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segunda-feira, novembro 30, 2015

Ministério Público acusa António Pinto antigo presidente dos Bombeiros V. de Castro Daire

Está marcado o julgamento contra o antigo presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire. António Pinto é acusado de peculato, pelo desvio de milhares de euros da instituição que liderou durante anos. O antigo dirigente associativo vai responder em tribunal já no início do próximo ano
BOMBEIROS-CASTRO-DAIRE-DR









O Ministério Público acusa o antigo presidente da direção dos Bombeiros de Castro Daire de peculato. Em causa está o desvio “concertado e permanente” de verbas da instituição. Ao todo, estão contabilizados no relatório, com origem na investigação da Polícia Judiciária (PJ), quase 80 mil euros que saíram das contas da associação humanitária. Segundo o relatório, o dinheiro da instituição era desviado através de transferências bancárias com recurso ao “e-banking” e, na maioria das vezes, para fazer pagamentos a fornecedores afetos à vida profissional privada do ex-dirigente associativo, enquanto técnico e gerente de uma farmácia. As transferências interbancárias eram remetidas para contas tituladas pelo arguido, que a Polícia Judiciária (diretoria do Norte) averiguou e contabilizou no relatório final enviado ao DIAP (Departamento de Instrução de Ação Penal) de Coimbra e que a Procuradoria-Geral de Coimbra remeteu para Procuradoria da Comarca de Viseu, que por sua vez constitui o processo no DIAP do Ministério Publico (MP) com conhecimento do Conselho de Prevenção da Corrupção.
O MP, através do DIAP de Viseu, constitui assim António Pinto arguido e marcou o julgamento para o dia 21 de janeiro do próximo ano na Secção de Proximidade de Castro Daire. António Pinto está com termo de identidade e residência e responde neste processo, pelo desaparecimento de fundos da instituição, “em proveito próprio”, pelo crime de peculato.
No artigo 4º dos termos da acusação ao antigo presidente da direção dos Bombeiros de Castro Daire a que o Jornal do Centro teve acesso, o arguido “efetuou várias transferências bancárias, a partir das contas dos bombeiros, para contas bancárias por si tituladas ou co tituladas e procedeu ao pagamento de vários serviços e produtos que utilizou em seu exclusivo benefício e/ou de terceiros, que não o da Associação, sem o conhecimento dos restantes membros da direção, com propósito, conseguido, de obter vantagens patrimoniais a que sabia não ter direito no montante global de 78.237,73 euros”. Das duas contas bancárias da corporação, foi apurado que Caixa Geral de DepósitosCGD foram efetuadas transferências no valor 52.302,00 euros e do BPI 20.421,67 euros.

terça-feira, janeiro 27, 2015

Bombeiros de Castro Daire apresentam queixa contra antiga direcção.




Rádio VFM

"Bombeiros de Castro Daire apresentam queixa no Ministério Público contra a anterior direção

Os Bombeiros Voluntários de Castro Daire preparam-se para apresentar uma queixa no Ministério Público contra a direção anterior para que a associação seja ressarcida de milhares de euros que “desapareceram”. O dinheiro terá ido para contas particulares ou ligadas à empresa do antigo presidente, explicou o novo presidente e ex-comandante, João Cândido."

VFM
Foto: Diário As Beiras
2015.01.27

in:https://www.facebook.com/94.6MHz/photos/a.117940264947622.22077.106590579415924/776268635781445/?type=1&theater

terça-feira, julho 29, 2014

Bombeiro ferido em Castro Daire

Bombeiro ferido em Castro Daire

Publicado hoje às 19:08

Um bombeiro ficou ferido, esta tarde, quando combatia um fogo em Castro Daire. O comandante das operações alerta para a falta de equipamento.
Em declarações à TSF, o comandante das operações, João Carlos Almeida, conta que «tudo seria diferente se o bombeiro estivesse protegido com o chamado EPI - equipamento de proteção individual, os fatos que protegem os bombeiros e que nesta altura ainda não equipam todas as corporações de bombeiros».
Nesta altura o fogo, que começou pelas 16:00, junto à aldeia de Ester de Cima, no concelho de Castro Daire, tem duas frentes e no local estão 24 viaturas e uma centena de homens, apoiados por um helicóptero.
Amadeu Araújo

quinta-feira, outubro 10, 2013

Ambulância do INEM com base em Arouca servirá também o concelho de Castro Daire

Ambulância do INEM com base em Arouca
 
Uma das equipas técnicas junto ao veículo de emergência
Desde o início do mês que está ao serviço 24 horas por dia, sete dias por semana, e presta socorro também nos concelhos limítrofes | 
 
   Mais fotos
 
Desde as oito da manhã do dia 1 de Outubro que Arouca passou a contar com um novo meio de emergência, uma Ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) em permanência 24 horas por dia.
Este tipo de ambulância é destinada a garantir cuidados de saúde diferenciados, designadamente manobras de reanimação até estar disponível uma equipa de suporte avançado de vida. Este conceito é extensível às situações que poderão evoluir para paragem cárdio-respiratória, caso não sejam imediatamente tomadas as medidas necessárias. A sua tripulação é constituída por um enfermeiro e por um técnico de ambulância de emergência.
Esta ambulância, estacionada no Centro de Saúde de Arouca - Serviço de Urgência Básica, está ao serviço sete dias por semana e estão destacados para este serviço em regime de turnos sete enfermeiros e cinco técnicos de ambulância. "O objectivo desta ambulância é prestar socorro na área de Arouca e nos concelhos à sua volta (Vale de Cambra, Castelo de Paiva, São Pedro do Sul,
Castro Daire, Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira)", avançou Isabel Paiva, enfermeira da nova equipa de Socorro, à reportagem do RODA VIVA.
"Este serviço é uma mais-valia para a população e vai dar-lhe maior tranquilidade. Conseguimos dar um suporte imediato de vida a uma vítima e porque é uma ambulância que tem capacidade de intervir numa situação crítica. Por exemplo, numa paragem cardio-respiratória, temos a capacidade de desfibrilar um paciente e proceder à administração de medicamentos, aliás, essa é a grande diferença em relação a uma ambulância de Suporte Básico de Vida [veículo que os Bombeiros de Arouca já dispõem]", explicou Mariana Ramos, também enfermeira.
Para as pessoas terem acesso à ambulância depois de um sinistro terão que entrar em contacto imediato com o número 112, a chamada 'cai' numa central de polícia que faz a triagem (crime ou saúde). No caso de situação de saúde, a chamada é encaminhada para o Centro de Orientação de Urgentes. Aqui os técnicos operadores de comunicação de emergência, perante o programa informático que têm à sua frente, vão determinar o tipo de socorro. São colocadas algumas questões ao contactante e mediante os critérios de gravidade atribuem a saída de um meio mais indicado - Suporte Básico de Vida, Suporte Imediato de Vida, Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VIMER) ou em último caso um helicóptero.
Apesar deste serviço de emergência ser recente, "já temos tido já algum trabalho, nomeadamente nas freguesia de Escariz e Fermedo, e ainda no concelho de Vale de Cambra", revelou Mariana Ramos. JCS 2013-10-10

Este novo meio do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) em Arouca soma-se a outros que também entraram em funções no dia 1 de Outubro. Este organismo na dependência do Ministério da Saúde passou assim a contar com o seguinte efectivo nacional:

56 Ambulâncias de Emergência Médica operadas diretamente pelo INEM
265 Ambulâncias de Socorro sediadas em Corpos de Bombeiros
8 Motociclos
37 Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida
42 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação
5 Helicópteros de Emergência, 2 dos quais utilizados em modelo de partilha com a Autoridade Nacional de Protecção Civil e um outro que, sem equipa médica, permite ao INEM ir aos locais das ocorrências e, se necessário, trazer a vítima com a equipa INEM terrestre para o Hospital de destino
 

segunda-feira, setembro 16, 2013

Temperaturas de 600 graus (Castro Daire)



16 de Setembro, 2013por Felícia Cabrita, fotografia de José Sérgio
No fundo da encosta, junto ao rio, um fenómeno estranho, só comparável ao estremecimento do inframundo: as chamas trepam, agarram-se rapidamente à textura do vale.O comandante de Castro Daire que pediu reforços faz o ponto da situação. Há 24 horas, tinham o incêndio, que rodeava duas aldeias, controlado. Fez-se o rescaldo, mas, de súbito, ele recuperou a virulência dos primeiros momentos. A sua equipa já desceu, pegou-lhe pelos cornos e tem como missão enfiar-lhe a cabeça no rio. Ao grupo de Márcia compete destruir-lhe o flanco esquerdo e juntarem-se ao primeiro.
Coelho saca da mangueira e Márcia engata-lhe a agulheta. Tira-se as medidas à descida vertiginosa. Ao fundo, o fogo dança como um pião ensandecido. A agulheta vai na frente e a bombeira sabe, por experiência própria, que de um momento para o outro, com uma guinada do vento, pode apanhar de caras. Eduardo vai nas suas costas, preparado para a amparar ao primeiro impulso da água quando começar a correr. Os outros seguem o chefe, pela linha de fogo que o encaixe de novos lances faz progredir.
A descer, todos os santos ajudam. Dizem. Márcia agradece a outros seres: “Este trabalho não se consegue fazer sem um bom comandante, que temos, espírito de equipa e confiança uns nos outros. É isso que nos dá força”. É das poucas lições que não se podem subverter. Na descida vertiginosa, não se vê um palmo à frente do focinho, umas vezes um pé atola-se na terra encharcada pelo primeiro rescaldo, outras procura-se uma laje para escapar da sucção da terra e escorrega-se.
Aproxima-se a boca do inferno, as labaredas espaventam com a aproximação e, de repente, a voz do comando manda subir. Com o fogo a querer enrolar-se aos pés, a equipa faz o caminho inverso. Márcia, que ia preparada para o agarrar pelo pescoço, não entende a contra-ordem, e o mau génio sobe como gasosa a rebentar no gelo: “Que é isto? Primeiro mandam-nos descer, agora chamam-nos ao ponto de partida?”.
Ninguém fica pelo caminho. Márcia troca a capa da fragilidade pela musculação de um gigante. Com a mão, empurra a novata pelas partes baixas até se sair do buraco.
A meio da encosta imunda de cinza e brasas, Luís Albuquerque esboça novo ataque. A capa da frieza cai-lhe aos pés. Nada suscita mais medo do que a ausência de memória, e a recordação da morte de Cátia, rapariga do seu distrito, apanha-o com um trovão: “Esta parte por onde desceram ainda está muito verde e não faz sentido deixar uma ilha entre a zona queimada para voltar a arder e matar mais homens. Do outro lado do rio já está tudo ardido e já não há o perigo de pegar neste lado”.
O flanco esquerdo está a progredir para o lado contrário da queimada, e a malta de Sátão vai reforçar a primeira equipa. O terreno, dividido por socalcos, alguns de dois metros, é pior do que o inicial. Márcia cai entre as silvas e levanta-se como um pinto acabado de nascer. Eduardo Silva, 19 anos – para a rapariga o ‘pinchinho’, alcunha que arrasta do mister de seu pai, um picheleiro da zona –, grita aos da frente que cortem o lance.
Ao rapaz, que está na tropa e nas folgas assenta noutro quartel, cabe um dos trabalhos mais pesados: fornecer metros de manga para a frente progredir. Mas, no trajecto entre o carro e a agulheta que anda à bica do rio, é cercado por reacendimentos. Grita, aflito: “Cortem o lance, cortem o lance”. Os outros, com o fogo pelas costas, obedecem e recuam. Eduardo apaga as chamas que o rodeiam com a boca da mangueira, impedindo que a equipa que vai à frente seja apanhada à traição.
Mais acima, quem parou leva com ele pelas trombas. Na espessa escuridão, perde-se a equipa. Luís Albuquerque, o comandante de Castro Daire, tenta orientar. Na encosta, os vapores do chão rescaldado e as brasas vivas fazem-no pular de laje em laje. Os pés parecem bichados pela sarna. O fogo aglomerou-se ao cimo da encosta e o vento enlouquecido levanta numa dança macabra as folhas em chamas dos pinheiros que cruzam o céu numa espécie de cataclismo planetário. Acompanha-se a sabedoria com o receio de que as botas derretam: “Este fogo, no flanco direito, deve ultrapassar os 600 graus centígrados. Não sente o seu primeiro escaldão?”.
Do outro lado do rio, o comandante do sector Bravo, na ponta final do rescaldo, intercede pelos seus homens: “Há doze horas que não comem”. Luís, com as dores dos outros às costas, esforça-se para os acalmar: “Alfa, responde. Já aguentámos tantos sacrifícios, segurem-se mais um pouco que na quarta-feira já começa a chover”.
O bandalho esconde-se, Márcia volta com a equipa e o sorriso sempre à superfície: “É um terreno difícil, muito a pique, mas esta é a nossa vida”. Fintaram-no, recolhem o material, mas mantêm-se de vigilância, não vá o gajo acordar. Passa a adrenalina e recolhem ao carro. Pelas cinco da manhã, Coelho, ao volante, acorda em sobressalto: “Sonhei que o travão estava desengatado e que o carro estava a ir ribanceira abaixo. Joguei de imediato a mão ao travão”.
Há situações que nunca se esquecem na vida.
felicia.cabrita@sol.pt

sábado, março 17, 2012

“Não perdoo os 79 mil euros que a Câmara nos deve”

««António Pinto, 58 anos, é presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, há 16 anos. É também vice-presidente dos órgãos da Federação dos Bombeiros do distrito de Viseu. Ao Jornal do Centro, o presidente falou da situação delicada dos bombeiros, da falta de verbas para abastecer os carros, da problemática da seca, das divergências com a autarquia, das dívidas e da situação caótica que pode voltar a acontecer, caso não seja injetado dinheiro na corporação.
Qual é neste momento a situação dos bombeiros?
Neste momento, em termos de combustíveis, os bombeiros pagaram a verba ao fornecedor e, para já, o problema está ultrapassado, de futuro não sei. Ainda hoje (segunda-feira, dia 12) tivemos cinco incêndios florestais mas trabalhámos normalmente.
 Há risco de a situação voltar a piorar?
Não somos donos do tempo e não conseguimos controlá-lo. Mas, se estas temperaturas se mantiverem prevejo que dentro de poucos dias as coisas voltem a piorar, se a temperatura baixar, com certeza que tudo será melhor. Este “verão” não tem ajudado. Tenho, neste momento, um plafom de 40 mil euros, mas para se gastarem três ou quatro mil euros num dia não é preciso grande coisa, bastam três fogos de 24 horas.

A seca veio prejudicar?
Se veio. Para se ter uma ideia, houve mais incêndios entre o dia 1 de janeiro e 28 de fevereiro, do que na época alta de fogos florestais do ano passado. E, se continuar assim não sei como irá acabar.

O combustível, ou a falta dele, é o único problema ou há outros?
A nível de corpo de bombeiros posso afirmar que tenho os melhores do mundo, não só porque sou presidente, mas a verdade é que em termos de recursos humanos estamos muito bem servidos. A parte económica é sem dúvida a mais complicada. A Unidade Local de Formação de Parada é que também veio complicar ainda mais a situação. A obra custou 130 mil euros e o município comprometeu-se a pagar. Fez o projeto e adiantou a fase inicial mas, em ano de eleições, mudou o presidente e como diz o ditado: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…Conclusão, os bombeiros levaram um arrombo de 130 mil euros, entretanto a empresa, que fez grande parte da obra, colocou-nos um processo em tribunal e durante quatro meses penhorou-nos todos os subsídios, o que nos deixou de pés e mãos atados. Nós vivemos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), da Administração Regional de Saúde (ARS) Centro, dos hospitais e do subsídio camarário. Quando nos cortam esse dinheiro não há nada a fazer. Em 2009, a Câmara atribuiu-nos 12 mil euros quando normalmente seriam 75 mil. Agora, há uma divergência entre os bombeiros e a autarquia. Eu já expliquei ao presidente, que diz que não nos deve nada, que não teve nada. O que se passa é que nem a antiga nem o atual presidente sabem dos papéis…

Quanto é que a Câmara deve aos bombeiros de Castro Daire?
Setenta e nove mil euros. 63 mil do subsídio e o restante referente ao período de transição de presidentes. O atual presidente tem uma pasta com os documentos, mas há papeis que desapareceram, nomeadamente da nossa contabilidade. Inicialmente estava com vontade de pagar ainda mais quando no ano passado deu 75 mil euros.

Os 3 mil euros que a Câmara adiantou serão descontados nos 79 mil euros?
Não. Apesar de não ter percebido o ofício que o presidente enviou, porque não ser esclarecedor se é um subsídio ou um subsídio extraordinário…

Tem receio que o presidente da Câmara peça esta verba aos Bombeiros?
Ou a peça ou a desconte, como aliás já o fez. Há dois anos descontou.

Pode dizer-se que, perante a situação, há desconforto entre os bombeiros e autarquia de Castro Daire?
Sim. A verdade é que é muito chato quando eu peço, por favor, uma verba de três mil euros ao presidente da Câmara e ele responde nos órgãos de comunicação social que não é preciso alarido porque vai resolver a situação no imediato, e só passadas duas semanas é que os bombeiros têm o dinheiro. Quem arranjou o alarido foi ele e não sei o porquê. Eu não entendo e fico triste, quando o presidente da minha terra, em declarações a uma rádio regional, diz porque é que se apagam fogos com água e espumífero. Isso cria um grande mal-estar. É lamentável que não saiba disso e ainda critique, os bombeiros indignaram-se porque o presidente da Câmara não sabe, não pergunta e manda umas papaias para o ar. Ele preocupa-se com uma calçada que diz que os bombeiros estragaram e eu pergunto, será que os bombeiros têm que andar com todo o jeitinho para não estragar a calçada? Eu acho é que a calçada estava mal construída porque deveria aguentar, os bombeiros não podem estar com cuidado com as agulhetas e com a água para não danificar a calçada, porque não é uma prioridade em relação às pessoas. 
A população está em risco?
Neste momento não. Delineámos uma estratégia e chagámos à conclusão que só temos uma hipótese. Sair para a rua e pedir, já que as juntas de freguesia foram tão solidárias connosco perante este desencontro entre a direção e a autarquia, vamos sair à rua e contactar com os presidentes de junta. Vamos começar em Alva, explicar o porquê de estarmos lá e vamos pedir de casa em casa.

É mais fácil resolver esta questão com as Juntas?
Sim, com a autarquia não vamos a lado nenhum, porque o presidente já disse que não dá um cêntimo e que não deve nada. Só assim temos hipótese de nos salvar porque as juntas mostraram muita recetividade, algumas até querem pagar o combustível. O presidente da Junta de Moledo disponibilizou-se para, caso houvesse algum sinistro naquela zona, assegurar todas as despesas. Foi um exemplo seguido por todas as outras freguesias.

Qual o valor das dívidas dos bombeiros?
Cerca de 280 mil euros, contra 142 mil euros que nos devem a nós.

Quem vos deve e que montante?
A Câmara 79 mil euros. Depois, por exemplo, a ARS cerca de 10 mil euros. O INEM, cerca de 14 mil. Há hospitais a dever entre três a cinco mil e outros particulares. Se formos fazer um diferencial, verifica-se que há um montante de cerca de 140 mil euros, que corresponde ao que foi empregue na Unidade Local de Formação. Pagámos à firma e ficámos com esta despesa. Este dinheiro da Câmara, se nos tem sido pago, mesmo não sendo no mandato do atual presidente, apesar de o termos posto ocorrente da situação quando tomou posse, num ofício enviado no dia 17/11/2009, a nossa situação financeira seria mais saudável.

Mas as contas não correspondem às da autarquia?
Não sei. O que eu sei é que, em declarações à imprensa, o presidente da Câmara insinuou que eu não sabia gerir os bombeiros e isso magoa-me porque eu tenho feito das tripas coração por esta instituição. Os bombeiros estão sempre prontos, só não estão quando não têm dinheiro e a Câmara tem responsabilidades nisso.

Já algum bombeiro injetou dinheiro próprio para resolver este problema da falta de combustíveis?
Os bombeiros não, porque não têm nenhuma obrigação de o fazer, mas eu já, e muito. Cerca de 50 mil euros. Neste momento, a associação deve-me 6.731 mil euros.

Em 2008, o presidente ameaçou que os bombeiros poderiam combater fogos de táxi, se não recebessem o Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI), que tinha sido prometido. Passados quatro anos parece que nada mudou…
Parece que não. Na altura não me restavam alternativas. E o mais grave é que ainda hoje estou à espera do VLCI. O de Castro Daire continua na lista de espera. A cada Governo que assume o poder, envio uma carta ao ministro da Administração Interna para relembrar esta questão. Até já propus que me dessem o dinheiro da viatura. A minha associação tem de receber um VLCI, eu não perdoo isso, tal como os 79 mil euros que a Câmara nos deve.

O apoio demonstrado pela Federação dos Bombeiros do Distrito de Viseu foi importante?
Foi muito importante. Todos nós sentimos essa força vinda da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Federação. A Federação disse que nos ajudava, se tivesse dinheiro, mas também não tem.

A Federação chegou mesmo a dizer que a situação vivida pelos bombeiros, e de uma forma geral, é o reflexo das sucessivas más políticas governamentais. Concorda?
Sem dúvida. Enquanto não se reformular o plano de apoio aos corpos de bombeiros não há possibilidade. Há uma discrepância enorme entre verbas atribuídas a diferentes associações do país. Umas recebem muito, outras nada. Quando o Plano Programa Corporação entrou em vigor, em 2008, as verbas foram distribuídas de acordo com o número de funcionários. Como Castro Daire tinha poucos, na altura, ficou a receber 2.262 mil euros, com a promessa de que, no ano seguinte, iria ser revisto, caso tivesse mais gente. A associação de Guimarães recebe 40 mil euros por mês. Este princípio tem de ser urgentemente revisto porque a situação atual não é igual a 2008.

O Ministério da Administração Interna está sensível aos problemas de Casto Daire?
Disseram que iriam tentar resolver a situação e pouco mais. Mas há muitas outras questões sem explicação. Eu pergunto, porque é que não nos atribuem alertas amarelos? Por exemplo, um dia como o de hoje, era considerado, há três anos atrás, como alerta amarelo e era pago. E agora não, colocam azul escuro no sítio da internet da Proteção Civil. Hoje, com a temperatura que está e com o número de incêndios, teria de ser colocado alerta amarelo, mas eles fogem a isto. Eu sei que não há dinheiro mas para estas problemáticas tem de haver dinheiro. Ouvi o Ministro dizer que está a preparar a época de fogos florestais para este ano e eu pergunto e não está preocupado com aqueles que já estão a decorrer? Quem é que me vai pagar os cerca de 15 mil euros que já gastámos desde janeiro? Tem de ser forçosamente a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Eles têm de arranjar verbas para isso. Refeições, mangueiras e outras despesas, quem paga? De verão eu sei que pagam e quando há alertas amarelos também, mas agora, quem paga?
 Se o tempo quente e os fogos continuarem e o Ministério não disponibilizar verbas, o que poderá acontecer?
Podemos voltar à estaca zero. Ou alguém injeta dinheiro, a Câmara, um particular, ou então vamos até onde podermos ir. Isto é, até os depósitos ficarem vazios. Se isto continuar, a primeira medida que tomo é dizer ao comandante que pare o combate a fogos florestais, apesar de o transporte urgente de doentes também poder parar. Se não houver combustíveis nada poderemos fazer.««

quarta-feira, março 14, 2012

Subsidio não resolve o problema dos bombeiros

Associação de Bombeiros acusa Câmara de ter agido tarde e quer compromissos da parte do Governo.

Os bombeiros de Castro Daire já têm verbas para o gasóleo. O subsídio dado pela autarquia, de cerca de quatro mil euros, permite atenuar a dívida ao fornecedor de combustível. A solução é apenas temporária e a corporação reivindica outras medidas ao Governo.

A verba, que demorou a ser atribuída, não é suficiente para sanar a dívida na totalidade. Em declarações à Renascença, o presidente da Associação de Bombeiros de Castro Daire, António Pinto, critica o tardio pedido do subsídio pela autarquia.

“O presidente da Câmara andou duas semanas a brincar com o fogo” e, ao fim deste período, “verificou que de facto era melhor arranjar um subsídio”, acusa António Pinto.

“O subsídio vai atenuar só qualquer coisa: são quatro mil euros e estamos a dever 36 mil. Corre-se o risco de mandar o pessoal embora, talvez já este mês”, alerta.

O presidente da Associação de Bombeiros exige, por isso, outros compromissos por parte do Estado português que vão além dos subsídios do totobola: “Castro Daire recebe 2.262 euros [subsídios do totobola], que dava para pagar isto tudo. Hoje isso não dá para pagar a crise”.

Após duas semanas a racionar o uso de viaturas, os bombeiros de Castro Daire podem voltar ao activo, mas só por enquanto. 

quinta-feira, março 08, 2012

Como é possivel as bocas de incêndio não terem água?

 "Um incêndio numa garagem de um prédio assustou, ontem à noite, os moradores do centro histórico da vila de Castro Daire, no distrito de Viseu. Devido ao perigo das chamas alastrarem, o prédio vizinho chegou mesmo a ser evacuado."

Reportagem SIC:http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1384187.ece

terça-feira, março 06, 2012

Como é possivel chegar-se a esta situação?


Reportagem SIC: http://sicnoticias.sapo.pt/1381657

quinta-feira, março 01, 2012

Suspenso combustivel a crédito dos bombeiros de Castro Daire

O comandante desta corporação adiantou que os bombeiros de Castro Daire tiveram de deixar de sair do quartel para combater incêndios florestais.

O combustível a crédito dos bombeiros de Castro Daire foi suspenso, o que apenas está a permitir a estes bombeiros que acorram a situações mais graves.

A suspensão ocorreu por causa dos atrasos nos pagamentos ditados pelas restrições financeiras, o que levou a que tivessem de deixar de sair do quartel para combater incêndios florestais.

«A partir do momento em que fui confrontado com esta informação por parte da direcção, tenho de tentar aproveitar ao máximo o pouco combustível que temos, que é o que está nos reservatórios dos veículos de emergência», explicou o comandante desta corporação.

Ouvido pela TSF, Paulo Matos adiantou que «enquanto tivermos combustível nos carros obviamente que não vamos deixar de assistir a situações graves».

«Depois, penso que não deverá ser a mim que me deverão perguntar o que há a fazer a seguir, porque há pessoas com muito mais responsabilidade na Protecção Civil dos cidadãos do nosso concelho», frisou.

Paulo Matos diz que o bombeiros de Castro Daire «têm tido uma sobrecarga enorme no que diz respeito a incêndios florestais», mas sublinhou que o combustível existente tem sido canalizado para «situações de emergência».
Fonte: TSF


in: http://bombeirosparasempre.blogspot.com/

terça-feira, março 29, 2011

Há quem diga por ai! 150

« "Se isto não mudar, vou ter de dispensar oito dos 23 tripulantes",
 disse ontem António Pinto, presidente da direcção dos bombeiros de Castro Daire.»


in:http://empregospt.blogs.sapo.pt/16844.html

sexta-feira, agosto 27, 2010

Helicóptero de fogos aterra em auto-estrada

«« Instituto de Aeronáutica investiga aterragem e descolagem de helicóptero da Protecção Civil na A24, sem trânsito cortado


O Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) abriu um inquérito para conhecer as circunstâncias que levaram um helicóptero de combate a fogos florestais, ao serviço da Protecção Civil, a aterrar e a descolar em plena A24, junto a Castro Daire, com trânsito nos dois sentidos. A manobra causou perplexidade a vários condutores, e um dos automobilistas apresentou uma queixa sobre a manobra, que especialistas consideram ter sido feita sem segurança.

O helicóptero, com o indicativo H22, "aterrou em plena A24, no sentido Viseu, na descida de Mamouros, em plena curva e sem que o trânsito estivesse cortado", contou um dos condutores que conseguiu "evitar a colisão com o heli a muito custo". A aterragem ocorreu a 30 de Julho, quando o heli largava uma brigada de combate a fogos constituída por militares do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro da GNR. O incêndio recebeu o registo 31511 da Protecção Civil e obrigou à repetição da aterragem "desta vez para levantar a brigada", contou outro condutor que terá apresentado queixa junto do INAC.

O presidente da Federação Portuguesa de Aeronáutica "compreende a manobra na tentativa de extinguir rapidamente o fogo", mas "repetir a operação para recolher a brigada, é abuso", condena José Martinho.

Ainda mais lapidar é o responsável pelo gabinete de segurança da Associação Portuguesa de Pilotos, para quem a operação "envolveu riscos e poderia ter provocado incidentes, sobretudo aos automobilistas, que numa auto- -estrada circulam em velocidade elevada".

O comandante Cruz Santos alerta que para a aterragem e descolagem "poder ser feita, a auto-estrada deveria ter sido cortada. Fazê-lo fora de uma situação de emergência é arriscado e viola a segurança."

A Protecção Civil assume desconhecer a situação, que "irá averiguar", garante o Comandante de Viseu, de quem depende o heli. César Fonseca lembra, contudo, que as aeronaves da Protecção Civil "respeitam as normas de segurança".

O DN pediu esclarecimentos ao INAC, que não foram prestados, mas fonte do instituto disse ao DN que a situação "está já a ser investigada".

No dia de ontem a Protecção Civil registou uma centena de incêndios, os mais graves em Montalegre, Valpaços e Benagano, no distrito de Vila Real. »»


quinta-feira, agosto 26, 2010

150.000 cabras-bombeiro vão andar a pastar em Portugal e Espanha. O projecto, de 50 milhões de euros, visa prevenir os incêndios e deverá criar mais de 500 empregos.

«« Chama-se projecto Self-Prevention, foi apresentado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Duero-Doro, e é um método de prevenção de incêndios florestais e de desenvolvimento rural sustentado.

A iniciativa prevê a introdução de 150.000 cabras nas zonas fronteiriças Portugal-Espanha, para que estes caprinos façam uma “limpeza” natural dos campos agrícolas abandonados, montes e trincheiras enquanto comem, explica a publicação “Más Salamanca”.

O projecto, que precisará de um investimento de cerca de 50 milhões de euros, pretende criar mais de 500 postos de trabalho, sublinha por seu lado o “El Mundo”.

Além dos empregos para criadores de gado e pastores que espera criar, a iniciativa do AECT Duero-Douro (que agrupa 63 localidades fronteiriças entre Portugal e Espanha) pretende construir 12 queijarias, 15 lojas de comercialização de cabrito e produtos lácteos transformados, dois matadouros, uma plataforma de de distribuição e transporte e uma instalação central de comercialização, refere o jornal espanhol.
Também se pretende explorar uma central de biomassa para a produção de energia eléctrica, através do uso da matéria orgânica destas localidades, e está igualmente em vista a criação de diversos recursos turísticos em torno da cabra.
O objectivo é alcançar uma facturação anual de 30 milhões de euros com a venda de leite e derivados, assim como dos cabritos que se vendam para carne.
O projecto foi apresentado na Guarda e conta com o compromisso do Governo português de apoiar 50% do financiamento necessário, afirmou o director-geral da AECT, José Luís Pascual, citado pelo “El Mundo”.

A zona de actuação do projecto estende-se por um território fronteiriço de 9.000 quilómetros quadrados e 125.000 habitantes. »»

in:http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=440593

segunda-feira, agosto 02, 2010

Agressões entre GNR e populares no combate a um incêndio (Cabril, Castro daire - noticia TVI)

video TVI aqui: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/castro-daire-tvi24-incendio/1181928-4071.html

GNR e populares envolveram-se em confrontos (Caril,Castro Daire - Noticia RTP)

video aqui: ttp://tv2.rtp.pt/noticias/index.php?t=GNR-e-populares-envolveram-se-em-confrontos.rtp&article=364733&visual=3&layout=20&tm=8

e aqui: http://tv2.rtp.pt/noticias/?t=GNR-e-populares-envolveram-se-em-confrontos.rtp&article=364733&visual=3&layout=20&tm=8&video_id=364775

GNR e populares à pancada (Cabril- Castro Daire, noticia JN)

"Cinco elementos do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) da GNR envolveram-se, ontem, em cenas de pugilato com populares de Tulha Nova, Castro Daire, após um desentendimento sobre prioridades no combate a um fogo que alastrava na aldeia."

in:  http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viseu&Concelho=Castro%20Daire&Option=Interior&content_id=1632212

quinta-feira, julho 08, 2010

Bombeiros falidos fecham extensão

00h30m
Teresa Cardoso

«« Os Bombeiros Voluntários de Castro Daire fecharam, ontem, a secção avançada de Parada de Ester. Na origem do impasse, que no fim-de-semana pode atingir o quartel-sede, estão 320 mil euros de dívidas acumuladas. E um imbróglio municipal por resolver.

A decisão da Câmara Municipal em não comparticipar os 130 mil euros investidos pelos bombeiros na construção de duas Unidades Locais de Formação (ULF) - uma das verbas mais vultosas do passivo de 320 mil euros que obrigou a fechar ontem a secção de Parada de Ester e ameaça paralisar a corporação, já este fim-de-semana, por falta de dinheiro para comprar combustíveis - está a deteriorar as relações com os bombeiros.

O presidente da corporação, António Pinto, garante que a comparticipação municipal foi prometido e protocolada com o anterior executivo liderado pela social-democrata Eulália Teixeira.

“A Câmara assumiu a construção das ULF que, na altura, ascendiam a mais de 80 mil euros. Fez o projecto, preparou os acessos e instalou a energia”, garante o dirigente, ao mesmo tempo que mostra um documento da Divisão de Obras, Planeamento e Ambiente da Câmara, datado de Setembro de 2009, onde esta propõe a execução da obra por ajuste directo.

Com as ULF em funcionamento, a corporação está a ser pressionada pelo empreiteiro para pagar. “Pedimos à Câmara para assumir o que foi prometido pela anterior presidente e passar uma nota de dívida para que pudéssemos levantar o dinheiro na banca. Não é isso que está a acontecer. Estão a dever-nos, inclusive, o subsídio anual de 75 mil euros. Com esta dívida e a de outras entidades, corremos o risco de fechar tudo”, alerta António Pinto.

O presidente da Câmara, Fernando Carneiro, nega a existência de dívidas para com os bombeiros de Castro Daire. ?Em 2009 transferimos um total de 139 mil euros, montante que inclui o subsídio de 75 mil euros (pago em três tranches), a equipa permanente de cinco homens totalmente assegurada por nós, seguros pessoais de todos os voluntários e outras despesas?.

Já este ano, lembra o autarca socialista, “aprovámos um subsídio de 75 mil euros e já pagamos duas tranches de 25 mil cada. Falta a terceira, que será liquidada logo que se possa, uma vez que não há prazo estabelecido. Onde está a dívida?”, questiona.

Sobre o alegado incumprimento da promessa de comparticipação das ULF, o autarca esclarece. “Quando fui contactado pelos bombeiros, interpelei a anterior presidente e actual vereadora, engª. Eulália Teixeira, que garantiu ter apenas prometido pagar o desaterro. Temos de acreditar nas pessoas”, diz Fernando Carneiro.
Preocupado com o fecho da secção de Parada, o autarca diz esperar que os corpos sociais dos bombeiros encontrem a solução.

in:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viseu&Concelho=Castro%20Daire&Option=Interior&content_id=1612865