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quarta-feira, dezembro 26, 2018

Orçamento 2019 - Junta de freguesia de Cabril

A proposta de orçamento para 2019 apresentada pela junta de Cabril é pobre e pouco transparente, mas reveladora de mais um ano perdido para esta freguesia.

É o orçamento o mais baixo dos últimos 5 anos.

Não apresenta qualquer obra nova, e reduz os valores já antes irrisórios das poucas obras previstas. Ou seja, são irrealizáveis, e só cá aparecem para criar ilusão ano após ano.

#acordacabril
*valores em euros

sábado, setembro 29, 2018

Reunião da assembleia de freguesia de Cabril, 13 anos depois



Ontem, 28 de setembro, realizoou-se mais uma reunião da assembleia de freguesia de Cabril.

1. Aprovamos pela segunda vez a extinção da zona de caça municipal, para que possa passar a ser reserva associativa. Já tinhamos aprovado isto em Junho do ano passado, aprovamos ontem navalmente e cheira-me que mais vezes voltaremos a fazer o mesmo sem que de facto seja extinta a zona de caça municipal.

2. Foram pedidas sugestões para a elaboração do próximo orçamento.

Apresentei além das propostas apresentadas a seguir apresentei o programa eleitoral que o PS apresentou a eleições em 2005 identificando o que está por fazer, o qual distribui por todos os presentes:

- criar equipa de Sapadores florestais
- adquirir auto-tanque
- criar zona industrial
- abrir a biblioteca
- restabelecer e melhor o abastecimento de água potável a Vitoreira
- melhorar e alargar o caminho das hortinhas em Vitoreira
- requalificação a rua principal em Vitoreira
- alargar o caminho agrícola para a Cova, em Vitoreira
- colocar tubos nos regadios do Lodeiro e da Tulha Nova
- Alcatroar a estrada de Pereiró à estrada de Meitriz
- Colocar bocas de incêndio em Pereiró, Vitoreira, Lodeiro, Vila Maior, Mosteiro, Ameal, Grijó.
-Alargar e melhorar o caminho da Malhadinha em Vila Maior
- Colocar proteções nós caminhos do Ameal
-Atribuir nome do piloto falecido a uma rua de Grijó
- Requalificar as minas de Moimenta
- Pedir a ligação da linha elétrica ao Foz Cabril
- Criar tanques de abastecimento para Bombeiros

Etc

A resposta para quase tudo isto foi: "isso não é competencia da junta"




segunda-feira, setembro 24, 2018

Castro Daire da FICA

A festa das colheitas (de alguém) passou a FICA Castro Daire e bem!
Ficava tão mal a cópia do nome de Arouca,e assim o Neves não correu o risco de pensar estar em Arouca, ainda anunciava obras na EN 225, pensando na variante. Lol.
Outra coisa que mudou e para melhor foi a organização e a adesão que o evento teve este ano, é evidente o aumento de público, do número de expositores e de produtores agrícolas.
O impacto mediático e a consecutiva promoção do concelho é muito maior com a presença do programa da TVI, um dia a falar do concelho em direto terá os seus efeitos!
Outra coisa que mudou foi a ideia que o PSD Castro Daire fez passar em campanha eleitoral de que o Carneiro gastava muito dinheiro em festas, afinal continuaram a gastar em festas, e bem, também são necessárias e até podem trazer retorno!
Outra ideia que acaba de cair por terra, e que mais ninguém vai voltar acreditar, é a narrativa que este executivo fez passar de que a câmara estava cheia de dívidas.
Ainda bem que a existência de financiamento permite quer este evento, quer executar obras tão necessárias como a conclusão da ETAR e respectivas condutas, melhoramento das estradas de Mós à EN 225, de Parada a Nodar, de Meã a Laboncinho, de Ester à ponte de Cabaços, de Grijó a Moimenta etc, da conduta adutora que abastece a vila de água, e se não for pedir muito restabelecer o abastecimento de água POTÁVEL a Vitoreira, Cabril, que está como ficou após o incêndio florestal do ano passado.
Resumindo, as colheitas passaram a FICA e foi um sucesso, mas o concelho precisa de muito mais mudanças para melhor, precisa de promoção mas sempre sem esquecer as obras próximas do dia a dia das pessoas.


quinta-feira, março 15, 2018

Pagar para quê?


Vivemos num país que ciclicamente muda o peso do seu estado social. Durante o estado novo tinha um peso reduzido, e o pós 25 de Abril veio trazer um aumento considerável, com conquistas nos mais variados domínios. Na última década assistimos a uma perda progressiva dessas conquistas, que tinham aumentado o peso do estado social.
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Paralelamente a isso assistimos desde a Revolução dos Cravos a um aumento generalizado dos impostos sobre o trabalho, por um lado, e a uma progressiva perda de qualidade dos políticos por outro. 

Integrando estes três vetores, diminuição do estado social, aumento de impostos, e políticos cada vez mais fracos, leva a que hoje se “compre gato por lebre”, pagamos algo caro e adulterado.

Políticos cada vez mais fracos, geração pós geração, no PS, Sócrates pior que Ferro Rodrigues, este pior que Guterres, Guterres pior que Mário Soares, no PSD, Passos pior que Ferreira Leite, esta pior que Santana, Santana pior que Durão, Durão pior que Cavaco, Cavaco pior que Sá Carneiro, no CDS, Portas pior que Monteiro, Monteiro pior que Freitas, no PCP, Jerónimo pior que Carvalhas, e este pior que Cunhal, nos Presidentes da República também se tem assistido à mesma progressão.

Devido a líderes políticos fracos, a políticas ainda piores, o país tem perdido capacidade de se desenvolver e desta forma potenciar a capacidade dos portugueses terem rendimentos do trabalho capazes de sustentarem o estado social, e assim, perante a situação da crise passada, a solução encontrada foi sempre o aumento de impostos e corte nos serviços prestados pelo estado aos cidadãos. Já no contexto político atual, e com alguns reajustes favoráveis aos contribuintes, com alguns cortes nos impostos nos rendimentos do trabalho, se tem mantido os serviços sociais do estado num estado de permanente falta de meios, bem visível quer nos serviços de saúde, quer de socorro ou de proteção civil.


Chegamos, por isso, ao ponto em que nos situamos hoje, em que pagamos muito e recebemos pouco. Em que um trabalhador que quanto mais paga de impostos menos beneficia dos serviços sociais. Em que um trabalhador com um salário pouco superior ao salário mínimo tem de contribuir muito, e receber pouco. 
Pagamos para ter acesso à saúde, pagamos para ter acesso à educação, pagamos para termos acesso à justiça, pagamos para circular nas estradas, pagamos portagens, pagamos estacionamento, pagamos, pagamos, pagamos… e depois os respetivos serviços são de qualidade duvidosa, ou mesmo sem capacidade de resposta quando mais são necessários.

Os tais maus políticos fecharam cada vez mais escolas, hospitais, centros de saúde, tribunais, freguesias… Os tais maus políticos não são capazes de manterem um estado que seja capaz de ter operacional um sistema que proteja os cidadãos! Uns faziam cortes, outras fazem cativações!

Toda esta envolvência leva a sociedade a questionar-se sobre a utilidade do estado social, e se vale a pena estar a pagar algo que tem, muitas vezes, qualidade questionável e que muitas vezes custa quase o mesmo que o serviço no privado. Se vale a pena estar a pagar um estado que é incapaz de nos manter em segurança.

Perante interesses económicos e políticos, os líderes políticos, pelo facto serem tão fracos, não têm a coragem nem a capacidade necessária de os enfrentar. Assim como também lhes faltam os mesmos atributos para frontalmente acabarem com a universalidade do estado social, é-lhes mais fácil criar na própria sociedade a opinião de que não vale a pena termos um estado social. 
Conseguem acabar com a solidariedade entre concidadãos e entregam essa sociedade ao capitalismo selvagem, em que cada um se governa por si só.

Assim perante esta tentativa de acabar com estado social, ou de o reduzir a estado assistencialista, através da nossa desistência, há que resistir em cada um de nós à tentação de desistirmos do sonho de uma sociedade solidária.



quinta-feira, outubro 12, 2017

A derrota do Carneiro em Castro Daire!


Passados os primeiros momentos de reacção mais acalorada aos resultados eleitorais é tempo de se analisar com mais detalhe as causas e as consequências destes resultados.

Como é sabido, era defensor da mudança de políticas e de protagonistas, lutei e votei contra o “regime” instalado, e apesar de não ter votado no PSD, (agora até parece que toda gente votou),fiquei contente pela sua vitória e pela derrota do Carneiro! Seria uma enorme hipocrisia da minha parte dizer que não gostei de assistir à derrota do meu maior adversário politico dos últimos 10 anos, assim como seria uma enorme falta de vergonha se viesse agora aproveitar a onda e colar-me a uma vitória de que não faço parte. Faço parte da derrota do Carneiro!

Ora da análise que importa fazer é essencial perceber as causas da derrota do PS Castro Daire, Carneiro e Vereadores. 

Destacaria então quatro grandes causas dessa derrota:

A primeira grande causa advém da personalidade, e da forma de estar na política do Fernando Carneiro. Todos sabemos que em 2009 o PS venceu em Castro Daire muito devido à popularidade e a acção deste, mas não só. Venceu também devido ao trabalho feito anteriormente em especial em 1999 e 2005, à equipa desse ano que incluía socialistas com passado no partido, bem distribuídos pelo concelho, e ao trabalho de base em várias freguesias como Cabril, Ester, Reriz e Mões. Foram estas vitórias, estas pessoas, a que se juntaram em 2009 outras pessoas vindas de outros sectores da sociedade Castrense e até de outros partidos que fizeram a primeira vitória do PS em Castro Daire. 
Mas é ainda em 2009, aquando da formação do gabinete de apoio à presidência que se começa a perceber como iria ser o formato de actuação do novo executivo. Quando o Fernando Carneiro convida para o apoiar familiares e amigos, desconhecedores do concelho e com competência duvidosa, em detrimento de pessoas com competência política, socialistas, ou não, que o poderiam ajudar a superar as suas próprias dificuldades na acção politica. 

A juntar a isto temos ainda de salientar, a forma como algumas das pessoas que mais contribuíram para a vitória de 2009,foram “saneadas” das suas competências quer no executivo, quer nas funções de funcionários do município, assim como a forma autoritária, arrogante e de espezinhamento politico e social como tratou todos os militantes socialistas que tinham alguma ideia nova ou diferente das suas. Desde 2007 que foi purgando militantes e simpatizantes socialistas, humilhando-os e promovendo campanhas difamatórias quer publicamente quer nas redes sociais. Criou tantas “ovelhas negras” que chegamos ao ponto delas serem mais, e mais activas na batalha eleitoral.

A segunda causa foi o erro estratégico de direccionar a grande maioria das iniciativas políticas e medidas do executivo com o objectivo de satisfazer as possíveis vontades do eleitorado sénior. Como foi evidente durante estes tempos, este segmento do eleitorado permitiu à dupla Carneiro/Aida fazer valer os seus maiores trunfos, conhecimento de muitas pessoas e das suas vidas, e o facto de ter lidado com os processos de obtenção de reforma ou pensões de muitos dos seniores do concelho, enganando-os, e aproveitando-se da falta de informação dos mais idosos. O problema desta estratégia é que é por natureza de curta duração, pois os mais susceptíveis a ela são os mais idosos e com menos esperança de vida, e em 8 anos muitos partiram. Ficando um eleitorado sénior menos susceptível de ser enganado, mais informado e mais conhecedor dos seus direitos. 

Esta vertente está ainda relacionada com a falta de iniciativa politica para os jovens. Todos sabemos que os jovens na faixa etária dos vinte e poucos anos aos trinta e tal anos são poucos, e de pouca expressão eleitoral pois a grande maioria saiu do concelho, e os poucos que ficaram estavam sob alçada política (tachos) dos interesses, o que levou a que estes fizessem pouca mossa na derrota eleitoral. Coisa bem diferente aconteceu com os jovens dos 18 aos vinte e poucos anos, muitos a votar pela primeira vez, que na sua grande maioria votou contra o Carneiro. São os jovens que enquanto adolescentes se viram obrigados a pagar passe nos transportes escolares, ao passo que os idosos lhes ocupavam os lugares nos autocarros e viajavam sem qualquer custo, independentemente do seu nível de rendimentos. Estes jovens, mais cultos, mais adeptos das novas tecnologias, e das redes sociais, batalharam publicamente neste assunto durante o mandato, e durante a campanha foram entusiastas na partilha e na divulgação daquilo que era mais negativo do executivo, e na promoção das alternativas.

A terceira grande causa foi a forma como se esclareceu o eleitorado. O PSD/CDS teve uma estratégia agregadora dos seus militantes mais influentes, juntando o que havia estado dividido, apresentando medidas novas, e de forma mais eficaz. Basta fazer uma avaliação dos cartazes de cada lado. O PS centrado num único slogan, e numa única pessoa, e o PSD/CDS com vários slogans e com uma mensagem mais clara. 

Durante a campanha surgiram vários episódios comprometedores para o PS, como foi o caso da reportagem da TVI transmitida no Jornal das 8, que deu um pontapé no medo de muitos, assim como o alerta para a situação do concelho, expondo muitos dos problemas que se iam escondendo num concelho sem comunicação social local. Outros casos como o dos envelopes, ou da utilização da Festa das colheitas, foram amplamente divulgados pelos novos meios de divulgação. A utilização da internet, quer através do Facebook ou dos blog’s, permitiu fazer chegar a mensagem ao eleitorado mais novo, e por meio deste aos restantes. O que era transmitido por estes canais eram casos reveladores daquilo que seriam os próximos 4 anos caso não se desse a mudança. E permitiram ao eleitorado perceber por um lado que não havia que ter receio de ninguém, e por outro ir-se apercebendo que o desespero do PS significava que a mudança era alcançável, e que o seu voto podia fazer a diferença.

A outra grande causa foi o facto do PS, o executivo e a dupla Carneiro/Aida ter criado através das promessas, do facilitismo, e da falta de exigência uma expectativa elevada em muita gente. Muitos criaram a expectativa de que teriam o emprego para o familiar, e afinal eram apenas uns meses a receber o IAS e sem quaisquer condições laborais e o emprego estável era para a família do presidente, que teriam a obra X, a estrada alcatroada, e o que viram foi desculparem-se com o tribunal de contas, que teriam o problema do abastecimento de água resolvido e tiveram infinitas falhas de agua, que teriam a EN 225 requalificada e tiveram cada vez mais buracos para ultrapassar, etc etc

Depois desta derrota eleitoral o PS vai ter enormes dificuldades para voltar a vencer eleições no concelho. Esta gente que dominava o PS Castro Daire agora que perdeu o poder vai abandonar o partido, porque deixa de ter interesse nele, só cá estavam porque o usavam como “veiculo” para chegar ao poder. Para provar tal basta vermos o seus empenhamentos e os resultados eleitorais nas eleições de índole nacional durante estes últimos 10anos, o PS sofre consecutivamente, no concelho, pesadas derrotas. 
Perante isto, urge criar uma alternativa para o PS Castro Daire já nas próximas eleições concelhias. Uma alternativa que renove, que una, que traga de novo para o seio do PS os militantes e simpatizantes socialistas que foram mal tratados durante estes 10 anos. Essa alternativa terá de ser capaz de arrumar a “casa”, “reconstruir” a secção de Mões, patrocinar e apoiar a criação de outras secções nas freguesias onde o PS tem maior implementação de base. Tem de incluir, ouvir, e valorizar os autarcas eleitos nas freguesias, quer os que venceram quer os que não obtiveram êxito eleitoral. Tem de ser capaz de trabalhar e criar um projecto para o concelho a médio prazo. Um projecto, que inclua socialistas e outros independentes com competência, mulheres e jovens, e que tenham uma visão inovadora e de futuro para o concelho. Tem de saber lidar com os novos detentores do poder, criticar e apontar os possíveis erros que venham a cometer, mas também ser capaz de lhes apresentar novas ideias e propostas positivas, e quando for o caso estar a seu lado para defender o concelho.

Depois desta derrota, e de todas as de âmbito nacional no concelho, e não esquecendo todos os alertas feitos no passado, a Federação de Viseu, e os seus dirigentes, especialmente o presidente da federação, devem finalmente perceber o erro que cometeram ao patrocinar e apoiar a candidatura ilegal do Fernando Carneiro a presidente da comissão política concelhia, assim como a passividade com que lidaram com o fim da secção de Mões, e com o linchamento político de alguns militantes. Devem admitir perante estes os erros que cometeram, pois só assim terão destes o apoio necessário para as batalhas eleitorais que se travarão futuramente. Deve ser o PS Viseu, na pessoa do Presidente da Federação a ter a hombridade de vir a Castro Daire admitir os erros e dar o “pontapé de saída” do novo PS Castro Daire.

Quanto aos vitoriosos, PSD/CDS, desejo que tenham o melhor mandato possível, pois deles depende muito do futuro do concelho. Que não desiludam quem deles criou expectativas. Que sejam capazes de dar andamento aquilo que de positivo (pouco) estava a ser feito e que façam a limpeza dos males existentes (muitos). Um bom mandato destes não pode passar ao lado da defesa do rio Paiva, da promoção e do desenvolvimento turístico, e da melhoria das acessibilidades, quer das estradas municipais degradadas quer da EN 225. O próximo mandato tem de ser a construir! Com liberdade e responsabilidade!

12 de Outubro de 2017
Pedro Figueiredo

quarta-feira, abril 20, 2016

Castro Daire sempre a piorar no ranking dos municípios Portugueses

A Bloom Consulting estudou, pelo terceiro ano consecutivo, os municípios portugueses.

Castro Daire em 2016 acentuou a descida no ranking baixando para 210º lugar no geral, piorando também pelo 3º ano consecutivo nas três áreas-chave (Turismo, Negócios, Viver).

Veja-se a tabela:





Castro Daire foi o único dos concelhos entre os seus vizinhos que piorou em todas as áreas ao longo dos últimos 3 anos. Dentro dos concelhos aqui alvos de comparação só apenas Cinfães mantém uma posição pior no ranking, apesar de apresentar melhorias nalgumas áreas. Castro Daire está cerca de 100 posições a baixo de Arouca, São Pedro do Sul, Lamego, Resende e a anos luz de Viseu.
Em posição oposta está Viseu, que como sede distrito torna a sua posição comparativa compreensível, mas mostra acima de tudo, com as suas posições nas áreas-chave a razão pela qual se distingue dos vizinhos, e mostra onde devem os outros concelhos trabalhar para obterem outro nível. 
Outro concelho que se distingue é Arouca, subindo de posição em todas as áreas-chave, ao longo do s 3 anos. É um concelho semelhante a todos os outros, com semelhantes características de interioridade, orografia, de população, etc mas que denota uma forte aposta no turismo usando as potencialidades locais. Tem piores acessibilidades que outros concelhos  e apesar disso tem a melhor posição no ranking em termos de negócios. 

Arouca tem o rio Paiva, Castro Daire, Cinfães e São Pedro do Sul também, e em maiores extensões, e no entanto é Arouca que dele tira mais proveito. Arouca tem as Serras da Freita e a do Montemuro, Castro Daire, Cinfães, Resende e São Pedro do Sul também mas é Arouca que desenvolve e retira beneficio do Geopark.

Muito mais se podia aqui analisar, mas estas serão algumas das áreas que justificam que Arouca, um concelho semelhante aos vizinhos, venha a melhorar paulatinamente a sua posição em todas as áreas enquanto que Castro Daire tem uma evolução inversa. É um caso que deve ser estudado.


    

quarta-feira, outubro 07, 2015

O estado e a derrota do PS em Castro Daire

O estado do PS Castro Daire é o de um partido com uma gestão ilegal, com gente incapaz de promover o seu partido no concelho, apenas concentrado em perpetuar o próprio reinado, e as mordomias da sua côrte familiar. A maior prova disso são os resultados obtidos pelo PS no concelho de Castro Daire em eleições de índole nacional. Nunca o PS foi capaz de ganhar, é verdade, apesar de ter passado a ser o partido no poder ao nível municipal, os resultados têm-se mantido muito fracos, sem qualquer melhoria, e entre os piores resultados do distrito.

Nas últimas eleições legislativas o PS só ganhou 2 das 16 freguesias do concelho, e freguesias onde o PS historicamente sempre obteve melhores resultados, sociologicamente mais favoráveis, e onde já se havia ganho na era pré-carneiro.


Nestas eleições foi possível, mais uma vez, confirmar a importância de Castro Daire no PS Viseu, pois ninguém de Castro Daire integrou a lista pelo distrito de Viseu, nem” Carneiristas ou ex-PSD’s”, nem dos não “Carneiristas” ou originalmente Socialistas. Demonstra mais uma vez que o PS Viseu se está a borrifar para o PS Castro Daire, pois deles apenas precisa de vitórias autárquicas para melhorar compor o ramalhete a apresentar em Lisboa.

Ora urge reflectir sobre as razões que levam o mesmo eleitorado a dar vitórias autárquicas, quer na Camara Municipal ou Assembleia Municipal, quer na maioria das juntas de freguesia, e depois em legislativas, presidenciais ou europeias dar derrotas esmagadoras. Na minha opinião é claro que o eleitorado Castrense é tendencialmente de direita e com raízes assentes no anterior regime, e que apenas vota PS nas autárquicas porque, para além do PSD não ter tido uma alternativa capaz, os candidatos e líderes do PS apenas se empenham nas eleições que lhes podem trazer proveitos pessoais. Questiono-me mesmo se quem lidera o PS Castro Daire e algumas juntas de freguesia vota PS nas eleições de índole nacional. Estas pessoas apresentam orgulho em serem os únicos capazes de ganhar eleições para o PS, e necessitam de sustentar o seu enorme ego. Só andam na politica por interesse próprio, e com objectivos claros de se sustentarem e ás suas famílias. Veja-se o exemplo claro da filha do presidente da Camara, será que no seu próprio partido, no PS Castro Daire, no grupo mais restrito de socialistas que o apoia em campanha, não existia ninguém capaz de ser da confiança política do presidente para poder integrar o seu gabinete? Veja-se os casos conhecidos de recrutamento para a trabalhar na Câmara Municipal, muitos do círculo familiar de alguns vereadores. Este grupo de interesses, que inclui o executivo camarário e alguns líderes das freguesias, nada se preocupam dos resultados do PS, e nada fazem para que o partido se implemente no concelho, apenas querem satisfazer os próprios interesses. Alguém os viu a fazer campanha pelo concelho? Alguém os viu nas acções de campanha pelo distrito?

O apresentado acima assim como a purga feita no PS Castro Daire, eliminando todos quantos têm capacidade de pensar por si mesmos, humilhando militantes, excluído ex-candidatos autárquicos que durante muitos anos tinham lutado contra a ditadura do PSD, são também fortes factores de desmobilização e perca de valores do partido no concelho.

Lanço daqui um apelo aos Socialistas de Castro Daire, militantes ou não, mas que se preocupam com o partido e com o concelho, para que reflictam se é isto que pretendem para o futuro do PS, se ganhar eleições autárquicas com a sigla do PS mas com gente do PSD e do CDS, pondo o partido e o concelho ao serviço das famílias de alguns, é do interesse do PS e do concelho. Será que vale a pena entregar o PS a pessoas que só se empenham quando nas eleições estão em causa os seus interesses pessoais? Será que vale a pena alinhar no clima de medo instalado, que humilha os seus próprios militantes, e que valoriza mais quem vem de fora do partido? Será que vale a pena ganhar autárquicas e nada fazer pelo partido? Será que valeu a pena andar mais de 30 anos a combater a ditadura do PSD para agora termos a ditadura do Carneiro?

Os resultados destas eleições devem também fazer reflectir quem lidera o PS Viseu, que promoveu uma liderança concelhia ilegal, ao arrepio dos estatutos, a troco de apoio para a conquista da distrital. Devem reflectir se vale a pena vender o PS, os seus valores, a implementação e promoção do partido no concelho, e os resultados eleitorais de índole nacional a quem apenas pode dar uma vitória autárquica de validade curta. Devem pensar nos danos que esta gente vai causar no PS, nos militantes que se perderam para o PSD, para o CDS e naqueles que se podem perder para o BE, e no que vai acontecer quando esta gente deixar o PS. Devem ter a noção que estas vitórias autárquicas são temporárias, que não são baseadas na implementação do PS, mas sim numa única pessoa, que quando não se puder candidatar o PS irá para a derrota certa durante muitos anos, pois nada dos valores do PS ficou implementado ou consolidado.

Os resultados das ultimas eleições legislativas devem ter consequências no PS, quer nas concelhias, quer na distrital. Caso não aconteça, teremos a mesma desilusão nas eleições presidenciais que se aproximam.  

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

EN 225, como estamos?

No final do ano passado os partidos do poder, PSD e CDS poder no governo, PS poder na Câmara de Castro Daire, anunciaram obras na EN 225 para este ano de 2015.
Tendo mesmo o PSD local distribuindo um comunicado em algumas freguesias do vale do Paiva, e defendendo que o PS prometia e eles, PSD, faziam. O PS e o executivo camarário em Castro Daire  anunciou a mesma obra, atribuindo o mérito da mesma ao seu trabalho, feito nos últimos anos.
Resumindo, tentaram todos estar do lado dos que podem tirar proveitos políticos da obra!

O problema é que já passaram alguns meses e de obras nem sinal!
Todos nós que temos de circular naquela via, já fartos de promessas vãs, continuamos sem nada ver de concreto. Continuamos no mundo fantasmagórico das promessas politicas locais! Continuamos cada vez mais fartos de gente, políticos locais, incapaz de se fazer ouvir, incapazes de defenderem os cidadãos que os elegeram, em instâncias distritais e muito menos nacionais.

A estrada está cada vez mais degradada, com manutenção das bermas deficiente, que se acentua em Invernos como o de este ano.

Aos senhores políticos locais que tanto fizeram para anunciar a obra e se colar  a ela, espera-se que tenham o mínimo de bom senso politico e percebam que esta obra será fundamental para ganhar nas próximas eleições autárquicas. E façam realmente cumprir aquilo que andam a prometer à décadas.

Caso esta obra não se concretize devemos, os mesmos da outra vez, outros que também se manifestaram, e outros que se queiram juntar, voltar a boicotar eleições nas freguesias do vale do Paiva, para que dessa forma possamos chegar aos ouvidos dos políticos nacionais!

domingo, janeiro 25, 2015

Viram-se (os) Gregos!

Destas eleições na Grécia deveriam ficar lições para muita gente de vários quadrantes políticos, quer na Europa quer em Portugal.
Uma vitoria da democracia!
Uma derrota dos fanáticos da austeridade!
Uma gigante responsabilidade!

Um aviso ao PS, se não quiser ser o PASOK Português, jamais poderá ser igual à direita.
Uma lição clara para a esquerda Portuguesa, dividida nunca será nada.

PCP,PEV,BE(divido em 2), Livre, PAN, MRPP, MAS, POUS4, juntos ultrapassariam os 20%...

A nossa esquerda sem ideias claras e direccionadas paras os problemas concretos das pessoas e uma boa comunicação capaz de desmitificar o rótulo extremista nunca será vista como solução.

terça-feira, outubro 28, 2014

Aos anónimos sem coragem que andam por aí:


"O rapaz de Cabril" não precisa de tacho!
Trabalha desde criança, e tem trabalho por mérito próprio!
Não precisa de bajular perante ninguém, pode criticar quando quer, e elogiar o que quiser! E não se esconde atrás do anonimato!


segunda-feira, outubro 27, 2014

Obras em Cabril 2014.

Este fim de semana tive oportunidade de conferir as obras que estão em andamento em Cabril.
 Pode-se dizer que estão em andamento as obras que mais servem os Cabrilenses, e que permitem um melhor acesso aos serviços básicos. A repavimentação das zonas mais criticas das estradas municipais tem um impacto positivo na vida das pessoas que as  têm de utilizar, quer para trabalhar quer para aceder aos serviços de saúde, educação etc. São das obras mais importantes para Cabril nas ultimas décadas. Quando se completar a repavimentação das estradas desde Sobreda ao Mosteiro, e do Mosteiro a Pereiró e ao Lodeiro, Cabril estará bem servido de vias internas!

Para complementar, estas obras, e as já realizadas anteriormente, como a praia fluvial, a requalificação do centro do Mosteiro, a colocação dos painéis de informação turística e até a iniciativa de promoção agrícola e gastronómica, Cabril D'Agosto, faltarão as vias de ligação externa! Falta a indispensável requalificação da Estrada Nacional 225, estrutura fundamental para permitir condições para que  se possa fixar população na freguesia, e fundamental para se potenciarem as mais valias turísticas disponíveis!
Sem a EN 225 em bom estado, será impossível cativar turistas para visitarem Cabril. Só com uma boa dose de aventura e de pouco amor ao carro se fará a viagem Castro Daire-Cabril, para quem vier do interior do país ou de Espanha,  ou Castelo de Paiva- Cabril, para quem vier da região do Porto ou do aeroporto, ou mesmo Arouca-Cabril para quem vier das regiões mais a Sul.
É louvável a realização destas obras, e das que tenho conhecimento que estão previstas, mas não se pode esquecer, e deixar de levar ao estado central, a necessidade da requalificação da EN225 , e para tal devem as autarquias locais trabalhar em conjunto.

domingo, junho 22, 2014

Jaime Gralheiro 1930-2014

Homenagem a Jaime Gralheiro
Por Miguel Barros

Jaime Gralheiro, O Grande Advogado, Homem de Cultura, Escritor e Dramaturgo ("por vocação") Sampedrense, faleceu, nesta 6ª feira, dia 20 de junho, aos 83 anos de idade. As causas da sua morte poderão estar ligadas a uma infeção que levou, há poucos dias, ao seu internamento numa clínica, na Cidade de Aveiro... Jaime Gralheiro - Um Advogado Brilhante, Eloquente e "Teatral" que foi homenageado, recentemente, pela Assembleia da República, por ter defendido vários anti-fascistas durante o regime do Estado Novo e que também recebeu, há pouco tempo, a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados, o mais alto galardão previsto por esta entidade para os seus membros... Um Dramaturgo, Encenador e "grande admirador" de Teatro, desde o tempo da sua passagem pela Universidade de Coimbra, fundador do Cénico - Grupo de Teatro Popular de São Pedro do Sul e, mais recentemente, digo eu, a Alma e a inspiração do Grupo de Teatro da Universidade Sénior de São Pedro do Sul... São Pedro do Sul - A sua Mãe-Terra, de onde nunca quis sair e na qual fica perpetuado com o seu nome dado, na celebração dos 40 anos da "Revolução de Abril", ao Cineteatro da Cidade... Do "Senhor Doutor Gralheiro", recordo, em termos pessoais, uma "entrevista jornalística" em sua casa, disfrutando do "bem-estar" do seu escritório, onde ele, fechando os olhos" numa espécie de visualização" do "seu" palco da vida", falava sobre o seu "fraquinho" pelo Teatro e a forma como "usava" a "eloquência teatral" quer nas suas obras quer na sua forma de lidar com o Mundo... Deixando as minhas maiores condolências à família tenho a certeza que São Pedro do Sul e os Sampedrense vão ter saudades da Bengala e do Chapéu do "Nosso Grande Amigo Jaime Gralheiro"!... 

Recordemos um pouco da "História" de Jaime Gralheiro, pela editora "Livraria Almedina":

Jaime Gaspar Gralheiro, viúvo, advogado, dramaturgo e encenador, nascido em Macieira, freguesia de Sul, concelho de S. Pedro do Sul, no dia 7/07/930, portador do BI nº 639180, passado pelo Arquivo de Identificação de Lisboa em 28/6/00. Fez parte do Liceu, até ao 5º ano, em Lamego (Colégio de Lamego) e o resto no Porto (Colégio João de Deus). Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, com a nota final de bom. Após o estágio em Viseu (56/58) monta escritório de advogado em S. Pedro do Sul e passa a exercer a profissão de advogado em toda a Região de Lafões (S. Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades) depois, por todo o Distrito de Viseu e, mesmo, por todo o País. Intervem em milhares de processos judiciais, acabando por se especializar nas questões dos Baldios, direitos reais e acidentes de trânsito (sendo advogado de uma Seguradora, ao longo dos últimos trinta anos). Foi Delegado da Ordem dos Advogados em S. Pedro do Sul, desde o início da década de 70. Interveio em todos os Congressos dos Advogados Portugueses, Assembleias Gerais e outras realizações da classe. Como jurista escreveu um “Comentário à(s) Lei(s) dos Baldios”, e outros artigos técnicos, em revistas da especialidade.
Como dramaturgo escreveu as seguintes peças teatrais:
- 1949-“FEIA” ( publicada na revista Inicial do Colégio João de Deus - Porto)
- 1962- “EPIFÂNIO LACERDA” (mais tarde publicada com o nome de “Paredes Nuas” - representada pelo “Aurora da Liberdade, Matosinhos, em 1964);
- 1963- “BELCHIOR” (representada por várias colectividades, depois do 25 de Abril de 1974).
- 1964- “RAMOS PARTIDOS” (estas três peças foram publicadas, em 1967, num livro único, sob o título genérico de Teatro - edição de Autor) ;
- 1964- “FARRUNCHA” (infantil; publicada em 1975 pelo FAOJ); representada inúmeras vezes, por vários grupos de teatro, Escolas e colectividades.
- 1967/68- “O FOSSO” (publicada em 1972, como nº 1 da Cena Actual do Jornal do Fundão); representada, clandestinamente no TUP, por um Grupo de Amadores dos arredores do Porto, antes do 25 de Abril de 1974 e por várias colectividades, designadamente pelo TEB (Barreiro) depois desta data.
- 1973- “NA BARCA COM MESTRE GIL” (publicada em 1978 pela editorial “Caminho”); representada pelo “Cénico” de S. Pedro do Sul, após o 25 de Abril de 1974 e por outros Grupos de Amadores. Foi o último texto integralmente proibido pelo “Exame Prévio” fascista. 2ª edição revista e actualizada no Prelo (Caminho) e em ensaios no Cénico. Leitura aconselhada no Ensino Secundário.
Representada, também, pelo CITEC (Montemor o Velho); Teatro Construção de Joane e em vários outros Grupos e Escolas.
- 1975- “ARRAIA MIÚDA” (publicada em 1976 pela editorial INOVA); representada pelo “Cénico”; TEUC; TEC e outros Grupos de Amadores. Leitura aconselhada no Ensino Secundário.
- 1976- “D. BELTRÃO DE REBORDÃO” (infanto-juvenil; inédita); representada pelo “Cénico”.
- 1977- “O HOMEM DA BICICLETA” (dramatização do romance de Manuel Tiago: “Até amanhã, camarada”; publicada pela SPA em 1982); representada pelo “Cénico”.
- 1978- “VIERAM PARA MORRER” (3º prémio da SEC, publicado pela Moraes, em 1979).
- 1978- “LAFÕES É UM JARDIM” (1 ª versão; inédita);
br> 1980- “ONDE VAZ, LUIZ?” (publicada pela editorial Vega em 1983); representada pelo TEC , numa encenação notável de Carlos Avillez; pelo “Cénico numa encenação do A. e pelo Teatro Construção de Joane).
- 1982- “LANDARILHO, UM SEU CRIADO” (inédita);
- 1986- “O GRANDE CIRCO IBÉRICO” (1º prémio do Concurso do CITAP/ Amadora, 1989; no prelo - D. Quixote/SPA);
- 1987- “A LONGA MARCHA PARA O ESQUECIMENTO” (representada e publicada pelo CETA, Aveiro, em 1987);
- 1989- “SERÃO PARA TRABALHADORES?” - menção honrosa do Citep/Amadora esse ano (inédita).
- 1989- “O SOLDADO JOÃO”- teatralização do conto com o mesmo nome de Luisa Ducla Soares. Infantil. Inédita;
- 1990- “POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS”- série televisiva exibida: participou com dois textos, no 1º episódio;
- 1990- “MINHA LOUCURA OUTROS QUE A TOMEM...” (série televisiva; inédita);
- 1990- “LAFÕES É UM JARDIM” (2ª versão) representada pelo “Cénico” (inédita em livro);
- 1991- “AMOR DE PEDRA” - didático-infantil. Inédita.
- 1992- “ERA UMA VEZ UM CORAÇÃO”, teatralização de um texto didático do Prof. Políbio Serra e Silva - representada pelo “Cénico/Infantil” (inédita em livro)
- 1995- “CO-MU-NI-CA-ÇÃO!”. Brincadeira infantil. Inédita.
- 1995- “É(H) MEU!” (para adolescentes). Representada pelo “Cénico/juvenil em 1995/96; em vias de publicação pela D.Quixote/ SPA).
- 1996- “EUREKA! - ou a Alegria da Descoberta”, infanto-juvenil, em ensaios no “Cénico/Juvenil”. Inédita.;
- 1997- “GRAÇAS E DESGRAÇAS D’EL-REI TADINHO” (infantil) - teatralização do conto de Alice Vieira com o mesmo nome.
- 1997- Homenageado como Autor do Ano, pelo 7º Ciclo de Teatro de Autores Portugueses (CITAP/Amadora) com exposição da sua obra (autor e encenador) e sessão pública de homenagem (Maio).
- 1997- Recebeu o Galardão do Centenário do Nascimento da patrona da Casa-Museu Maria da Fontinha (10 de Junho ).
- 1997- Homenageado, por toda a sua obra, pela revista ANIM’ARTE de Viseu, em 12 de Julho .
- 1998- “NA BARCA COM MESTRE GIL”, nova versão rescrita (inédita).
- 1998 – Atribuição da Medalha de Mérito Cultural, pelo Sr. Ministro da Cultura (8 de Maio).
- 1998 – Indigitado para receber o Diploma e Medalha de Instrução e Arte, atribuida pela Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio (a ser concedida em 31 de Maio).
- 1999 – 2ª edição de “Na Barca Com Mestre Gil” e “Arraia Miúda” – Ed. Sindicato Professores da Região Centro.
- Na área da historiografia escreveu, ainda: “História do Cénico - ou 25 anos de um País através de uma associação de cultura e recreio” (1996) - inédita.
- Em 1971, funda com José de Oliveira Barata e Manuela Cruzeiro, o “Cénico - Grupo de Teatro Popular” de S. Pedro do Sul, encenando em conjunto com José O. Barata, os seus três primeiros espectáculos: “Auto da Compadecida” de Areano Suassuna; “Sapateira Prodigiosa” de Federico Garcia Lorca e “Na Barca com Mestre Gil” da sua autoria. A partir de 1975 passa a encenar, sozinho, todos os espectáculos montados pelo “Cénico”: “Arraia Miúda” ( 1975/76); “O Homem da Bicicleta” ( 1977/78); “D. Beltrão de Rebordão” (1988/89); “A Grande Jogada” de José Viana (1980); “Viva o Lobo Mau” e “Farruncha” (1985); “Lafões é um Jardim” (1990/91); “Onde Vaz, Luiz?” (1991/92); “Era uma Vez um Coração” (“Cénico/infantil”; 1992/93); “Tartufo” de Molière/Llovet (1993/94); “Viva o Lobo Mau” e Farruncha (“Cénico/Infantil; 1994/95) e “É (H) MEU!” (“Cénico/Juvenil” : 1995/96 ); “Vem aí o Zé das Moscas” (Cénico/Infantil) de António Torrado que subiu à cena em Maio de 97.
- Interveio em todos os Congressos, várias Assembleias e inúmeras Reuniões que, sobre o Teatro, se realizaram em Portugal, desde 1971. Obteve vários prémios de Teatro, quer como autor quer como encenador (3 primeiros) e outras menções honrosas. Foi considerado o Autor português mais representado no ano de 1978. Tem desenvolvida uma intensa actividade cultural, na área do Teatro, junto das Escolas (mais de cem acções, com a duração de cerca de 3 horas, cada, em toda a Região Centro: desde Cinfães (Viseu/norte) até à Caranguejeira (Leiria) e desde Esmoriz (Aveiro/norte) até ao Fundão ( Beira Baixa). (Nota 2). Foi nomeado formador pelo Conselho-Pedagógico da Formação Contínua do Ministério da Educação, nas áreas do Direito e Expressão Dramática (18/9/96).Tem escrito em jornais (“DL”, “República; “Diário” e “DN” - onde durante quase um ano (1995/96) manteve uma crónica semanal. Também colabora em jornais e rádios locais, designadamente na “Rádio Noar” de Viseu, onde, desde os princípios de 96, atira, semanalmente, para o ar a ironia das suas crónicas de evocação histórico-cultural de uma cidadezinha de Província, que tendo começado em 1941, já vão em 1974... Foi Presidente suplente Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) na década de 80, e foi Vice- Presidente da Mesa da A.G. da mesma SPA, desde 1989 a 1997. Ao lado da sua actividade profissional e artística, desenvolveu uma aguerrida actividade política, tendo, antes do 25 de Abril de 74, participado, desde 1965, em todas as “campanhas eleitorais” pela Oposição Democrática e no 2º e 3º “Congresso de Aveiro”, tendo, neste dirigido a secção de “Desenvolvimento Regional”. Depois do 25 de Abril de 1974, foi o primeiro Presidente da Comissão Administrativa da Câmara de S. Pedro do Sul, de onde foi “corrido” no “Verão Quente de 75”. Desta “explosiva” experiência e como se fora um “testamento”, nasceu a “Arraia Miúda”. Encabeçou a candidatura do MDP/CDE, à Assembleia Constituinte, pelo distrito da Guarda. Depois disso, até aos anos de 90, foi sempre candidato (normalmente cabeça de lista) do PCP às várias eleições legislativas, pelo distrito de Viseu. Nunca foi eleito. Pela mesma força política concorreu, várias vezes, às eleições autárquicas, em S. Pedro do Sul, tendo sido eleito vereador, em 1978, e para a Assembleia Municipal, sempre que concorreu.
Nota 1: de uma carta de um pai de um dos pequenos actores do “Cénico/Infantil”: (...) “Minha família, como muitas nesta sua terra, estará sempre em dívida pelo seu trabalho, sem preço, oferecido à educação dos nossos filhos” (...)
Nota 2: “4 de novembro de 1998: 17h17m: ACABAMOS DE SAIR DO AUDITÓRIO DOS SERVIÇOS GERAIS DO IPG onde assistimos a uma espectacular (é o termo) conferência – performance realizada pelo Dr. Jaime Gralheiro. O evento abordou a temática do trabalho do professor enquanto trabalho de actor. O conferencista demonstrando uma capacidade de comunicação que ultrapassa em muito o razoável e que assenta num cuidado trabalho de actor deu mostras de dominar excelentemente todas as técnicas dramáticas. A voz e a sua colocação, a palavra e a sua articulação (mas também as pausas, os silêncios, a entoação) tudo contribuiu para o bailado dos sons, dos gestos e dos movimentos com que o actor-concertista contemplou os presentes. Tudo isto em bom e vernáculo português. A pedagogia teatral a par com uma séria ideia do que é educar fez com que este acontecimento se tornasse um importante momento de reflexão sobre o que é educar nos tempos de hoje. Educar para uma nova cidadania é nestes últimos anos a palavra de ordem que todos os educadores anseiam por seguir, esta ideia surge aliada a uma outra: modernidade. Temos medo de nestas parcas linha não fazer jus ao génio comunicativo que se passeou ao longo do palco do anfiteatro do IPG, não queremos deixar de agradecer, no entanto, ao Dr. Jaime Gralheiro a intensidade inteligente da sua performance. Acção soberbamente bem dirigida para uma assistência juvenil muito acentuada, mas onde não deixavam de pontuar alguns docentes da ESEG. É graças a pedagogos como o Dr. Jaime Gralheiro que ensinar é hoje um acto feliz e saudável. -a) Mário Gomes”

NOTAS FINAIS:

Em 25 de Abril de 2014, Jaime Gralheiro foi distinguido, pela Câmara Municipal de São Pedro do Sul, com a atribuição do seu nome ao Cineteatro da Cidade.
Jaime Gralheiro foi também, homenageado, recentemente, pela Assembleia da República, por ter defendido vários anti-fascistas durante o regime do Estado Novo. Jaime Gralheiro também recebeu, há pouco tempo, a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados, o mais alto galardão previsto por esta entidade para os seus membros...

por: Miguel Barros

terça-feira, junho 10, 2014

Hoje fui solidário com Cavaco!


E não, não estou bêbado!
Fui solidário porque um cidadão do meu país estava mal da sua saúde, porque independentemente de achar Cavaco um buraco negro na politica Portuguesa não consegui ficar indiferente perante a desgraça alheia. Fui solidário porque sou democrata e respeito o Presidente do meu país, que apesar de o detestar enquanto politico, ele foi eleito democraticamente!

Fiquei indignado que os manifestantes do costume, tenham interrompido uma cerimonia  de estado, comemorativa do país, das suas comunidades e de um dos seus grandes símbolos, com a presença das forças armadas, estas que foram quem permite que hoje se possam manifestar livremente,  desrespeitando tudo e todos! Fiquei indignado que esses manifestantes não se tenham calado depois da indisposição de um cidadão Português eleito pelos seus concidadãos Presidente da Republica, como forma de respeito. Fiquei indignado que esses manifestantes, supostamente defensores do serviço nacional de saúde, alguns ligados ao sector da saúde, outros professores, não tenham respeitado a falta de saúde de outrem dando um belo exemplo. Fiquei indignado que esses manifestantes tenham conseguido que Cavaco tenha tido uma enorme ovação!
Acima de tudo está em causa o respeito por Portugal e por nós próprios!
Como querem ser levados a sério os sindicalistas quando têm atitudes deste género, os mesmos que invadiram eventos do PS, quando não passam de abutres à espera da desgraça alheia, faltando ao respeito ao próximo?

segunda-feira, maio 26, 2014

quarta-feira, maio 14, 2014

Eleições Concelhias PS Castro Daire

Por todo o país o PS elegeu os órgãos dirigentes de Secções e Concelhias em finais do ano 2013, havendo recomendação nacional par aos dias 6 e 7 de Dezembro.

O PS Castro Daire mais uma vez foi a excepção.

Não se realizaram quaisquer eleições. E estas não tendo sido convocadas impossibilitou apresentação de listas.
Esta situação leva-me a questionar as razões deste não acontecimento. Lembro que estas decorreriam poucos meses após as vitorias nas eleições autárquicas, o que não deixaria dúvidas de quem iria ganhar as eleições. Para além de que seria mais uma oportunidade para a liderança concelhia se afirmar e até corrigir erros passados.
Gostaria de acreditar que quem lidera o PS Castro Daire não se tenha achado tão dono do partido que não precise de ir a eleições. No entanto não promovendo eleições é a imagem que deixa!

Reunião na Federação de Viseu do PS com os presidentes das concelhias do distrito, Abril 2014.

Ainda se irá a tempo se durante este ano se marcarem as eleições e se encontrarem novos órgãos! Porque os actuais órgãos deixarão de ter legitimidade para representarem o partido no concelho e perante as estruturas distritais e nacionais.

Depois de todas as irregularidades internas, já anteriormente apontadas, soma-se mais uma, o que revela ao longo dos anos o défice democrático no Partido Socialista e de quem caiu no partido sem comungar dos seus valores e sem respeitar as suas regras. Revela também a incapacidade e inoperância das estruturas distritais perante os sucessivos desvios! E mais grave, é também um desrespeito pelos militantes socialistas de Castro Daire!

sexta-feira, agosto 30, 2013

Porque?

-Não se promove a limpeza da floresta com incentivos fiscais?
-Não se financia os bombeiros em função da área verde em vez da área ardida/numero de ocorrências? 
-Não se premeiam os concelhos com 0% de incêndios?
-Não se criam bombeiros florestais profissionais distribuídos por todo o território que nas épocas sem incêndios promoviam fogos controlados, identificavam pontos de água , caminhos e acessos a zonas criticas, promoviam a limpeza de zonas em redor de habitações e alertavam para possíveis situações criticas junto de proprietários reticentes à limpeza?
-Não se sensibilizam os autarcas para a criação de estratégias locais de prevenção e combate de incêndios?
- Não se obriga as grandes áreas de eucaliptos/pinheiros a terem parcelas tampão com outro tipo de árvores?
- Não usam os meios aéreos militares para combate?
- Não se formam militares para auxilio aos bombeiros no combate e no rescaldo?

quinta-feira, agosto 22, 2013

Gil Martins Diz: "Companheiros... Calma..."



Caros companheiros... Calma...

Estava a receber a noticia de mais um trágico incidente no incêndio na serra do caramulo e parei de fazer o que estava a fazer...

E comecei a pensar... Mas afinal o que se está a passar este ano? Vários feridos graves entre os bombeiros... Bombeiros mortos... Viaturas de combate ardidas... Quase todos os dias... Danos irreparáveis no sustento das famílias do interior do país... Cidadãos feridos... E só vamos em 350 incêndios por dia... E quando chegarmos aos 500 ou 600 ou 800 por dia? Dou por mim a pensar... Espero que tal não aconteça sinceramente... Mas e se acontecer? Fazemos o quê?

Como estamos em ano de autárquicas seria bom perguntar a esses senhores autarcas o que é que fizeram nos seus concelhos para inverter esta tendência... E já agora também ao instituto da conservação da natureza e florestas... Porque ou são irresponsáveis ou são incompetentes... Porque não se vê nada de relevante em termos de prevenção...

Porque isto de dizer que andar para aí um conjunto enorme de incendiários a largar fogo ao país é uma forma de nos desresponsabilizarmos todos pelos incêndios... Ninguém tem a culpa de nada... A culpa é sempre do fantasma do incendiário... Que dá um grande jeito que exista...

Mas afinal este é um país de pirómanos, de gangs organizados para destruir a floresta????? Não me parece... Acho que há fogo posto é verdade (18% do total), mas o restante são incêndios por negligência o que também é crime... E negligência tem que ver com todos nós...

Fala-se muito em prevenção estrutural que demora sempre muito tempo a fazer (!!!!!!)... Mas afinal ao fim de 30 anos não devia estar a dar mais resultados... E porque não se veem os resultados???? Será que afinal a prevenção estrutural não serve para nada porque ninguém sabe bem o que é e para que serve???? É uma pergunta que me tem afligido o espirito nos últimos tempos...

E os incêndios serão todos para apagar???? Ou alguns até seria bom que se deixassem arder controladamente? Muitos concordam... Falta é coragem para implementar este tipo de política e gestão do território...

E assim chego á parte que me levou a escrever esta espécie de texto ao sabor da pena...

Companheiros operacionais.... Calma... Vamos pôr a razão à frente da emoção... Sempre com paixão... Mas garantindo sempre a vossa segurança e das vossa equipas...

E a floresta... A floresta... Se for para trocar árvores que não se sabe de quem são... Por vidas dos nossos operacionais... A floresta que se lixe... Defendamos as casas e as pessoas... E os vossos colegas...

E alguém com "tomates" que trate do território e da floresta antes dela arder... E provocar mais vitimas nos heróis de Portugal... Os operacionais do decif, especialmente os nossos bombeiros que combatem um inimigo errático que só ataca e que se chama incêndio florestal...

Basta de 35 anos de sacrifícios, esforços indiscritíveis, dádivas de vida de mais de 100 bombeiros, sem qualquer retorno, no que diz respeito à gestão preventiva e ativa do nosso território e da nossa floresta... Porque esta não dá votos...

Paulo Gil Martins
Cidadão


in: http://bombeirosparasempre.blogspot.com/2013/08/gil-martins-diz-companheiros-calma.html#ixzz2cjRf06xk

domingo, setembro 23, 2012

Pagar para quê?



Vivemos num país que ciclicamente muda o volume do seu estado social. Durante o estado novo tinha um volume reduzido, e o pós 25 de Abril veio trazer um aumento considerável, com conquistas nos mais variados domínios. Na última década assistimos a uma perca progressiva dessas conquistas que tinham aumentado o volume do estado social.

 
Paralelamente a isso assistimos desde a Revolução dos cravos a um aumento de impostos sobre o trabalho, por um lado, e a uma progressiva perda de qualidade dos políticos por outro.

Integrando estes 3 vetores, diminuição do estado social, aumento de impostos, e políticos cada vez mais fracos, leva a que hoje se compre “gato por lebre”, paga-mos algo adulterado.

Políticos cada vez mais fracos, geração pós geração, no PS, Sócrates pior que Ferro Rodrigues, este pior que Guterres, Guterres pior que Mário Soares, no PSD, Passos pior que Ferreira Leite, esta pior que Santana, Santana pior que Durão, Durão pior que Cavaco, Cavaco pior que Sá Carneiro, no CDS, Portas pior que Monteiro, Monteiro pior que Freitas, no PCP, Jerónimo pior que Carvalhas, e este pior que Cunhal, nos Presidentes da república também tem-se assistido á mesma progressão.

Devido a líderes políticos fracos, a políticas ainda piores, o país tem perdido capacidade de se desenvolver e desta forma potenciar a capacidade dos portugueses sustentarem o estado social, e assim perante uma situação de crise, a solução encontrada tem sido sempre aumento de impostos e corte nos serviços prestados pelo estado aos cidadãos.

Chegamos, por isso, ao ponto em que nos situamos hoje, em que pagamos muito e recebemos pouco. Pagamos para ter acesso á saúde, pagamos para ter acesso á educação, pagamos para termos acesso á justiça, pagamos para circular nas estradas, pagamos portagens, pagamos estacionamento, pagamos, pagamos, pagamos… e depois os respetivos serviços são de qualidade muitas vezes duvidosa.

Os tais maus políticos fecham cada vez mais escolas, hospitais, centros de saúde, e agora até tribunais e freguesias…

Toda esta envolvência leva a sociedade a questionar-se sobre a utilidade do estado social, e se vale a pena estar a pagar algo que tem, muitas vezes, qualidade questionável e custa quase o mesmo que o serviço no privado.

Perante interesses económicos e políticos, os líderes políticos, pelo facto serem tão fracos, não têm a coragem nem a capacidade necessária de os enfrentar. Assim como também lhes faltam os mesmos atributos para frontalmente acabarem com a universalidade do estado social, é-lhes mais fácil criar na própria sociedade a opinião de que não vale a pena termos um estado social. Conseguem acabar com a solidariedade entre concidadãos e entregam essa sociedade ao capitalismo selvagem, em que cada um se governa por si só.

Assim perante esta tentativa de acabar com estado social, ou de o reduzir a estado assistencialista, através da nossa desistência, há que resistir em cada um de nós á tentação de desistirmos do sonho de uma sociedade solidária.
Pedro Figueiredo