quarta-feira, dezembro 11, 2013

Descoberto efeito de estufa num gás que é 7100 vezes mais potente do que dióxido de carbono

A perfluorotributilamina é usada na indústria eléctrica.
Todos os anos os níveis de CO2 atmosféricos aumentam INA FASSBENDER/REUTERS (ARQUIVO)

A lista dos gases com efeito de estufa continua a aumentar, a mais nova substância é a perfluorotributilamina (PFTBA) que tem um potencial para o aquecimento global 7100 vezes maior do que o dióxido de carbono, o principal gás lançado pelas actividades humanas responsável pelas alterações climáticas. O novo estudo foi publicado na revista Geophysical Research Letters.
O clima ameno da Terra deve-se, em parte, aos gases com efeito de estufa que retêm o calor vindo do Sol e que é reflectido na superfície do solo. Mas este calor retido depende da quantidade e do tipo de gases que existem na atmosfera.
O vapor de água é o gás mais importante para este efeito de estufa, mas o seu balanço não é directamente afectado pela acção humana. Com a revolução industrial, o homem passou a lançar para a atmosfera quantidades enormes de dióxido de carbono, que está na segunda posição na lista de gases com maior efeito de estufa e cuja concentração aumenta anualmente.
Há muitos mais gases que o homem tem lançado para atmosfera que também entram nesta equação. O metano é um deles, vindo em terceiro lugar na lista de gases responsáveis pelo efeito de estufa. O potencial de aquecimento global em 100 anos do metano é 34: este valor tem como referência o dióxido de carbono – que é 1 – e significa que, ao fim de um século, uma molécula de metano tem um potencial de aquecimento global 34 vezes maior do que uma molécula de CO2.
Este valor de 34 obtém-se com um balanço entre a capacidade de uma molécula de metano reter energia e o seu tempo médio de vida na atmosfera, e compara-se depois com uma molécula de dióxido de carbono. O metano retém muito mais energia do que o dióxido de carbono, mas “vive” menos tempo no ar.
Só que o impacto de cada gás no efeito de estufa total acaba por depender da sua concentração na atmosfera. É por isso que o dióxido de carbono é o gás emitido pelo homem com maior efeito de estufa. A concentração de CO2 na atmosfera é cerca de 190 vezes maior do que a do metano, e entre 1998 e 2005 injectou-se na atmosfera mais 1190 vezes CO2 do que metano.
Há outros gases com efeito de estufa como o ozono, o óxido nitroso, os clorofluorocarbonetos ou os perfluorcarbonetos, que têm potenciais de aquecimento global muito diferentes. Alguns perfluorcarbonetos, que são usados como solventes, têm potenciais de aquecimento globais superiores a 10.000. Mas existem em concentrações muito baixas.
O impacto do PFTBA no efeito de estufa ainda não tinha sido avaliado. Este composto é utilizado desde meados do século XX na indústria eléctrica e tem vindo a acumular-se na atmosfera em quantidades mínimas: por cada molécula de PFTBA existem 2200 milhões de moléculas de CO2. No entanto, a equipa de Angela Hong, da Universidade de Toronto, no Canadá, foi medir a concentração de PFTBA em Toronto e concluiu que o seu potencial de aquecimento global em 100 anos é de 7100.
“De um ponto de vista climático, individualmente, a concentração atmosférica do PFTBA não é um alerta significativo para o fenómeno das alterações climáticas”, diz Angela Hong, citada pelo jornal britânico “The Guardian”. “O maior culpado continua a ser o dióxido de carbono vindo das emissões dos combustíveis fósseis.”
Mas os cientistas calcularam que este composto sobrevive na atmosfera durante 500 anos. Além disso, a capacidade da PFTBA de reter energia solar é a maior até agora encontrada numa molécula. “Cada molécula é muito eficiente em interagir com o calor da Terra. (…) E porque o seu tempo de vida é tão longo, tem um efeito duradouro”, diz a cientista. Os autores defendem no resumo do artigo que estas moléculas“são merecedoras de estudos futuros”.

terça-feira, dezembro 03, 2013

O bom e o mau socialista

OPINIÃO

Eu, pecador, me confesso: sou um mau socialista.

O bom socialista é aquele que em diferentes circunstâncias diz as coisas sensatas que a direita gosta de ouvir: que é preciso rever a Constituição, fazer um pacto de regime, negociar um consenso com o Governo sobre as medidas de austeridade.O bom socialista defende que “ o arco da governabilidade” se restringe à direita e ao PS.
O bom socialista revela abertura para um eventual governo de coligação com os partidos da direita, ou só com o CDS, ou uma reedição do “bloco central”.
O bom socialista é sensível, atento e moderno quanto à necessidade de imprescindíveis cortes e mudanças na Saúde, na Educação e na Segurança Social, tendo em vista diminuir o peso do Estado e dar lugar aos privados com apoio público.
O bom socialista aceita as “reformas” que tendem a transformar em assistencialismo a garantia de direitos sociais pelo Estado.
O bom socialista colabora em medidas que desvalorizam o trabalho em nome de um pretenso aumento da competitividade.
O bom socialista dá prioridade à estabilidade financeira em prejuízo do desenvolvimento económico e da coesão social.
O bom socialista aceita o aumento das desigualdades como consequência inevitável da globalização e considera que não há alternativa.
O bom socialista pensa que a divisão entre esquerda e direita não passa de um arcaísmo.
O bom socialista tem um vocabulário cuidado e evita palavras inconvenientes, não diz roubo, diz cortes, não diz desemprego, diz requalificação, não diz empobrecimento, diz ajustamento. E também não lhe ocorre falar em esquerda ou em socialismo, para além de se coibir, por uma questão de educação, de usar a palavra direita.
O bom socialista respeita a duração dos mandatos, haja o que houver, pois acha que a estabilidade política é um fim em si mesmo, ainda que à custa de instabilidade e crise em todos os sectores.
Obviamente o bom socialista não critica o senhor Presidente da República, nem a troika, nem os mercados, nem as instituições europeias, nem a bondade das políticas da senhora Merkel, mesmo que elas levem o país à ruina.
O bom socialista procura dizer frases que o ponham com setas para cima nos jornais ditos de referência. E acredita que o estatuto de bom político só lhe pode ser conferido pela direita.
O bom socialista não pode sequer ouvir falar de convergência com os partidos à esquerda do PS.
O bom socialista acha que o dr. Mário Soares é o maior político português, mas não devia ir para a Aula Magna promover iniciativas tendentes à convergência e mobilização dos descontentes com a política do governo.
O mau socialista teima em defender a Constituição, o Tribunal Constitucional e coisas tão arcaicas com o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública, a Segurança Social, os direitos laborais, o direito à cultura, a igualdade de oportunidades.
O mau socialista persiste em dizer a palavra socialismo, repete constantemente a palavra esquerda, opõe-se a governo de coligação dentro do “arco da governabilidade” e recusa-se a fazer do PS o terceiro partido da direita.
O mau socialista acha que os direitos sociais são inseparáveis dos direitos políticos e que não há estabilidade política sem estabilidade e coesão social.
O mau socialista entende que nenhum órgão de soberania deve andar com outro ao colo e que o papel essencial do Presidente da República é ser o garante do regular funcionamento das instituições e o Presidente de todos os portugueses.
O mau socialista defende que a confiança dos eleitores é mais importante que a confiança dos mercados e que estes não podem sobrepor-se nem à democracia nem ao Estado.
O mau socialista vê a Europa como um projecto de paz e de prosperidade entre Estados soberanos e iguais e não como uma submissão dos mais frágeis ao mais forte.
O mau socialista tem a indiscrição de querer saber perante quem é que a troika responde e quem avalia as suas políticas. E pensa que neste momento o processo democrático e institucional da construção europeia está interrompido.
O mau socialista acredita que ser europeu não é dissolver a Pátria.
O mau socialista continua a considerar que a razão histórica de ser do socialismo é a emancipação politica, social, económica e cultural dos trabalhadores e de todos os desfavorecidos e oprimidos.
O mau socialista dá razão ao Papa Francisco quando este denuncia que o actual poder económico está a transformar-se numa nova tirania.
O mau socialista é politicamente incorrecto e sustenta que há sempre alternativas.
Eu, pecador, me confesso: sou um mau socialista.
Fundador do PS
in:http://www.publico.pt/politica/noticia/o-bom-e-o-mau-socialista-1614741

sexta-feira, novembro 29, 2013

Entrevista do Presidente de Junta de Alvarenga, Luís Filipe Teles

POLÍTICA LOCAL
 
«Passamos um capítulo na história»
 
Luis Filipe Teles
ENTREVISTA | Luis Filipe Teles destronou Edgar Soares na Junta de Freguesia de Alvarenga
 

No dia 29 de Setembro a freguesia de Alvarenga assistiu à passagem geracional do poder.
Depois de vários mandatos à frente da Junta, o carismático Edgar Soares viu os alvarenguenses entregar o poder ao jovem socialista Luís Filipe Teles.
Este gestor de 33 anos, casado, foi uma aposta de Artur Neves para reconquistar a freguesia para o PS.
A vitória por maioria absoluta acabou por ser uma das surpresas da noite eleitoral.
Com um discurso estruturado e com objectivos bem definidos para o futuro de Alvarenga, Luís Filipe Teles pode vir a tornar-se uma surpresa na nova geração de autarcas arouquenses.
O futuro o dirá!
Qual foi a chave do sucesso para destronar o "dinossauro" do poder local arouquense, Edgar Soares?
Eu diria que a chave do sucesso foi a humildade com que nos apresentamos às eleições. Depois a equipa competente que apresentamos, pessoas de trabalho e populares na freguesia. Construímos um grupo que abrangesse toda a freguesia de Alvarenga, para que as pessoas sentissem que ia haver uma proximidade com os eleitos. Ter um bom programa também foi fundamental e saber passar a mensagem. Julgo que todas estes factores foram importantes para o sucesso eleitoral que tivemos no dia 29 de Setembro.
Acreditou que seria possível vencer com maioria absoluta?
Pensei sempre que seria possível vencer as eleições. Acreditei que ia vencer, agora se seria com maioria absoluta ou não, isso já era mais difícil. Quando terminamos a campanha eleitoral - para ser totalmente sincero - admito que tinha uma forte esperança que poderia ganhar e atingir a maioria absoluta.
Com a sua chegada ao poder há uma mudança geracional na liderança da JF Alvarenga. Acha que esse factor teve algum peso junto dos eleitores?
Julgo que sim. A mudança geracional que acabou por acontecer em Alvarenga teve algum peso na hora do voto dos alvarenguenses. Passamos um capítulo na história, essa aliás, foi uma das razões porque me dispus a candidatar. Senti que era necessário dar um salto, passar o testemunho a outra geração com novas ideias e novos rostos. O Edgar Soares fez muito pela freguesia e ainda vai continuar a fazer bastante, disso tenho a certeza pois ele é um grande alvarenguense.
O apoio de Artur Neves foi importante?
Sem dúvida, o seu apoio foi decisivo para o sucesso da nossa candidatura. Artur Neves será fundamental para desenvolvermos o projecto que idealizamos para a freguesia para os próximos quatro anos.
Foi acusado de fazer uma campanha eleitoral excessiva e cara. Como reage a essas acusações?
Não considero que a minha campanha tenha sido excessiva ou cara. Foi sim, uma campanha muito bem feita com um objectivo claro de transmitir a nossa mensagem, aquilo que pretendemos para o futuro de Alvarenga. Como não estávamos no poder tivemos que nos aplicar mais para convencer o eleitorado dos nossos propósitos, mostrar mais e ir mais longe, e foi isso que procuramos fazer durante a campanha eleitoral. Fizemos uma campanha criativa, sem ser muito dispendiosa.
Como é que encontrou a JF Alvarenga em termos financeiros?
Antes de mais gostaria de realçar a atitude dos funcionários da JF na transição do executivo, foram muito importantes em todo o processo. Relativamente à situação financeira, a JF está estável, as coisas estão bastante organizadas. Não encontrei até ao momento grandes dores de cabeça, o que é bastante positivo até para o projecto que pretendemos realizar para Alvarenga.
Quais são as principais apostas para o mandato que agora se inicia?
As nossas principais preocupações vão estar centradas no domínio social, atendendo à grave situação económica e social que o país atravessa. Vamos tentar acompanhar as pessoas mais de perto, procurar saber quais as suas dificuldades e tentar dentro das nossa possibilidades ajudá-las. Pretendemos também desenvolver o potencial turístico e da raça arouquesa que a nossa freguesia possui. Iremos procurar rentabilizar ainda mais essas duas áreas estratégicas, assim como a agricultura moderna, que poderão ajudar a alavancar a economia local e criar novos postos de trabalho, levando à fixação de jovens. Todo este trabalho que pretendemos realizar terá de ser sempre em parceria com a Câmara Municipal e englobado numa estratégia concelhia.
O que podem as colectividades da freguesia esperar do novo elenco Junta?
Toda a colaboração, pois as diversas associações da freguesia são muito importantes para Alvarenga e prestigiam muito o nome da nossa freguesia pelo excelente trabalho que realizam nas diversas áreas de intervenção. Dentro das nossas possibilidades económicas apoiaremos todas as colectividade da freguesia com todo o entusiasmo que elas merecem.
O que espera da Câmara Municipal?
Não espero tudo, mas espero que haja sobretudo colaboração e compreensão entre a JF e a CMA, para que possamos levar a bom porto o nosso projecto. Tem que haver um trabalho em conjunto entre as duas entidades, é crucial existir sintonia entre as autarquias, não podemos funcionar como uma ilha isolada no concelho de Arouca.
Que estilo autarca vai ser Luís Filipe Teles?
O meu estilo já está definido há muitos anos... Os alvarenguenses poderão esperar de mim respeito por
todos os cidadãos, disponibilidade total para aos atender a qualquer momento. Podem esperar ainda trabalho e entrega à freguesia. Amo Alvarenga, amo o nosso concelho e tudo farei para desenvolver ainda mais a minha freguesia.
A freguesia de Alvarenga é conhecida pela sua gastronomia de excelência. O que pensa fazer nesta área?
Nós temos uma coisa que é muito rara que é a raça arouquesa, uma carne de excelência. O que é preciso fazer, e isso está no meu programa eleitoral, é a criação do Museu da Raça Arouquesa. Pretendemos com esse espaço despertar a curiosidade e o marketing do "arouquês". A raça arouquesa pode e deve ser colocada numa fasquia alta porque tem um potencial muito grande. Pode ser uma das portas de saída da crise no nosso concelho.
Como pretende fixar jovens na freguesia que está a ficar envelhecida?
É fundamental criarmos alguma actividade empresarial ligada à pecuária e à agricultura. Depois temos de ter uma escola condigna, um médico, que não temos, e por fim proporcionar boas condições de lazer às pessoas para que tenham qualidade de vida em Alvarenga. Estas são as condições que pretendemos reunir para tentar a fixação de jovens casais na freguesia. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas nós gostamos de desafios e estamos aqui para os enfrentar. JCS

in:http://www.rodaviva.pt/?action=noticias&id=2189&seccaoid=2

terça-feira, novembro 26, 2013

Incêndios de volta ao vale do Paiva em pleno Inverno

Incêndio devasta uma grande área na margem esquerda do rio Paiva, começou perto da aldeia de Sequeiros e já se aproxima de Bordezedo.

quarta-feira, novembro 06, 2013

Há quem diga por ai! 442

"Ninguém terá a coragem de enfrentar o Carneiro nas próximas eleições do PS Castro Daire!"

segunda-feira, novembro 04, 2013

Radar meteorológico do Norte vai ter miradouro com vista do mar à serra



Nelson Garrido


Por Sara Dias Oliveira
04.11.2013

Previsões do tempo sairão de uma torre de 50 metros, no pico do Gralheiro, na serra da Freita. Terá tecnologia mais moderna. Obras terminam este mês e estrutura começa a funcionar em Junho de 2014, com varanda a 40m que servirá de miradouro
O radar meteorológico que irá cobrir a zona Norte do país está quase pronto e será diferente do de Coruche e de Loulé. A tecnologia é mais moderna, conseguirá penetrar no oceano em cerca de 150 quilómetros, e no 10.º piso terá um miradouro para ver o mar, serras e cidades.

Os últimos retoques estão a ser dados na torre de 50 metros de altura, a 1100 metros de altitude, com redoma no topo, 13 pisos, no pico do Gralheiro, na serra da Freita, em Arouca. Uma estrutura preparada para emitir um feixe de radiação num alcance de aproximadamente 300 quilómetros, desenvolver um padrão espacial da precipitação e medir com mais precisão a velocidade do vento.

Tudo ficará pronto em meados deste mês, um ano depois do início da empreitada. Seguem-se os testes experimentais e o radar de Arouca estará pronto a ser controlado remotamente, a partir do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em Lisboa, em Junho de 2014. O que significa que o Norte dispensará as informações transmitidas pelos radares da Corunha, de Santander e de Valladolid, em Espanha, como hoje acontece. As actualizações da previsão serão feitas de dez em dez minutos e estarão disponíveis no site com essa periodicidade. O país fica assim com um terceiro radar a juntar aos de Coruche e Loulé.

"O radar do Norte vai ser o melhor do país", garante o gestor do projecto, Sérgio Barbosa, do IPMA. Com tecnologia de ponta, um sistema de radar de polarização dupla que permite detectar alterações meteorológicas e hidrológicas, como fenómenos inesperados e aumento da intensidade da chuva. "Foi projectado para garantir o rastreio da atmosfera até cerca de 300 quilómetros de distância e conseguirá penetrar no oceano em cerca de 150 quilómetros". Além disso, dará uma mãozinha aos outros dois. "O radar de Arouca também vai avaliar o Centro e o Sul na precipitação e no vento", adianta o responsável, acrescentando que a tecnologia que será usada no Norte deverá um dia ser utilizada em Coruche e em Loulé. Em Arouca, cada um dos três pisos técnicos tem uma varanda exterior onde serão colocadas as antenas de comunicação. Tudo num investimento estimado em três milhões de euros - comparticipado a 85% por fundos comunitários.

Varanda a 40 metros

No radar de Arouca, aos 40 metros do solo, está uma varanda a toda a volta que permitirá ver o mar, toda a serra da Freita, mais as serras da Estrela e a serra da Marofa, em Figueira de Castelo Rodrigo - permitindo uma visão em toda a largura de Portugal - e várias cidades como o Porto e Aveiro. Uma varanda com uma perspectiva bastante generosa que se juntará ao roteiro do geoparque de Arouca. "Será um miradouro emblemático - uma espécie de miradouro de Portugal - e constituirá uma clara mais-valia para as pessoas que visitem o território", refere Artur Sá, coordenador científico do Arouca Geopark. "Este miradouro permitirá ver mais além, será um atractivo suplementar na oferta da região."

Houve quem visse no projecto do radar uma oportunidade. "Procurámos que não fosse apenas um investimento associado ao controlo atmosférico", adianta o presidente da Câmara de Arouca, Artur Neves. "Procurámos aliar um investimento relacionado com a protecção civil a um ponto de interesse educativo e cultural". Equipar a varanda de modo a se poder ver as estrelas é uma ideia que está em cima da mesa.

Perto do radar, e integrado no Arouca Geopark, mora a Casa das Pedras Parideiras - Centro de Interpretação, na aldeia da Castanheira, que hoje celebra o primeiro aniversário com a visualização, a partir das 9h30, de um filme 3D sobre este raro fenómeno geológico. Segue-se um percurso pela aldeia (10h30) e um convívio durante a tarde.

Um ano depois, estão contabilizados 30 mil visitantes desde que as pedras prontas a parir passaram a ter um espaço próprio. Artur Neves estima que haverá mais 15 mil que não estarão registados. As visitas chegam de todo o país e do mundo - do Brasil, Angola, Suíça, Alemanha, França, Itália, Holanda, Inglaterra, Espanha e Noruega. "Está a ser um sucesso. Visitas diárias, muitas excursões, crianças, idosos e visitantes em nome individual", refere o autarca.

in:http://fugas.publico.pt/Noticias/326993_radar-meteorologico-do-norte-vai-ter-miradouro-com-vista-do-mar-a-serra

sábado, outubro 26, 2013

Médico de volta a Cabril!

Hoje, no jantar convívio de Cabrilenses, o Presidente da junta, Prof. Zeca, anunciou o regresso dos serviços do médico de família a Cabril!!!

Passados mais de 20 anos Cabril volta a ter médico!!!

terça-feira, outubro 22, 2013

Castro Daire promete continuar a lutar para manter tribunal

MAPA JUDICIÁRIO

22 | 10 | 2013   14.52H

O presidente da Câmara de Castro Daire, Fernando Carneiro (PS), garantiu hoje que vai continuar a lutar para que o tribunal do seu concelho se mantenha aberto, considerando "uma canalhice" o que o Governo pretende fazer.
A última proposta do Ministério da Justiça para a Reforma Judiciária, a que a Lusa teve hoje acesso, mantém a extinção de quase meia centena de tribunais, entre eles os de Armamar, Castro Daire, Resende e Tabuaço, no distrito de Viseu.
No ano passado, Castro Daire foi o concelho do distrito de Viseu no qual mais se sentiram os protestos contra o encerramento do tribunal, com a realização de duas manifestações, promovidas pela Câmara e pela Ordem dos Advogados.

in:http://www.destak.pt/artigo/177121-castro-daire-promete-continuar-a-lutar-para-manter-tribunal

quinta-feira, outubro 17, 2013

segunda-feira, outubro 14, 2013

Descargas da "ETAR" de Parada de Ester no Rio Paiva

Contra factos não há argumentos, e contra a impunidade não pode haver esquecimento!

Depois de se passar uma campanha eleitoral a falar do Paiva muitas vezes sem serem capazes de apresentar soluções credíveis para os problemas de poluição, é altura de na prática os responsáveis eleitos tomarem medidas para a sua resolução!
O Paiva e os ecossistemas que o envolvem não irão resistir muito mais tempo nestas condições! E será o fim irremediável de algumas espécies sensíveis como o mexilhão de rio, raro em todo o planeta, a lontra, a truta, a  boga, o cágado, o lagostim, etc



É hora de exigir uma solução!



Eis algumas fotos da descarga da Pseudo ETAR de Parada no Rio Paiva:





fotos: Marcelo Construções



domingo, outubro 13, 2013

Freguesia de Cabril - Tomada de Posse 2013-2017

Junta de Freguesia:

Presidente: José Gonçalves
Secretário: Pedro Duarte
Tesoureiro: Diamantino Jorge

Assembleia de freguesia:

Presidente: Pedro Figueiredo
1º Secretário: Marcia Silva
2º Secretário: Joaquim Cardoso
- Graça Paiva Pinto
- Rui Vasconcelos
- José Montenegro
- João Duarte


quinta-feira, outubro 10, 2013

Ambulância do INEM com base em Arouca servirá também o concelho de Castro Daire

Ambulância do INEM com base em Arouca
 
Uma das equipas técnicas junto ao veículo de emergência
Desde o início do mês que está ao serviço 24 horas por dia, sete dias por semana, e presta socorro também nos concelhos limítrofes | 
 
   Mais fotos
 
Desde as oito da manhã do dia 1 de Outubro que Arouca passou a contar com um novo meio de emergência, uma Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) em permanência 24 horas por dia.
Este tipo de ambulância é destinada a garantir cuidados de saúde diferenciados, designadamente manobras de reanimação até estar disponível uma equipa de suporte avançado de vida. Este conceito é extensível às situações que poderão evoluir para paragem cárdio-respiratória, caso não sejam imediatamente tomadas as medidas necessárias. A sua tripulação é constituída por um enfermeiro e por um técnico de ambulância de emergência.
Esta ambulância, estacionada no Centro de Saúde de Arouca - Serviço de Urgência Básica, está ao serviço sete dias por semana e estão destacados para este serviço em regime de turnos sete enfermeiros e cinco técnicos de ambulância. "O objectivo desta ambulância é prestar socorro na área de Arouca e nos concelhos à sua volta (Vale de Cambra, Castelo de Paiva, São Pedro do Sul,
Castro Daire, Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira)", avançou Isabel Paiva, enfermeira da nova equipa de Socorro, à reportagem do RODA VIVA.
"Este serviço é uma mais-valia para a população e vai dar-lhe maior tranquilidade. Conseguimos dar um suporte imediato de vida a uma vítima e porque é uma ambulância que tem capacidade de intervir numa situação crítica. Por exemplo, numa paragem cardio-respiratória, temos a capacidade de desfibrilar um paciente e proceder à administração de medicamentos, aliás, essa é a grande diferença em relação a uma ambulância de Suporte Básico de Vida [veículo que os Bombeiros de Arouca já dispõem]", explicou Mariana Ramos, também enfermeira.
Para as pessoas terem acesso à ambulância depois de um sinistro terão que entrar em contacto imediato com o número 112, a chamada 'cai' numa central de polícia que faz a triagem (crime ou saúde). No caso de situação de saúde, a chamada é encaminhada para o Centro de Orientação de Urgentes. Aqui os técnicos operadores de comunicação de emergência, perante o programa informático que têm à sua frente, vão determinar o tipo de socorro. São colocadas algumas questões ao contactante e mediante os critérios de gravidade atribuem a saída de um meio mais indicado - Suporte Básico de Vida, Suporte Imediato de Vida, Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VIMER) ou em último caso um helicóptero.
Apesar deste serviço de emergência ser recente, "já temos tido já algum trabalho, nomeadamente nas freguesia de Escariz e Fermedo, e ainda no concelho de Vale de Cambra", revelou Mariana Ramos. JCS 2013-10-10

Este novo meio do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) em Arouca soma-se a outros que também entraram em funções no dia 1 de Outubro. Este organismo na dependência do Ministério da Saúde passou assim a contar com o seguinte efectivo nacional:

56 Ambulâncias de Emergência Médica operadas diretamente pelo INEM
265 Ambulâncias de Socorro sediadas em Corpos de Bombeiros
8 Motociclos
37 Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida
42 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação
5 Helicópteros de Emergência, 2 dos quais utilizados em modelo de partilha com a Autoridade Nacional de Protecção Civil e um outro que, sem equipa médica, permite ao INEM ir aos locais das ocorrências e, se necessário, trazer a vítima com a equipa INEM terrestre para o Hospital de destino
 

quarta-feira, outubro 09, 2013

Repartição das finanças em Castro Daire em risco de fechar

Deputados do PS contra fecho de 17 repartições de Finanças no distrito de Viseu, entre as quais a de Resende

Viseu, 07 out (Lusa) -- Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Viseu acusaram hoje o Governo de não estar a fazer "jogo limpo" no que respeita à intenção de encerrar repartições de Finanças.
Em conferência de imprensa, o deputado Acácio Pinto disse estar previsto que, no distrito de Viseu, encerrem 17 das 24 repartições de Finanças, ficando apenas abertas as de Viseu, Tondela, Moimenta da Beira, Lamego, Mangualde, S. Pedro do Sul e Vouzela.
"É uma subtração inadmissível num território que já passa por grandes dificuldades", alertou, considerando que, passadas as eleições autárquicas, o Governo deve também em breve concretizar o anunciado encerramento de tribunais.
O deputado frisou que "isto não é jogo limpo", porque "há um conjunto de planos subtraídos e escondidos de populações e de autarcas".
Acácio Pinto lembrou que, a 19 de setembro, "quando esta questão se começou a colocar na comunicação social", os deputados socialistas questionaram a ministra das Finanças sobre as repartições que tencionava encerrar no distrito de Viseu, mas não obtiveram resposta.
Na sua opinião, essa resposta devia ter sido dada antes das eleições autárquicas, por uma questão de transparência.
Neste âmbito, os deputados socialistas apelam às populações para que lutem pela manutenção dos serviços nos seus concelhos, ao nível das Câmaras e Assembleias Municipais e das Comunidades Intermunicipais.
O deputado José Junqueiro considerou que estes encerramentos "não são uma inevitabilidade", mas apenas "uma orientação do Governo".
"O encerramento de repartições de Finanças, de centros de saúde e de tribunais não representa só o fim de um conjunto de postos de trabalho. Representa também a saída de massa crítica", o que "conduz à desertificação", sublinhou.
No distrito de Viseu podem vir a encerrar as repartições de Armamar, Carregal do Sal, Castro Daire, Cinfães, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Penedono, Resende, São João da Pesqueira, Sátão, Santa Comba Dão, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca e Vila Nova de Paiva, ou seja, 70,8% das existentes.

segunda-feira, outubro 07, 2013

Denúncias da ETAR de Castro Daire continuam, CM diz que “não se registaram anomalias”

A ETAR de Castro Daire continua a vazar águas para o rio. Pelas imagens, pode-se ver que as mesmas não têm qualquer tratamento. Câmara Municipal diz que está tudo normal.
Em Abril deste ano o Tugaleaks publicou um vídeo onde mostrava uma descarga alegadamente ilegal de águas na ETAR de Arinho – Castro Daire. Esta ETAR, construída em 2007 e da responsabilidade de CM de Castro Daire, tem tido forte contestação desde 2011 devido às alegadas descargas ilegais.
O Tugaleaks contactou a Câmara Municipal de Castro Daire que, ao contrário do que aconteceu em Abril, respondeu aos nossos pedidos.
denuncia  Denúncias da ETAR de Castro Daire continuam, CM diz que “não se registaram anomalias”
Segundo o Eng Ernesto Silva Rodrigues, “não se registaram anomalias nem qualquer denúncia que seja do meu conhecimento”. Acrescenta ainda que “um curto-circuito ocorrido há dias provocou a paragem do equipamento electromecânico, avaria que entretanto está a ser reparada, estando igualmente a ser efectuada a manutenção bianual de retirada das lamas”.
Sobre a monitorização da ETAR, o Eng refere que a mesma “é efectuada com periodicidade semanal pelos serviços operativos do município, sendo efectuadas as análises ao efluente que a legislação em vigor preconiza”
No vídeo com cerca de dois minutos e meio é possível ver um cano a despejar água com uma espuma branca. O vídeo é semelhante ao vídeo anteriormente colocado no Tugaleaks.
 Novo vídeo

Vídeo antigo

Existem efetivamente denúncias

Ao contrário do indicado pelo responsável camarário, existem efectivamente algumas denúncias, que vêm desde 2011. A mais recente, foi feita pelo SOS Rio Paiva, que “contactou no passado dia 22 de Abril de 2013, a Câmara de Castro Daire informando da existência de várias denúncias que indicavam o mau funcionamento das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vale de Matos, Arinho bem como a ETAR de Ponte Pedrinha que recebe os efluentes da vila” devido à “sua preocupação com o funcionamento destes equipamentos, uma vez que nos últimos anos têm sido feitas diversas diligências e denúncias sem que o problema seja definitivamente resolvido”.

quarta-feira, setembro 25, 2013

Castro Daire: Quatro anos e meio de prisão por ter ateado fogo

"A Procuradoria-Geral Distrital do Porto anunciou, esta quarta-feira, que o Tribunal de Castro Daire condenou, a quatro anos e meio de prisão efetiva, um arguido pela prática do crime de incêndio florestal.

Os factos remontam a 3 de setembro do ano passado, quando o arguido ateou um fogo em Alva, no concelho de Castro Daire, "numa área densamente florestada, composta maioritariamente por pinheiros".
"Ateou fogo à vegetação, dando origem a um incêndio que consumiu cerca de 1500 metros quadrados de área florestal, só não tendo consequências mais gravosas, nomeadamente no que respeita a residências e instalações de apoio à agricultura e de produção animal, por força da pronta intervenção dos bombeiros", refere a Procuradoria-Geral Distrital do Porto.
Na atribuição da pena, na terça-feira, o Tribunal de Castro Daire teve em consideração "o facto de o arguido ter praticado os factos no decurso do cumprimento de uma pena de prisão por dias livres", acrescenta.
A fonte explica que o arguido já tinha sido condenado no passado dia 4, "também pela prática do crime de incêndio florestal, porém por factos reportados a março de 2012", na pena de sete anos e meio de prisão."

inhttp://www.jn.pt/PaginaInicial/Seguranca/Interior.aspx?content_id=3440710

segunda-feira, setembro 23, 2013

(2005-2013) - Cabril ganhou! 06

- Pavimentação da rua no fundo da Tulha Nova.
- Viatura de combate a incêndios nascentes.
- Repavimentação da rua em frente à capela de Vitoreira.

(2013 - ????) Cabril precisa! 06

- Melhoramento do abastecimento de água a Vitoreira, Lodeiro, Santarém, Crasto , Arrifana.
- Abertura ao público da biblioteca com oferta de internet na sede da junta.
- Criar parque de merendas junto ao rio Paiva no Averdoso.

domingo, setembro 22, 2013

Há quem diga por ai! 436

Hoje, o único domingo de campanha eleitoral, o PS detentor do poder fez campanha com promessas e contacto com as pessoas, e presença na festa das colheitas, com entrega de prémios aos agricultores etc, o PSD oposição, e apesar de serem o partido mais enraizado no concelho, organiza uma caravana automóvel de dimensão considerável e mobilizadora, e consegue ter a "brilhante ideia" de, num concelho pobre como o de Castro Daire, fazer campanha com um avião...

Se haviam duvidas, acabou de se perceber quem vai voltar a vencer as eleições. Serão aqueles que fazem campanha/politica (boa ou má) mas com os pés na terra!

quarta-feira, setembro 18, 2013

(2005-2013) - Cabril ganhou! 05

- Calcetamento de todas as ruas de Pereiró.
- Calcetamento da rua no fundo da aldeia do Lodeiro.
- Novo acesso ao cimo da Tulha Nova.

(2013 - ????) Cabril precisa! 05

- Habitação social para os mais necessitados.
- Reabilitação turística das minas de Moimenta.
- Micro zona industrial.

terça-feira, setembro 17, 2013

Debate de CDS vs CDU?


http://www.mixcloud.com/Radio_Limite/debate-a-4-cm-castro-daire-aut%C3%A1rquicas-2013/


Decorreu ontem, na Rádio Limite, o debate entre os 4 candidatos, e ao contrario do que seria de esperar o debate reduziu-se a 2, CDS e CDU, e resume-se em 3 eixos:

- Propostas do CDS;
- Propostas da CDU;
- Mentiras, desrespeito, incapacidade e ausência de ideias/soluções do PS e do PSD.

Foi notável a falta de capacidade politica e de índole cívica dos candidatos do PSD e do PS, mostraram a incapacidade de apresentar soluções para os problemas do concelho e ideias para implementar o desenvolvimento no concelho. Mostraram a fraqueza das suas personalidades. Apenas "lavaram roupa suja", logo não merecem a confiança das pessoas do concelho.

O debate das ideias ficou reduzido ao CDS e à CDU, com elevação e respeito mutuo. Apresentaram ideias válidas a vários níveis.
Estes dois candidatos mostraram ser capazes de solucionarem os problemas do concelho e apresentaram vontade de desenvolver o concelho e de ajudar os Castrenses.

Para quem gosta da ruralidade!


segunda-feira, setembro 16, 2013

Autárquicas: Partidos e grupos independentes apresentam 71 listas sem paridade




""Lei, de 2006, prevê que as listas tenham uma representação mínima de 33,3 por cento de cada um dos sexos e que não tenham mais que dois candidatos do mesmo sexo seguidos


Todos os partidos com assento parlamentar e vários movimentos independentes apresentaram candidaturas às autárquicas que desrespeitam a lei da paridade, num total de 71 listas, mais oito que nas eleições de 2009.

A lei, de 2006, prevê que as listas tenham uma representação mínima de 33,3 por cento de cada um dos sexos e que não tenham mais que dois candidatos do mesmo sexo seguidos. O seu desrespeito implica a redução de subvenções públicas a que os partidos, coligações ou grupos de cidadãos eleitores tenham direito para pagar as despesas com as campanhas eleitorais.

De acordo com informação divulgada na página da internet da Comissão Nacional de Eleições (CNE), o Partido Socialista apresentou oito listas nestas condições, sete das quais em Castro Daire (à Câmara Municipal e a seis freguesias) e ainda a uma freguesia no concelho de Celorico da Beira.

O PSD desrespeitou a lei na candidatura a seis freguesias nos concelhos de Trancoso, Alter do Chão, Almeida, Sabrosa e Tarouca.

Em cinco casos, o CDS também avança com listas que desrespeitam a lei de 2006, em candidaturas a freguesias em Elvas, Felgueiras, Leiria e Tarouca.

Já o Partido Nova Democracia (PND), sem assento parlamentar, não cumpre a paridade na freguesia de Arrifana, em Santa Maria da Feira.

Quanto aos partidos que concorrem em coligações, a CDU (PCP e Verdes) é a que mais infringe a lei, com 13 candidaturas a freguesias nos concelhos de Guimarães, Nelas, Tondela, Gouveia e Mangualde.

A coligação PSD/CDS-PP apresenta seis candidaturas nesta situação nos concelhos de Almeida, Gouveia e Penalva do Castelo.

A Plataforma de Cidadania (Partido Popular Monárquico, Partido Pró Vida e Partido Nova Democracia) apresenta uma lista que desrespeita a paridade na freguesia de Campolide, Lisboa.

Os grupos de cidadãos eleitores são responsáveis por 30 das candidaturas que falham a paridade.

Em Barcelos, o Movimento Independente por Barcelos apresenta 20 candidaturas nestas condições.

No mesmo concelho, os movimentos Independentes Pelo Progresso S. Veríssimo, Martim Ativo e Unidos por Maceira são também referidos no site da CNE. Em Amares, há duas candidaturas que desrespeitam a lei: Caldelas Paranhos Sequeiros Primeiro e CaiRes Primeiro.

O Movimento Independente por Merufe (Monção), Juntos pela Guarda (Guarda), Independentes de S. Martinho e Paradela (Sabrosa), Lista Independente pelo Futuro de Fermedo (Arouca) e União das Freguesias com Palavra (Mangualde) são outros casos de desrespeito da lei.

A lei estipula cortes nas subvenções que variam em função do grau de incumprimento. Se um dos sexos estiver representado em percentagem inferior a 20%, o apoio público é reduzido em 50%, mas se esta representação for igual ou superior a 20% e inferior a 33,3%, a subvenção sofre um corte de 25%.

Se as listas incluírem mais que dois elementos do mesmo sexo seguidos, “sofrem uma redução de 50% na participação dos 80 ou dos 75 por cento a que teriam direito”, afirma a lei.
Só não são obrigadas a cumprir a lei as listas candidatas aos órgãos de freguesia com 750 ou menos eleitores e para os órgãos do município com 7.500 ou menos eleitores.
Estes casos são comunicados pelos tribunais à CNE e a sua publicação na internet é uma imposição da própria lei em relação aos partidos, coligações ou movimentos que decidiram não as corrigir.


Temperaturas de 600 graus (Castro Daire)



16 de Setembro, 2013por Felícia Cabrita, fotografia de José Sérgio
No fundo da encosta, junto ao rio, um fenómeno estranho, só comparável ao estremecimento do inframundo: as chamas trepam, agarram-se rapidamente à textura do vale.O comandante de Castro Daire que pediu reforços faz o ponto da situação. Há 24 horas, tinham o incêndio, que rodeava duas aldeias, controlado. Fez-se o rescaldo, mas, de súbito, ele recuperou a virulência dos primeiros momentos. A sua equipa já desceu, pegou-lhe pelos cornos e tem como missão enfiar-lhe a cabeça no rio. Ao grupo de Márcia compete destruir-lhe o flanco esquerdo e juntarem-se ao primeiro.
Coelho saca da mangueira e Márcia engata-lhe a agulheta. Tira-se as medidas à descida vertiginosa. Ao fundo, o fogo dança como um pião ensandecido. A agulheta vai na frente e a bombeira sabe, por experiência própria, que de um momento para o outro, com uma guinada do vento, pode apanhar de caras. Eduardo vai nas suas costas, preparado para a amparar ao primeiro impulso da água quando começar a correr. Os outros seguem o chefe, pela linha de fogo que o encaixe de novos lances faz progredir.
A descer, todos os santos ajudam. Dizem. Márcia agradece a outros seres: “Este trabalho não se consegue fazer sem um bom comandante, que temos, espírito de equipa e confiança uns nos outros. É isso que nos dá força”. É das poucas lições que não se podem subverter. Na descida vertiginosa, não se vê um palmo à frente do focinho, umas vezes um pé atola-se na terra encharcada pelo primeiro rescaldo, outras procura-se uma laje para escapar da sucção da terra e escorrega-se.
Aproxima-se a boca do inferno, as labaredas espaventam com a aproximação e, de repente, a voz do comando manda subir. Com o fogo a querer enrolar-se aos pés, a equipa faz o caminho inverso. Márcia, que ia preparada para o agarrar pelo pescoço, não entende a contra-ordem, e o mau génio sobe como gasosa a rebentar no gelo: “Que é isto? Primeiro mandam-nos descer, agora chamam-nos ao ponto de partida?”.
Ninguém fica pelo caminho. Márcia troca a capa da fragilidade pela musculação de um gigante. Com a mão, empurra a novata pelas partes baixas até se sair do buraco.
A meio da encosta imunda de cinza e brasas, Luís Albuquerque esboça novo ataque. A capa da frieza cai-lhe aos pés. Nada suscita mais medo do que a ausência de memória, e a recordação da morte de Cátia, rapariga do seu distrito, apanha-o com um trovão: “Esta parte por onde desceram ainda está muito verde e não faz sentido deixar uma ilha entre a zona queimada para voltar a arder e matar mais homens. Do outro lado do rio já está tudo ardido e já não há o perigo de pegar neste lado”.
O flanco esquerdo está a progredir para o lado contrário da queimada, e a malta de Sátão vai reforçar a primeira equipa. O terreno, dividido por socalcos, alguns de dois metros, é pior do que o inicial. Márcia cai entre as silvas e levanta-se como um pinto acabado de nascer. Eduardo Silva, 19 anos – para a rapariga o ‘pinchinho’, alcunha que arrasta do mister de seu pai, um picheleiro da zona –, grita aos da frente que cortem o lance.
Ao rapaz, que está na tropa e nas folgas assenta noutro quartel, cabe um dos trabalhos mais pesados: fornecer metros de manga para a frente progredir. Mas, no trajecto entre o carro e a agulheta que anda à bica do rio, é cercado por reacendimentos. Grita, aflito: “Cortem o lance, cortem o lance”. Os outros, com o fogo pelas costas, obedecem e recuam. Eduardo apaga as chamas que o rodeiam com a boca da mangueira, impedindo que a equipa que vai à frente seja apanhada à traição.
Mais acima, quem parou leva com ele pelas trombas. Na espessa escuridão, perde-se a equipa. Luís Albuquerque, o comandante de Castro Daire, tenta orientar. Na encosta, os vapores do chão rescaldado e as brasas vivas fazem-no pular de laje em laje. Os pés parecem bichados pela sarna. O fogo aglomerou-se ao cimo da encosta e o vento enlouquecido levanta numa dança macabra as folhas em chamas dos pinheiros que cruzam o céu numa espécie de cataclismo planetário. Acompanha-se a sabedoria com o receio de que as botas derretam: “Este fogo, no flanco direito, deve ultrapassar os 600 graus centígrados. Não sente o seu primeiro escaldão?”.
Do outro lado do rio, o comandante do sector Bravo, na ponta final do rescaldo, intercede pelos seus homens: “Há doze horas que não comem”. Luís, com as dores dos outros às costas, esforça-se para os acalmar: “Alfa, responde. Já aguentámos tantos sacrifícios, segurem-se mais um pouco que na quarta-feira já começa a chover”.
O bandalho esconde-se, Márcia volta com a equipa e o sorriso sempre à superfície: “É um terreno difícil, muito a pique, mas esta é a nossa vida”. Fintaram-no, recolhem o material, mas mantêm-se de vigilância, não vá o gajo acordar. Passa a adrenalina e recolhem ao carro. Pelas cinco da manhã, Coelho, ao volante, acorda em sobressalto: “Sonhei que o travão estava desengatado e que o carro estava a ir ribanceira abaixo. Joguei de imediato a mão ao travão”.
Há situações que nunca se esquecem na vida.
felicia.cabrita@sol.pt

quarta-feira, setembro 11, 2013

(2013 - ????) Cabril precisa! 04

- Elaborar um regulamento de utilização para os cemitérios da freguesia.
- Limpeza e criação de percursos de visita nas ruínas do Castro.
- Semana cultural durante o mês de Agosto, a integrar festa do 15 de Agosto, festival de folclore, Cabril à Descoberta, Raid TT, Gastronomia, etc...

(2005-2013) - Cabril ganhou! 04

- Alargamento do cemitério no Mosteiro.
- Calcetamento da rua da "Quinteira" em Vitoreira.
- Abastecimento de água à aldeia de Pereiró.

segunda-feira, setembro 09, 2013

(2013 - ????) Cabril precisa! 03

- Abertura de caminho florestal desde a estrada do Lodeiro até ao ribeiro do Tenente.
- Reabilitação do fontanário e espaço circundante junto à ponte do Tenente.
- Placas de informação ao trânsito das localidades de Vitoreira, Pereiró, Vila Maior, Tulha Nova, Tulha Velha, Moimenta, Sobreda, Levadas, Grijó.

(2005-2013) - Cabril ganhou! 03

- Construção Casa Mortuária.
- Instalação Caixa de Multibanco.
- Calcetamento da rua no fundo do Ameal.

quinta-feira, setembro 05, 2013

(2013 - ????) Cabril precisa! 02

- Acesso aos bombeiros para abastecimento no rio Paiva em Pereiró, Vitoreira e Lodeiro.
- Criação de pontos de água para abastecimento de bombeiros e meios aéreos em Vila Maior, Ameal, e Tulha Velha.
- Abertura de caminho florestal desde escola da Tulha Nova ao ribeiro de Vila.

(2005-2013) - Cabril ganhou! 02

- Muro de suporte e requalificação da rua no Ameal.
- Melhoramento e pavimentação da estrada Levadas-Moimenta.
- Alargamento da estrada Sobreda-Moimenta.

quarta-feira, setembro 04, 2013

(2013 - ????) Cabril precisa! 01

- Pavimentação da estrada de Pereiró à estrada do Barco.
- Pavimentação da estrada de Viréla a Sobral.
- Alargamento e calcetamento do caminho desde o Espinheiro ao cimo do Ameal.

(2005-2013) - Cabril ganhou! 01

- Requalificação/Remodelação da rua central do Mosteiro.
- Repavimentação da estrada do Mosteiro ao recinto do Mártir.
- Pavimentação do recinto da feira mensal.

sexta-feira, agosto 30, 2013

Porque?

-Não se promove a limpeza da floresta com incentivos fiscais?
-Não se financia os bombeiros em função da área verde em vez da área ardida/numero de ocorrências? 
-Não se premeiam os concelhos com 0% de incêndios?
-Não se criam bombeiros florestais profissionais distribuídos por todo o território que nas épocas sem incêndios promoviam fogos controlados, identificavam pontos de água , caminhos e acessos a zonas criticas, promoviam a limpeza de zonas em redor de habitações e alertavam para possíveis situações criticas junto de proprietários reticentes à limpeza?
-Não se sensibilizam os autarcas para a criação de estratégias locais de prevenção e combate de incêndios?
- Não se obriga as grandes áreas de eucaliptos/pinheiros a terem parcelas tampão com outro tipo de árvores?
- Não usam os meios aéreos militares para combate?
- Não se formam militares para auxilio aos bombeiros no combate e no rescaldo?

quinta-feira, agosto 22, 2013

Gil Martins Diz: "Companheiros... Calma..."



Caros companheiros... Calma...

Estava a receber a noticia de mais um trágico incidente no incêndio na serra do caramulo e parei de fazer o que estava a fazer...

E comecei a pensar... Mas afinal o que se está a passar este ano? Vários feridos graves entre os bombeiros... Bombeiros mortos... Viaturas de combate ardidas... Quase todos os dias... Danos irreparáveis no sustento das famílias do interior do país... Cidadãos feridos... E só vamos em 350 incêndios por dia... E quando chegarmos aos 500 ou 600 ou 800 por dia? Dou por mim a pensar... Espero que tal não aconteça sinceramente... Mas e se acontecer? Fazemos o quê?

Como estamos em ano de autárquicas seria bom perguntar a esses senhores autarcas o que é que fizeram nos seus concelhos para inverter esta tendência... E já agora também ao instituto da conservação da natureza e florestas... Porque ou são irresponsáveis ou são incompetentes... Porque não se vê nada de relevante em termos de prevenção...

Porque isto de dizer que andar para aí um conjunto enorme de incendiários a largar fogo ao país é uma forma de nos desresponsabilizarmos todos pelos incêndios... Ninguém tem a culpa de nada... A culpa é sempre do fantasma do incendiário... Que dá um grande jeito que exista...

Mas afinal este é um país de pirómanos, de gangs organizados para destruir a floresta????? Não me parece... Acho que há fogo posto é verdade (18% do total), mas o restante são incêndios por negligência o que também é crime... E negligência tem que ver com todos nós...

Fala-se muito em prevenção estrutural que demora sempre muito tempo a fazer (!!!!!!)... Mas afinal ao fim de 30 anos não devia estar a dar mais resultados... E porque não se veem os resultados???? Será que afinal a prevenção estrutural não serve para nada porque ninguém sabe bem o que é e para que serve???? É uma pergunta que me tem afligido o espirito nos últimos tempos...

E os incêndios serão todos para apagar???? Ou alguns até seria bom que se deixassem arder controladamente? Muitos concordam... Falta é coragem para implementar este tipo de política e gestão do território...

E assim chego á parte que me levou a escrever esta espécie de texto ao sabor da pena...

Companheiros operacionais.... Calma... Vamos pôr a razão à frente da emoção... Sempre com paixão... Mas garantindo sempre a vossa segurança e das vossa equipas...

E a floresta... A floresta... Se for para trocar árvores que não se sabe de quem são... Por vidas dos nossos operacionais... A floresta que se lixe... Defendamos as casas e as pessoas... E os vossos colegas...

E alguém com "tomates" que trate do território e da floresta antes dela arder... E provocar mais vitimas nos heróis de Portugal... Os operacionais do decif, especialmente os nossos bombeiros que combatem um inimigo errático que só ataca e que se chama incêndio florestal...

Basta de 35 anos de sacrifícios, esforços indiscritíveis, dádivas de vida de mais de 100 bombeiros, sem qualquer retorno, no que diz respeito à gestão preventiva e ativa do nosso território e da nossa floresta... Porque esta não dá votos...

Paulo Gil Martins
Cidadão


in: http://bombeirosparasempre.blogspot.com/2013/08/gil-martins-diz-companheiros-calma.html#ixzz2cjRf06xk

terça-feira, agosto 20, 2013

Castro Daire: ETAR de Ponte Pedrinha sem licença

sos rio paiva_etar

Mais uma vez o Governo confirma que a ETAR de Ponte Pedrinha, em Castro Daire, não possui licença para a descarga de águas residuais e está a lançar poluição no Rio Paiva.
Em resposta a uma pergunta dos Verdes no Parlamento, o Gabinete do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, informou que “Actualmente a Câmara Municipal de Castro Daire não possui licença para a descarga de águas residuais da ETAR de Ponte Pedrinha. O pedido para emissão de licença de descarga encontra-se suspenso, pois os resultados da qualidade do efluente tratado ainda não são satisfatórios. A APA (Agência Portuguesa do Ambiente) tem reiterado junto da Câmara Municipal de Castro Daire, a necessidade de serem implementadas medidas complementares de forma a melhorar a eficiência do sistema de tratamento instalado.”
Desde 2011 que a Associação SOS Rio Paiva tem denunciado este caso e efectuado diligências junto da autarquia e dos organismos nacionais, exigindo que sejam adoptadas medidas urgentes para a resolução deste grave problema. Infelizmente o problema persiste com prejuízo para o Rio Paiva e a qualidade das suas águas.
Na resposta ao Grupo Parlamentar do PEV – Os Verdes, o Ministério adianta ainda que, segundo informação prestada pela autarquia de Castro Daire, “existe a intenção para a construção de uma nova ETAR para substituição da actual, tendo mesmo o projecto sido alvo de candidatura para obtenção de apoio comunitário. No entanto, a candidatura não foi aprovada o que impossibilitou, até à data, dar-se continuidade a este projecto”.
Tendo em conta que o problema da ETAR de Ponte Pedrinha já se arrasta há vários anos, consideramos mais uma vez, urgente a mobilização de todas as entidades competentes na salvaguarda deste património natural.
Estranhamos a recente atribuição de fundos comunitários para construção de uma zona de lazer no Rio Paiva – Vila Nova de Paiva – uma obra de valor superior a 1 milhão de euros, e a falta de apoios para a substituição de uma ETAR que coloca em risco a saúde pública e a biodiversidade do Paiva. Por isso esperamos o envolvimento de todas as entidades na resolução deste problema o mais rapidamente possível, respeitando as orientações de gestão do Plano Sectorial da Rede Natura 2000 para o Sítio Rio Paiva.

segunda-feira, agosto 19, 2013