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quarta-feira, abril 20, 2016

Castro Daire sempre a piorar no ranking dos municípios Portugueses

A Bloom Consulting estudou, pelo terceiro ano consecutivo, os municípios portugueses.

Castro Daire em 2016 acentuou a descida no ranking baixando para 210º lugar no geral, piorando também pelo 3º ano consecutivo nas três áreas-chave (Turismo, Negócios, Viver).

Veja-se a tabela:





Castro Daire foi o único dos concelhos entre os seus vizinhos que piorou em todas as áreas ao longo dos últimos 3 anos. Dentro dos concelhos aqui alvos de comparação só apenas Cinfães mantém uma posição pior no ranking, apesar de apresentar melhorias nalgumas áreas. Castro Daire está cerca de 100 posições a baixo de Arouca, São Pedro do Sul, Lamego, Resende e a anos luz de Viseu.
Em posição oposta está Viseu, que como sede distrito torna a sua posição comparativa compreensível, mas mostra acima de tudo, com as suas posições nas áreas-chave a razão pela qual se distingue dos vizinhos, e mostra onde devem os outros concelhos trabalhar para obterem outro nível. 
Outro concelho que se distingue é Arouca, subindo de posição em todas as áreas-chave, ao longo do s 3 anos. É um concelho semelhante a todos os outros, com semelhantes características de interioridade, orografia, de população, etc mas que denota uma forte aposta no turismo usando as potencialidades locais. Tem piores acessibilidades que outros concelhos  e apesar disso tem a melhor posição no ranking em termos de negócios. 

Arouca tem o rio Paiva, Castro Daire, Cinfães e São Pedro do Sul também, e em maiores extensões, e no entanto é Arouca que dele tira mais proveito. Arouca tem as Serras da Freita e a do Montemuro, Castro Daire, Cinfães, Resende e São Pedro do Sul também mas é Arouca que desenvolve e retira beneficio do Geopark.

Muito mais se podia aqui analisar, mas estas serão algumas das áreas que justificam que Arouca, um concelho semelhante aos vizinhos, venha a melhorar paulatinamente a sua posição em todas as áreas enquanto que Castro Daire tem uma evolução inversa. É um caso que deve ser estudado.


    

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Descarga no Rio Paivó

Hoje houve uma descarga no rio Paivó, afluente do rio Paiva na zona da Paradinha (Arouca). É um episódio, de poluição, reincidente, num dos rios mais limpos do país, numa zona de rede natura, e numa zona com poucas centenas de habitantes e com pouca actividade agrícola ou económica.
Logo será possível encontrar o local de descarga, e um problema de fácil resolução.
O que se sabe é apenas que a descarga aconteceu na bacia da ribeira do Candal, freguesia de Candal, São Pedro do Sul.
Assim, peço a quem possa ter mais informação, que me as deixe, ou me as envie, para que se possa fazer um denuncia mais capaz.
Fotos: Maria Andrade



quarta-feira, abril 29, 2015

Sobre a poluição do Rio Paiva

Há vários anos que se têm acentuado as descargas no rio Paiva, existem enumeros focos de poluição continua, como por exemplo as ETAR´s associadas ao saneamento básico, e outros focos de emissão pontual, como por exemplo pedreiras, aviários, lagares. As descargas continuas podem ter um impacto duradouro e de dano ao longo do tempo, as pontuais têm um impacto imediato, e de percepção fácil pelas populações. As ultimas descargas foram pontuais e bem perceptíveis por muita gente ao longo do rio Paiva. Muitos foram os relatos, e com eles foi possível estabelecer conclusões. As descargas foram a montante das ETAR's de Castro Daire, nomeadamente as de Parada, Arinho, Vale de Matos, Ponte Pedrinha, logo tudo indica que não foram estas a origem da poluição. 

Foi relatado em vários locais do rio Paiva, a presença de poluição na água, dada a sua cor fortemente verde, designadamente em Castro Daire, Ester, Cabril, Alvarenga e Castelo de Paiva, assim como no rio Paivô. A primeira descarga ocorreu de Segunda-feira, dia 6, havendo relatos de populares que detectaram a cor da água verde, no dia 6 em Castro Daire no rio Paivô junto ao tunél da A24, afluente do rio Paiva, no dia 7 em Ester, Cabril e Alvarenga, e dia 8 na Ponte da Bateira em Castelo de Paiva. A segunda descarga foi na Terça ou Quarta-feira dias 14 e 15 de Abril. 

A bacia do rio Paivô tem uma dimensão reduzida, com pouca densidade populacional, e com poucas infraestruturas capazes de produzirem emissões liquidas de dimensão suficiente para contaminar um rio como o Paiva. Aquilo que salta a vista desarmada nesta área territorial é a zona industrial da Ouvida, em Castro Daire, que possui varias empresas, a maioria pouco poluente, mas que no seu conjunto já atinge níveis significativos. Nesta zona industrial não existe uma rede de saneamento capaz, e aquilo que existe esta ao abandono, e com descargas a céu aberto e de forma continua como é possível verificar nas fotos abaixo. Associado à zona industrial existe uma pedreira, com lavagem de areias, e uma unidade de produção de betuminoso. Esta unidade, que pela sua dimensão e pelas suas características, foi alvo de estudo de impacto ambiental aquando da sua implementação. Deste estudo é possível verificar que lhe são impostas várias medidas de contenção e minimização do impacto no meio ambiente.


MEDIDAS DE MINIMIZAÇÃO
1. Decapagem da camada superficial de solo numa espessura média de 0,20m em todas as zonas sujeitas a exploração.
2. Construção de uma bacia de retenção de óleos (virgens e usados) e posterior encaminhamento para empresas devidamente licenciadas.
3. Correcto acondicionamento das sucatas, em locais devidamente impermeabilizados, e posterior encaminhamento para empresa licenciada para o devido tratamento.
4. Instalação de um sistema de drenagem superficial periférico.
5. Construção de uma rede de drenagem no interior da pedreira que conduza todas as águas para o sistema de decantação.
6. Utilização de espécies autóctones na revegetação dos ecossistemas afectados.
7. Promoção de acções de sensibilização ambiental, junto do pessoal da pedreira.
8. Utilização de equipamentos e técnicas de controlo de poeiras na fonte.
9. Manutenção e reforço do ecrã arbóreo, em todo o perímetro da pedreira, em particular a NW junto à zona industrial.
10. Manutenção preventiva dos equipamentos.
11. Aspersão das vias de circulação (sobretudo nos dias secos e ventosos) e manutenção dos acessos interiores não pavimentados.
12. Redução, ao mínimo indispensável, das operações de taqueio com explosivos e, sempre que possível, utilização de equipamentos de perfuração dotados de recolha automática de poeiras ou, em alternativa, de injecção de água.
13. Preservação da vegetação existente nas zonas não afectadas pela exploração.
14. Sementeira e plantação com espécies adequadas nas zonas não activas das escombreiras.
15. Controle do peso bruto dos veículos pesados.
16. Divulgação de informação, de forma adequada, à população local, sobre o projecto.
17. Privilegiar os recursos humanos da região, através da contratação de mão-de-obra local.
18. Acompanhamento arqueológico da decapagem das terras superficiais, em áreas a intervencionar. Deverá, neste âmbito, proceder-se a uma prospecção da área Norte da pedreira junto ao caminho para tentar relocalizar o monumento megalítico e proceder à sua vedação, para evitar que pessoal e maquinaria afectos à obra circulem na sua imediação provocando danos.
19. Implementar sinalização da pedreira capaz de a identificar em todos os períodos do dia.


PLANOS DE MONITORIZAÇÃO
1) QUALIDADE DA ÁGUA Locais: fundo da pedreira, lagoa do Lobo, bacia de decantação e Rio Paivô. Periodicidade: anual, entre Março e Maio
2) POEIRAS (PM10)
3) RUÍDO
4) IMPLEMENTAÇÃO DAS MEDIDAS DE RECUPERAÇÃO PAISAGÍSTICA
5) VIBRAÇÕES



Fiquem com as imagens (que por mero acaso me chegaram...) e tirem as vossas conclusões.