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domingo, maio 11, 2014

Marisa Matias em Castro Daire.

""De Pé! Também em Viseu, Castro Daire e Cabril, De Pé contra este governo e esta Europa que nos oprime, De Pé, ao lado de todos os povos oprimidos por uma Europa democrática e solidária onde todos e todas possamos ter acesso aos mesmos direitos. Cabril é freguesia de castro Daire, a 32 km da sede do concelho, onde não existem transportes públicos, a população residente vive da agricultura, da pecuária e das remessas da emigração, a estrada de ligação à sede de concelho está em péssimo estado de conservação, o rio Paiva, que ali passa e poderia dar importante contributo a uma estratégia de desenvolvimento, está poluído por problemas de funcionamento de ETAR municipal e no último período censitário perdeu 200 pessoas. Esta terra será das mais afectadas pelo anunciado encerramento dos serviços públicos em Castro Daire (Finanças, Tribunal e CTT). 
São estas políticas de total abandono das populações do interior que também queremos combater com o voto no BE no próximo dia 25 de Maio.""
by: Maria Do Carmo Bica



quinta-feira, fevereiro 06, 2014

Tribunal de Castro Daire fica como secção de proximidade.

Não me parece que se possa dizer "que o Governo de Portugal assumiu manter o Tribunal de Castro Daire" porque o que ficará é pouco mais que uma secretaria, pois os julgamentos não serão em Castro Daire, apesar disso é já uma pequena vitória para os Castrenses.

Vitória essa que não se deve nem ao PSD Castro Daire, nem ao PS Castro Daire, nem ao CDS Castro Daire pois o não alarmismo é apenas uma desculpa para a sua inacção. Muito menos se deve à Câmara Municipal entidade que tem a maior responsabilidade de defender os serviços públicos no concelho, onde quer que seja e perante quem quer que seja!
Deve-se à luta dos advogados, dos funcionários do tribunal e dos Castrenses que tiveram a coragem de se manifestar, de fazer "o alarmismo" necessário para fazerem ouvir a sua voz!
Eis a actual proposta do governo para o mapa judiciário:





terça-feira, outubro 22, 2013

Castro Daire promete continuar a lutar para manter tribunal

MAPA JUDICIÁRIO

22 | 10 | 2013   14.52H

O presidente da Câmara de Castro Daire, Fernando Carneiro (PS), garantiu hoje que vai continuar a lutar para que o tribunal do seu concelho se mantenha aberto, considerando "uma canalhice" o que o Governo pretende fazer.
A última proposta do Ministério da Justiça para a Reforma Judiciária, a que a Lusa teve hoje acesso, mantém a extinção de quase meia centena de tribunais, entre eles os de Armamar, Castro Daire, Resende e Tabuaço, no distrito de Viseu.
No ano passado, Castro Daire foi o concelho do distrito de Viseu no qual mais se sentiram os protestos contra o encerramento do tribunal, com a realização de duas manifestações, promovidas pela Câmara e pela Ordem dos Advogados.

in:http://www.destak.pt/artigo/177121-castro-daire-promete-continuar-a-lutar-para-manter-tribunal

sábado, outubro 27, 2012

Vale mais tarde que nunca??

Acabei por ir à dita reunião sobre o encerramento do tribunal.
Afinal era uma reunião apenas para membros da câmara, assembleia municipal, presidentes de junta, presidentes de assembleia de freguesia. Dizem que foram enviados 69 convites. Estavam cerca de 20...
E a única coisa que saiu dali foi criar uma comissão de trabalho para preparar uma providencia cautelar...
E apesar de ir com intenção de não intervir, acabei por o fazer e falei das varias incoerências. De se ser manifestante um dia e ser contra manifestações passado uma semana, de se dizer que isto é processo politico e se convidarem só pessoas com responsabilidades politicas e não convidar os advogados, pessoas ligadas à justiça, as colectividades etc,E deixei outra questão no ar, se como eles (Carneiro e Amigos) acabavam de dizer "temos tudo a nosso favor", "todos os argumentos favoráveis", infraestruturas, geografia, nº de processos, nº de eleitores,grandes distancias, impossibilidade de deslocação a Lamego nos dias de neve, etc e o tribunal acaba por fechar, afinal em quem está a falha... ?

quarta-feira, outubro 17, 2012

Reforma judiciária extingue 49 tribunais


««A proposta final do Ministério da Justiça para a reforma judiciária retira da lista de encerramentos cinco tribunais, com a extinção de 49, contra os 54 inicialmente previstos.
O ministério de Paula Teixeira da Cruz decidiu manter os tribunais de Valpaços, Almodôvar, Nelas, Sátão e Vila Nova de Foz Côa, nos distritos de Vila Real, Beja, Viseu e Guarda, de acordo com a proposta de reorganização.
O novo documento, que está a ser distribuído aos municípios, aponta também para a criação de menos extensões dos que as 27 que constavam da proposta apresentada, em junho, prevendo-se agora a instalação de 23, que passam a denominar-se secções de proximidade.
Estas secções são locais de atendimento ao público, prestado por oficiais de justiça, com acesso integral ao sistema de informação do tribunal, que funcionarão nos antigos tribunais.
Segundo a proposta, estes serviços ficarão instalados nas localidades de Povoação e Nordeste (Açores), Mértola (Beja), Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro (Bragança), Penamacor (Castelo Branco) Mira, Pampilhosa da Serra e Soure (Coimbra), Arraiolos (Évora), Meda e Sabugal (Guarda), Alvaiázere e Ansião (Leiria), São Vicente (Madeira), Nisa (Portalegre), Alcanena (Santarém), Alcácer do Sal (Setúbal), Mondim de Basto (Vila Real) e São João da Pesqueira, Vouzela e Oliveira de Frades (Viseu).
A proposta final para a reorganização mantém a extinção dos tribunais de Sever do Vouga (Aveiro), Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães (Bragança), Oleiros (Castelo Branco), Penela (Coimbra), Portel (Évora), Monchique (Faro), Fornos de Algodres (Guarda), Bombarral (Leiria), Cadaval (Lisboa Norte), Avis e Castelo de Vide (Portalegre).
Na lista de encerramentos mantêm-se ainda Ferreira do Zêzere, Golegã e Mação (Santarém), Sines (Setúbal), Melgaço e Paredes de Coura (Viana do Castelo), Boticas, Mesão Frio, Murça e Sabrosa (Vila Real), Armamar, Castro Daire, Resende, Tabuaço (Viseu).
O Ministério da Justiça começou a enviar, na segunda-feira, aos municípios os projetos de lei com a proposta final da reforma do sistema judiciário, que contemplam a nova organização e funcionamento dos tribunais em todo o país.
O ministério de Paula Teixeira da Cruz solicita às câmaras municipais para que se pronunciem até 31 de outubro sobre dois documentos com algumas centenas de páginas, um relativo à proposta de Lei de Organização do Sistema Judiciário e outro sobre a proposta de Regime de Organização e Funcionamento dos Tribunais Judiciários.
Na nota enviada aos municípios é explicado que não foi "possível finalizar mais cedo os documentos" e que "o prazo está condicionado pela necessidade imperativa, decorrente do compromisso assumido com a 'troika', de fazer a entrega do projeto de Reforma Judiciária no parlamento, devidamente aprovado em Conselho de Ministros, até ao final do mês de Novembro".»»
Jornal de Notícias | 17-10-2012

sexta-feira, junho 29, 2012

O vácuo

Vasco Pulido Valente, Público 29/06/2012

O vácuo

"Levantada a pesada histeria do futebol, em que abafámos durante quinze dias, talvez se possa voltar a pensar neste pobre país, que nos deu a sardinha assada e o sr. Seguro. Para lá do défice, que, como toda a gente sabia, não se vai cumprir sem meia dúzia de apertões complementares, fica ainda um sarilho que se julgou temporário, mas continua a crescer, com sintomas cada vez mais graves, e que não parece interessar os curiosos peritos da nossa praça: o Presidente da República. No último domingo, o Presidente da República foi apupado em Guimarães, "capital europeia da cultura" (uma extravagância que sobreviveu ao presente desastre), e em Castro Daire, uma vila remota que não se costuma distinguir nos tumultos da Pátria, e que desta vez também resolveu molhar a sopa.
Em Guimarães, o bom povo (com alguns camaradas do PC à mistura) chamou "gatuno" ao Prof. Cavaco, alegadamente por causa da promulgação do Código de Trabalho: um acto de uma certa, embora pouca, racionalidade. Em Castro Daire, dezenas de pessoas (não deve haver muito mais) queriam protestar contra o encerramento do tribunal e as portagens da auto-estrada (a A24) que liga Viseu a Chaves: um puro disparate constitucional. Do alto da sua enormíssima importância, Cavaco não comentou. Disse meia dúzia de banalidades sobre o "grande sucesso" de Guimarães e voltou, suponho que depressa, para Lisboa. Mas se naquela cabeça existe um resto de bom senso, com certeza que pensou com inquietação na fragilidade dele e do regime.

O que as cenas de Castro Daire e de Guimarães demonstram, para lá de qualquer dúvida, é que o Presidente deixou de ser visto como um árbitro da cena política portuguesa e passou a ser visto como um cúmplice. Quer queira, quer não queira, Cavaco perdeu a autoridade, tradicionalmente associada a Belém. O país percebeu o silêncio culpado sobre Sócrates, que ele julgou necessário para ser reeleito; e percebeu a seguir a razão dos discursos que fizeram e apoiaram a coligação da direita. Principalmente, ninguém lhe desculpou, ou desculpará, a fita inominável sobre a "pensão de reforma" ou, por mais que ele se explique, a água turva do BPN e o Algarve. Da antiga confiança com que o eleitorado inexplicavelmente o favorecia, não sobra nada. Ao primeiro problema sério, o regime e os portugueses descobrirão para seu desgosto e surpresa que Belém é um vácuo."

in:http://www.publico.pt/

quinta-feira, junho 28, 2012

Em que ficamos?


Domingo, 24-6-12,
"Carneirinho manso" em Castro Daire



Quinta, 28-6-12,
"Carneiro, o manifestante" em Lisboa





terça-feira, junho 26, 2012

Há quem diga por ai! 289

(Popular) _"Ó sr presidente querem-nos fechar o tribunal!"
(Cavaco) _"Vamos esperar..."
(Carneiro) _"Vamos esperar, vamos esperar!"
(Popular)_ "Veja lá isso doutor."

segunda-feira, junho 25, 2012

Cavaquistão (Castro Daire) apresenta factura do betão ao senhor Aníbal

O excesso de longevidade política tem destas coisas. Dá para ver anos depois, ao vivo, o preço das ilusões que vendemos. Castro Daire, um pedaço do Cavaquistão de Viseu,  epicentro das maiorias absolutas de Cavaco Silva em 1987 e 1991, onde em 2006 e 2011 Cavaco teve percentagens superiores a 70% de votos como candidato presidencial assobiou o seu herói. Não quer que o tribunal de Castro Daire seja extinto, tal como está previsto na proposta do novo mapa judiciário.
Castro Daire é um excelente protótipo do concelho gastador em obras públicas. É pobre, tem pouca indústria e poucas empresas produtivas O sector mais importante é a construção civil, que vive praticamente das obras que o município adjudica, biblioteca, auditório, piscinas, complexo desportivo, requalificação de ruas, repavimento de estradas etc, etc, Em 2009, o PS ganhou a Câmara Municipal, com este modelo de desenvolvimento na boca. Perde população desde há anos mas continua a construir. Ontem, Cavaco Silva foi inaugurar o Parque Urbano, uma obra que custou quase 1 milhão de euros (no entanto, financiada a 85% pelo FEDER)
É difícil explicar a Castro Daire, e a outros tantos concelhos portugueses que viveram sempre deste modelo de desenvolvimento do cimento, que devem cortar com ele. Cavaco colhe hoje os ventos que semeou. O seu grande legado como primeiro-ministro são, no tempo das vacas gordas, as obras públicas, as auto-estradas, os viadutos, o CCB. Nunca apostou no mar, nunca bateu o pé ao desmantelamento das pescas, da marinha mercante, dos portos, da agricultura. 
É ele o grande responsável por esta ilusão de vida no betão que alastrou da administração central para as autarquias precisamente no tempo do cavaquismo. Sob a capa do pretenso reformador e do tecnocrata rigoroso, Cavaco criou um país inviável.   
Tem a agravante de nunca ter emendado a mão. Em 2000, lançou-se ao monstro da despesa pública de Guterres como  mera guerrilha política, sem dizer no concreto onde se devia cortar, no Estado, nas autarquias, nas obras públicas, sem indicar soluções visionárias aos muitos Castro Daire, um novo modelo judicial, extinção de tribunais, um novo modelo administrativo, com extinção de autarquias, modelos assentes na produção e não no betão, o fim das coutadas políticas, num arco de poder local que abrangeu todos os partidos, inclusivé  o PCP, o fim das contratações em massa nos municípios, as contratações políticas e as contratações para abafar o desemprego no concelho à custa de mais dinheiros públicos.  
A partir de 2007 lançou-se noutra guerrilha a Sócrates, com a necessidade de falar verdade, também sem enunciar soluções concretas. Ele que nunca teve a coragem de falar preto no branco aos portugueses das questões difíceis, das que ninguém gosta de ouvir.... falou da verdade. Com ela  acabou por nos enganar. Hoje continua o mesmo. A troika pede ao governo para extinguir metade das autarquias, porque sabe bem de onde vem parte do despesismo, mas Cavaco  mete a cabeça na areia. Tem medo de dizer o que o povo não quer ouvir. do choque, do divórcio com os portugueses por lhes falar verdade. No fundo, nunca soube governar em tempos difíceis, que é onde se vêem os verdadeiros governantes...                         

Há quem diga por ai! 288

"Vamos de Cavalo para burro!"

Por entre apupos e aplausos, Cavaco Silva garantiu empenho contra a crise


O Presidente da República foi hoje recebido  por entre aplausos e apupos de dezenas de pessoas que o aguardavam em Castro  Daire para inaugurar o novo Parque Urbano da vila, que custou 833 mil euros.








Na chegada de Cavaco Silva ao recinto prestes a ser inaugurado, dezenas  de manifestantes apuparam o Chefe de Estado dos dois lados do Parque Urbano,  enquanto os aplausos chegaram dos populares concentrados no interior do  novo espaço urbano de Castro Daire, onde funcionará a feira quinzenal do  concelho.
Contra o encerramento dos serviços no concelho, com cartazes a exigir  que seja impedido o encerramento do tribunal, um dos nove previstos para  encerrar no distrito de Viseu, estavam, de um lado do recinto, cerca de  meia centena de pessoas, e contra as portagens, e o encerramento dos serviços  de saúde e também do tribunal, outras tantas. 
No meio dos cidadãos que protestavam estava um burro com um cartaz no  dorso que dizia "vamos andar de cavalo para burro". 
Assim que Cavaco Silva desceu da viatura que o transportou de Guimarães,  onde esteve hoje de manhã, dezenas de populares aproveitaram os assobios  e os apupos para se intrometerem no "barulho" com aplausos ao Presidente  da República.  
Já no palco, de onde discursou para várias centenas de pessoas, e depois  de ouvir um coro de crianças cantar como é "fácil amar" Castro Daire, e  de onde ouviu o presidente da autarquia, o socialista Fernando Carneiro,  a reafirmar a sua "firme oposição" ao fecho do tribunal e o consequente  êxodo populacional do concelho, Cavaco Silva fez questão de recordar que  as dificuldades próprias de uma crise não podem ser "para sempre". 
"Os desequilíbrios financeiros que um país enfrenta, são, por natureza,  limitados no tempo e as medidas mais gravosas para enfrentar esses desequilíbrios,  são, por definição, temporários", disse Cavaco Silva às centenas de pessoas  que o ouviam no espaço e aos que protestavam nas imediações.  
E disse ainda: "Conseguindo vencer as dificuldades que enfrentamos hoje,  perante as instituições internacionais, recuperando a nossa independência  financeira em relação ao exterior, nós queremos todos reencontrar uma trajetória  de aproximação ao desenvolvimento económico e social da Europa de que fazemos  parte". O povo gostou. 
E gostou também, demonstrando-o com aplausos, de ouvir Cavaco dizer  que nesse esforço estará todo o seu empenho, toda a sua ambição, e não tendo  a mínima dúvida que as gentes de Castro Daire o acompanham "nesse empenho  e nessa ambição". 
"Aí estará todo o meu empenho, toda a minha ambição, e não tenho a mínima  dúvida que as gentes de Castro Daire me acompanham nesse empenho e nessa  ambição", prometeu. 
Cavaco Silva esteve cerca de uma hora em Castro Daire, onde falou com  vários populares, ignorando os protestos, e onde inaugurou o novo recinto  urbano da terra, que custou 833 mil euros, 85 por cento dos quais financiados  pelo FEDER. 
Lusa

sábado, junho 23, 2012

Pede-se justiça!

O concelho de Castro Daire deparou-se com mais um encerramento, desta vez o tribunal, e finalmente os Castrenses  começam a perceber o que tem estado em causa quando se fecha um serviço publico.
Houve quem se movimenta-se para que desta vez se lute pela defesa deste serviço, bem ou mal, têm sido capazes de mostrar o desagrado do concelho.
Têm também surgido criticas a quem se movimenta, ao PS Castro Daire, ao PSD  Castro Daire, aos advogados, ao presidente da câmara, ao governo, á ministra, ao bastonário dos advogados, etc
No entanto mais importante do que atribuir culpas pelo encerramento é contribuir para lutar contra esse encerramento, mais importante do que atacar os advogados é juntar esforços dos que se servem da justiça com os de quem serve a justiça, mais importante do que atacar a câmara ou o seu presidente por não actuar em conformidade, ou  de não saber liderar é juntar os esforços de todos os lideres políticos concelhios para fazer valer juntos dos nacionais os argumentos que podem salvar o tribunal do encerramento...

Certamente todos estão contra o fim deste serviço que causará graves dificuldades á já de si, fortemente atacada, população deste concelho .

Assim acho que mais importante do que atribuir culpas do passado a x partido ou a y líder, o mais importante e defender o futuro dos interesses dos Castrenses, seja no acesso á justiça ou outro serviço que na sua falta ponha em causa o bem estar dos Castrenses.

Propoe-se  assim a comparência de todos os Castrenses amanha na manifestação em Castro Daire contra o encerramento do tribunal!

sexta-feira, junho 22, 2012

Autarca de Castro Daire vai alertar Cavaco Silva para “injustiça” de fechar o tribunal


"O presidente da Câmara de Castro Daire vai “procurar sensibilizar” o Presidente da República, durante a sua visita ao concelho, agendada para o próximo domingo, para a “injustiça” que será o encerramento do tribunal local.

O fecho do tribunal é um dos pontos que o autarca de Castro Daire, Fernando Carneiro, vai destacar na intervenção que fará perante Cavaco Silva, que inaugurará o Parque Urbano da vila.
As dificuldades que as populações vão passar a ter para acederem à justiça, com “aumento de custos, dificuldades de chegar a Lamego (tribunal a que ficará ligado Castro Daire) em transportes públicos que não correspondem às necessidades” ou, ainda, o “esvaziamento do concelho”, são alguns dos argumentos que Fernando Carneiro vai inserir no seu discurso para sensibilizar Cavaco Silva."

segunda-feira, junho 18, 2012

Presidente da câmara de Castro Daire ameaça com cortes na A24 se tribunal for encerrado

""O presidente da câmara de Castro Daire ameaçou hoje mobilizar a população do concelho para cortar a auto-estrada (A24) se o Governo mantiver o tribunal judicial na lista dos encerramentos previstos na reforma do mapa judiciário.
Fernando Carneiro, perante cerca de uma centena de pessoas concentradas em frente ao Tribunal Judicial de Castro Daire, defendeu que «avançar para formas mais radicais» é a «única alternativa que resta» para defender os interesses do concelho.
«Vamos deixar o jardim (onde já tiveram lugar duas concentrações contra o encerramento do tribunal) e avançar para a A24, para que nos oiçam em Lisboa. Vamos fazer força com a razão da nossa força», avisou o autarca eleito pelo PS.
Questionado pela Lusa sobre o calendário desta «nova etapa na luta» contra o fecho do tribunal de Castro Daire, Fernando Carneiro afirmou que, se até ao mês de Setembro, o processo de encerramento não for revogado, «a população vai parar a auto-estrada».
Fernando Carneiro acusou o Ministério da Justiça de ter feito «uma opção política» perante a falta em Castro Daire dos requisitos anunciados para que tenha lugar o encerramento, como sejam o número de processos, «que ultrapassa os 400, quando o Governo falava em menos de 250».
O autarca admite que a população do concelho está a diminuir, o que é um dos argumentos para o fecho, cerca de nove por cento, segundo os últimos censos, de 2010, mas disse, perante os populares que ocorreram à concentração, que «não se pode entender que o combate à desertificação do interior seja uma prioridade para depois se contribuir para que essa desertificação seja ainda mais acelerada».
«O que vai ser da nossa vila, sem os serviços da segurança social, sem as finanças e sem o tribunal», questionou Fernando Carneiro.
O autarca de Castro Daire prometeu ainda «falar com o Presidente da República» sobre este assunto, quando Cavaco Silva visitar o concelho, no próximo dia 24 de Junho.
«Estou nesta luta, que vai continuar, porque eu não quero assistir ao enterro do meu concelho», declarou o autarca socialista, que defendeu que «as palavras meigas» já não chegam: «De palavras mansas e meigas está o mundo cheio. Vamos ter de passar para outro patamar nesta luta.
Fernando Carneiro teceu ainda duras críticas à ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, sublinhando, repetidamente, que «não foi eleita, foi nomeada», como forma de enfatizar que a condição de eleito local lhe confere «a responsabilidade de tudo fazer para impedir a destruição do concelho» de Castro Daire.
Também presente na concentração, João Sevivas, da Ordem dos Advogados, incidiu o seu violento discurso contra o fecho do tribunal, na forma como esta decisão vai contribuir para o «isolamento do concelho» e para que «as pessoas abandonem a sua terra».""

Lusa/SOL

in:http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=52241

sexta-feira, junho 15, 2012

Manifestação em Castro Daire contra extinção do tribunal


Câmara de Castro Daire promove na segunda-feira, 18 de junho, umamanifestação contra a proposta de extinção do tribunal judicial local, alegando que se baseia em pressupostos errados.
“Numa reunião no Ministério da Justiça, tive oportunidade de dizer que, dos três pilares em que se baseou o estudo, só acertaram num, o de a população ter diminuído. Na distância e no número de processos erraram”, justificou o presidente da autarquia, Fernando Carneiro.
O autarca considerou que o encerramento do Tribunal de Castro Daire seria “um desastre” e aconselhou o Ministério da Justiça “a encomendar outro estudo, porque aquele que existe foi feito sobre o joelho e sem conhecimento do país real”.
A manifestação está marcada para as 18:00, no jardim municipal.
(Texto: Agência Lusa)