Se me desta terra for
eu vos levarei amor.
Nem amor deixo na terra
que deixando levarei.
Deixo a dor de te deixar
na terra onde amor não vive
na que levar levarei
amor onde só dor tive.
Nem amor pode ser livre
se não há na terra amor.
Deixo a dor de não levar
a dor de onde amor não vive.
E levo a terra que deixo
onde deixo a dor que tive.
Na que levar levarei
este amor que é livre livre.
Manuel Alegre
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, novembro 09, 2010
quinta-feira, dezembro 10, 2009
Poema (2ª ediçao)
Liberdade
Viver com igualdade
Com responsabilidade
Era paraíso
Mas, não não,
Somos terrenos
Humanos cobardes
Só e só se
Um em tantos
Seja todos em um.
PFigueiredo’02
Viver com igualdade
Com responsabilidade
Era paraíso
Mas, não não,
Somos terrenos
Humanos cobardes
Só e só se
Um em tantos
Seja todos em um.
PFigueiredo’02
terça-feira, dezembro 01, 2009
Poema
Pescaria
Vai, toma cuidado
Chove pouco, tempo quente
Peixe é mais frequente,
Mas continua nublado
De repente
Água por todo o lado,
A custo agasalhado.
Vento de poente
Salta atrapalhado
Pica lá na frente.
Pula de contente
Com mais um amarelado.
Cidadão acomodado,
Começa descontente
De forma surpreendente
Vê-se desafiado.
De repente
Aparece em todo lado,
Primeiro calado,
Depois veemente.
Corre desenfreado
Pesca euros supostamente.
Acaba contente
Mas mais revoltado.
Ao começo, falsamente
Muito incentivado
Depois odiado.
Ser irreverente.
Mais um peixe contado,
Cardume descontente
Mas fala cuidadosamente
Do próximo contemplado.
Por fim, lentamente
Cai a noite, conta-se o pescado
Revela-se o felizardo
Festa e lágrimas, literalmente.
Vai, toma cuidado
Chove pouco, tempo quente
Peixe é mais frequente,
Mas continua nublado
De repente
Água por todo o lado,
A custo agasalhado.
Vento de poente
Salta atrapalhado
Pica lá na frente.
Pula de contente
Com mais um amarelado.
Cidadão acomodado,
Começa descontente
De forma surpreendente
Vê-se desafiado.
De repente
Aparece em todo lado,
Primeiro calado,
Depois veemente.
Corre desenfreado
Pesca euros supostamente.
Acaba contente
Mas mais revoltado.
Ao começo, falsamente
Muito incentivado
Depois odiado.
Ser irreverente.
Mais um peixe contado,
Cardume descontente
Mas fala cuidadosamente
Do próximo contemplado.
Por fim, lentamente
Cai a noite, conta-se o pescado
Revela-se o felizardo
Festa e lágrimas, literalmente.
terça-feira, junho 02, 2009
Poema
Soneto
Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?
Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.
Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.
José Carlos Ary dos Santos
Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?
Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.
Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.
José Carlos Ary dos Santos
quinta-feira, maio 07, 2009
Um poema.
Canção tão simples
Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?
Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?
Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?
Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?
Manuel Alegre
Quem poderá domar os cavalos do vento
quem poderá domar este tropel
do pensamento
à flor da pele?
Quem poderá calar a voz do sino triste
que diz por dentro do que não se diz
a fúria em riste
do meu país?
Quem poderá proibir estas letras de chuva
que gota a gota escrevem nas vidraças
pátria viúva
a dor que passa?
Quem poderá prender os dedos farpas
que dentro da canção fazem das brisas
as armas harpas
que são precisas?
Manuel Alegre
quarta-feira, novembro 23, 2005
caras e liçoes 1
Essa tristeza que me faz revoltar!
Toda esta excelente fotografia,
Toda ela me parece magia.
Que me faz medo e vontade de olhar.
E como bela, me faz encantar.
Que a alguém tu pareces Maria
Ver o que muita gente gostaria,
Ver a paz no mundo a reinar,
Ver-te a sorrir e cantar!
Seria ver ao fundo,
Uma luz para a paz no mundo
Seria encantar-me a multiplicar!
Será que consegui?
Infinito do teu olhar,
Ver o que estás a pensar.
Por fim alguém se apaixona por ti,
Se teus olhos olhassem os meus.
Será que tu me ias amar?
Porque não consigo parar?
De olhar o verde dos teus.
SM'04
Subscrever:
Comentários (Atom)
