que as propostas “têm de ser apresentadas pelo Ministério da Educação ao município que tem a obrigação de as analisar ponderadamente”.
“A legislação produzida nos gabinetes ministeriais tem carácter genérico, não atendendo a situações específicas das comunidades locais, nomeadamente dos municípios do interior do País e, se não for devidamente aplicada, pode gerar situações de injustiça, incomodidade, desconforto e de claro prejuízo para essas comunidades”, disse o autarca social-democrata.
No concelho de Viseu existem 20 escolas com menos de 21 alunos, cinco delas com número inferior a 10 crianças.
Manifestação
O protesto pelo não encerramento de escolas ganhou ontem nova forma com cerca de 300 pessoas a protestarem em Viseu. Alunos, encarregados de educação e professores juntaram-se às vozes que estão contra o “abate de escolas” e a constituição de “mega agrupamentos”. Uma manifestação promovida pelo Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC).
Professores, pais, avós e alunos de vários pontos do distrito onde as escolas do 1.0 ciclo do ensino básico podem vir a encerrar concentraram-se no Rossio e deslocaram-se até ao governo civil.
Nas mãos levavam cartazes com inscrições como “As nossas crianças precisam de escolas nas suas aldeias”, “Abater uma escola é fechar uma aldeia”, “A melhor escola é a que fica perto do colinho da minha avó” e “Mega-agrupamentos - juntar escolas para despedir pessoal”. “Fomos entregar ao senhor governador civil duas mil assinaturas de tomadas de posição de oito concelhos do distrito de Viseu onde estas questões estão mais agudas”, explicou aos jornalistas Francisco Almeida, do SPRC, aludindo aos municípios de Mangualde, Sátão, Vila Nova de Paiva, Castro Daire, Santa Comba Dão, S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades.
Francisco Almeida criticou que o Ministério da Educação (ME) não esteja a negociar a constituição de mega agrupamentos, contando que nem aos directores e aos conselhos gerais das escolas pergunta opinião.
Preocupada com a possibilidade de encerramento da escola de Prime, Viseu, onde estuda o seu neto, estava Maria do Rosário, de 72 anos. “Vou levá-lo todos os dias de manhã e buscá-lo todos os dias às cinco e meia, mas sinto-me feliz por ir lá levá-lo e buscá-lo àquela escola que é tão antiga”, contou, acrescentando que se a escola fechar não poderá continuar a apoiar o neto.
Também o presidente da Junta de Mamouros, Fernando Felício, fez questão de participar na manifestação, para tentar evitar o encerramento de uma das duas escolas da freguesia, que tem 11 alunos. “Vai trazer problemas para as crianças, que deixam de ter o apoio dos pais, aquilo a que estão habituadas e obviamente que vão sofrer”, frisou.As crianças da escola de Mamouros também mostraram a sua preocupação, levando até Viseu uma faixa onde pediam “Não encerrem a nossa escola” e outra onde se podia ler “Somos crianças mas sabemos o que queremos: primeiro as condições, depois as decisões”. »»
in:http://www.diarioviseu.pt/11514.htm
terça-feira, junho 29, 2010
Obras. Três milhões de euros gastos em 19 escolas que podem fechar
««« Na lista negra do Ministério da Educação estão várias escolas recém-remodeladas
por Rosa Ramos, Publicado em 29 de Junho de 2010
Esta é uma viagem de norte a sul do país que deve ser feita de calculadora em punho. Se o fecho das 900 escolas básicas até 2011, que a ministra da Educação anunciou no início de Junho, for avante, escolas que foram requalificadas e onde foram investidos milhares de euros nos últimos anos podem ter os dias contados. Só em 19 escolas encontradas pelo i - uma amostra - foram investidos mais de 3 milhões de euros.
Para já, o gabinete de Isabel Alçada diz que ainda não existe lista definitiva das escolas que vão fechar no próximo ano lectivo, por ainda estarem em curso negociações com as autarquias. Mesmo assim, e pegando na lista inicial, não é difícil encontrar casos de escolas recém-remodeladas com ordem para fechar.
No concelho de Castro Verde, por exemplo, estão em risco cinco estabelecimentos - Casável, Entradas, Santa Bárbara de Padrões, Sete e São Marcos da Ataboeira. Escolas onde, entre 2007 e 2009, se gastou um milhão de euros, entre requalificações e melhoramentos. "Foram dotadas de quadros interactivos, espaços polivalentes e de refeição, aquecimento e sofreram obras de remodelação e ampliação", enumera o presidente da câmara, Francisco Caldeira Duarte. As melhorias foram financiadas pela autarquia e "por fundos comunitários, com o aval do Ministério da Educação (ME)". Só na escola de Entradas foram gastos 250 mil euros.
Do Alentejo, segue-se para o distrito de Castelo Branco. Na Sertã, a escola do Carvalhal também aparece na lista negra da tutela. "O fecho já estava previsto, porque a escola só tinha 17 alunos, mas nunca pensámos que a medida fosse avante", admite o presidente da câmara, José Nunes. Mesmo assim, o edifício recebeu obras há quatro anos, que custaram "aproximadamente 50 mil euros".
Mais a norte, em Castro Daire, podem fechar sete escolas - Cêtos, Folgosa, Ester, Reriz, Mamouros, Moledo e Vila Boa. "Mas se se levasse à letra o rácio dos 21 alunos, fechariam mais e só sobravam cerca de dez", garante o presidente da associação de pais do agrupamento de escolas do concelho. No ano passado, escolas como Cabril e Póvoa do Veado foram intervencionadas - apesar de terem menos de 21 alunos. Obras cujo custo "rondou os 150 mil euros", quantifica. Não muito longe, em São Pedro do Sul, parece existir o problema inverso. "Está previsto que fechem duas escolas em 13, mas as do primeiro ciclo não sofrem obras desde os anos 50 e, em algumas, o aquecimento ainda é feito com lareiras e salamandras", critica António Coelho, da associação de pais.
"A confusão do Ministério da Educação [ME] é grande", acusa Rui Martins, da Federação Regional das Associações de Pais de Viseu. "No dia 30 de Março, a proposta do ministério era encerrar cinco escolas e um jardim-de-infância. A 29 de Abril, eram 11 escolas e dois jardins-de-infância. A 19 de Maio já eram oito escolas." Se o rácio proposto pelo ME fosse cumprido, encerrariam, no concelho de Viseu, 23 estabelecimentos. "E a câmara tem modernizado todo o parque escolar, com custos a rondar os 3 milhões de euros", garante Rui Martins. "Este é o panorama da autarquia de Viseu. Basta multiplicar estes valores pelas restantes câmaras para ter uma ideia do esbanjar de dinheiro."
As queixas são consensuais: houve desperdício, sobretudo porque no entender dos autarcas a última decisão do ME passa por cima daquilo que foi homologado, nos últimos anos, nas cartas educativas. "No Baixo Alentejo, e perante a desertificação, o limiar de 11 alunos sempre foi considerado consensual", diz Francisco Caldeira Duarte. »»
in: http://www.ionline.pt/conteudo/66798-obras-tres-milhoes-euros-gastos-em-19-escolas-que-podem-fechar
por Rosa Ramos, Publicado em 29 de Junho de 2010
Esta é uma viagem de norte a sul do país que deve ser feita de calculadora em punho. Se o fecho das 900 escolas básicas até 2011, que a ministra da Educação anunciou no início de Junho, for avante, escolas que foram requalificadas e onde foram investidos milhares de euros nos últimos anos podem ter os dias contados. Só em 19 escolas encontradas pelo i - uma amostra - foram investidos mais de 3 milhões de euros.
Para já, o gabinete de Isabel Alçada diz que ainda não existe lista definitiva das escolas que vão fechar no próximo ano lectivo, por ainda estarem em curso negociações com as autarquias. Mesmo assim, e pegando na lista inicial, não é difícil encontrar casos de escolas recém-remodeladas com ordem para fechar.
No concelho de Castro Verde, por exemplo, estão em risco cinco estabelecimentos - Casável, Entradas, Santa Bárbara de Padrões, Sete e São Marcos da Ataboeira. Escolas onde, entre 2007 e 2009, se gastou um milhão de euros, entre requalificações e melhoramentos. "Foram dotadas de quadros interactivos, espaços polivalentes e de refeição, aquecimento e sofreram obras de remodelação e ampliação", enumera o presidente da câmara, Francisco Caldeira Duarte. As melhorias foram financiadas pela autarquia e "por fundos comunitários, com o aval do Ministério da Educação (ME)". Só na escola de Entradas foram gastos 250 mil euros.
Do Alentejo, segue-se para o distrito de Castelo Branco. Na Sertã, a escola do Carvalhal também aparece na lista negra da tutela. "O fecho já estava previsto, porque a escola só tinha 17 alunos, mas nunca pensámos que a medida fosse avante", admite o presidente da câmara, José Nunes. Mesmo assim, o edifício recebeu obras há quatro anos, que custaram "aproximadamente 50 mil euros".
Mais a norte, em Castro Daire, podem fechar sete escolas - Cêtos, Folgosa, Ester, Reriz, Mamouros, Moledo e Vila Boa. "Mas se se levasse à letra o rácio dos 21 alunos, fechariam mais e só sobravam cerca de dez", garante o presidente da associação de pais do agrupamento de escolas do concelho. No ano passado, escolas como Cabril e Póvoa do Veado foram intervencionadas - apesar de terem menos de 21 alunos. Obras cujo custo "rondou os 150 mil euros", quantifica. Não muito longe, em São Pedro do Sul, parece existir o problema inverso. "Está previsto que fechem duas escolas em 13, mas as do primeiro ciclo não sofrem obras desde os anos 50 e, em algumas, o aquecimento ainda é feito com lareiras e salamandras", critica António Coelho, da associação de pais.
"A confusão do Ministério da Educação [ME] é grande", acusa Rui Martins, da Federação Regional das Associações de Pais de Viseu. "No dia 30 de Março, a proposta do ministério era encerrar cinco escolas e um jardim-de-infância. A 29 de Abril, eram 11 escolas e dois jardins-de-infância. A 19 de Maio já eram oito escolas." Se o rácio proposto pelo ME fosse cumprido, encerrariam, no concelho de Viseu, 23 estabelecimentos. "E a câmara tem modernizado todo o parque escolar, com custos a rondar os 3 milhões de euros", garante Rui Martins. "Este é o panorama da autarquia de Viseu. Basta multiplicar estes valores pelas restantes câmaras para ter uma ideia do esbanjar de dinheiro."
As queixas são consensuais: houve desperdício, sobretudo porque no entender dos autarcas a última decisão do ME passa por cima daquilo que foi homologado, nos últimos anos, nas cartas educativas. "No Baixo Alentejo, e perante a desertificação, o limiar de 11 alunos sempre foi considerado consensual", diz Francisco Caldeira Duarte. »»
in: http://www.ionline.pt/conteudo/66798-obras-tres-milhoes-euros-gastos-em-19-escolas-que-podem-fechar
quarta-feira, junho 23, 2010
Três praias do distrito integram guia turístico
«« A Turismo Centro de Portugal (TCP) apresentou ontem a edição 2010 do Guia de Praias Fluviais e Oceânicas da região, onde constam, pela primeira vez, três praias fluviais do distrito de Viseu. São elas as praias de São João do Monte, na Serra do Caramulo (Tondela), da Folgosa (Castro Daire) e do Vau (Oliveira de Frades).
O guia contém informação útil acerca das condições naturais e construídas de cada praia, acessibilidades e equipamentos de apoio aos veraneantes. Do mesmo modo permite distribuir fluxos de visita pelo território regional, e dar a conhecer os espaços de água interiores, cujas características naturais, geológicas e paisagísticas possibilitam óptimos momentos de descanso e lazer.
A publicação, que está acessível para descarregamento pela internet e em edição em papel pretende afirmar a região como um destino de referência para o lazer e desportos ligados à água.
"Reafirmamos a propensão para os desportos e destino de Verão que o Centro é", disse Pedro Machado, presidente da TCP, frisando que este guia é uma reedição do lançado em 2009, embora enriquecido e ampliado.
O novo guia, que pode ser descarregado da internet a partir de www.turismodocentro.pt/pdf/guiapraia.pdf, contém informação útil acerca de 65 praias equipadas e preparadas para proporcionar conforto aos utentes.
Ali constam 18 praias com Bandeira Azul, 21 Praias Douradas e 29 Praias Acessíveis, classificadas de acordo com a legislação em vigor. Abarca a área territorial dos quatro pólos de marca turística Centro de Portugal: Coimbra, Viseu/Dão Lafões, Castelo Branco/Naturtejo e Ria de Aveiro. »»
in:http://www.diarioviseu.pt/11494.htm
O guia contém informação útil acerca das condições naturais e construídas de cada praia, acessibilidades e equipamentos de apoio aos veraneantes. Do mesmo modo permite distribuir fluxos de visita pelo território regional, e dar a conhecer os espaços de água interiores, cujas características naturais, geológicas e paisagísticas possibilitam óptimos momentos de descanso e lazer.
A publicação, que está acessível para descarregamento pela internet e em edição em papel pretende afirmar a região como um destino de referência para o lazer e desportos ligados à água.
"Reafirmamos a propensão para os desportos e destino de Verão que o Centro é", disse Pedro Machado, presidente da TCP, frisando que este guia é uma reedição do lançado em 2009, embora enriquecido e ampliado.
O novo guia, que pode ser descarregado da internet a partir de www.turismodocentro.pt/pdf/guiapraia.pdf, contém informação útil acerca de 65 praias equipadas e preparadas para proporcionar conforto aos utentes.
Ali constam 18 praias com Bandeira Azul, 21 Praias Douradas e 29 Praias Acessíveis, classificadas de acordo com a legislação em vigor. Abarca a área territorial dos quatro pólos de marca turística Centro de Portugal: Coimbra, Viseu/Dão Lafões, Castelo Branco/Naturtejo e Ria de Aveiro. »»
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terça-feira, junho 22, 2010
segunda-feira, junho 21, 2010
domingo, junho 20, 2010
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