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domingo, janeiro 11, 2015

Ponte romana submersa no Paiva?

by  on  in Arouca,



As bravas e profundas águas do Rio Paiva podem esconder um importante tesouro arqueológico, que vários pesquisadores têm vindo a investigar.
A revista “Humanitas” editada pelo Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, publicou no seu volume LXVI (2014) um artigo de Nair de Nazaré Castro Soares, onde é abordada a questão da existência de uma ponte romana submersa no Rio Paiva, que serviria de travessia no percurso entre Lamego e as cidades do litoral, na região de Alvarenga – Arouca.
O artigo faz referência à descoberta de grandes blocos de granito, submersos a sete metros de profundidade, em Janarde (Arouca), ligados por vestígios de metal encastrado, que se supõe serem as fundações de uma ponte que ligava os lugares de Louredo e Janarde. A descoberta foi feita ocasionalmente pelo Dr. Hélio Mário de Castro Pereira através da realização de prática desportiva de “mergulho de apneia”.
O facto da existência de referências históricas a vias romanas que cruzavam a região, e a inexistência de granito naquela zona, fazem com que alguns investigadores não tenham dúvidas que os vestígios encontrados são as ruinas da antiga ponte romana sobre o Rio Paiva, facto que terá que ser avaliado e confirmado pela realização de estudos de pormenor.
Fonte: Soares, Nair de Nazaré Castro, “Achado arqueológico: ponte submersa no rio Paiva em Alvarenenga”. Imprensa da Universidade de Coimbra, 2014.
janarde arouca rio paiva
Janarde (Arouca) – Imagem “Google Earth” 2013
in:http://www.riopaiva.org/noticias/ponte-romana-submersa-no-paiva/

domingo, abril 27, 2014

Cagaram na nossa Paiva!

Hoje, 27-4-14, voltaram  "cagar" para o rio Paiva. É certo que não tem sido habitual nos últimos tempos.
Mas hoje voltaram a ocorrer os erros do passado, choveu ligeiramente ontem, e hoje de manhã, na zona de Cabril, durante duas ou três horas o rio teve a cor verde característica de descargas, e de tarde voltou à sua cor natural de águas límpidas e cristalinas.
Sabendo eu que decorreu nestes dias o PAIVAFEST, um acontecimento ímpar de promoção do Paiva e de toda uma região, muitas vezes esquecida, e que arrastou milhares de pessoas adeptas da natureza e do desporto, questiono-me sobre o que terão ficado a pensar do nosso rio.

Onde estão as autoridades responsáveis por fiscalizar estes verdadeiros atentados?

Para que serve realizarem-se acontecimentos como o Paivafest, construírem-se praias fluviais (300 mil euros) ou promoverem-se projectos de reposição de exemplares de mexilhão de rio etc, etc ... para depois deixarem acontecer descargas destas?

Para que serve uma praia fluvial se o rio estiver poluído?

Para que serve um rio excepcional para a prática de desportos de aventura se estiver poluído?


Para que serve uma câmara municipal responsável por poluir o rio?


 
 
 
 
 
 

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Há terras e SOCIALISTAS assim...

MUNICÍPIO DE AROUCA APRESENTA A MENOR DÍVIDA DA AMP


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Na sequência da aprovação do seu orçamento para 2014, a Câmara Municipal do Porto fez publicar uma notícia que atribuía àquela autarquia o mais baixo valor de dívida da Área Metropolitana do Porto e um dos mais baixos do país. Sucede que, seguindo o mesmo cálculo, chegamos a valores que nos indicam que o município de Arouca apresenta, comparativamente, valores de dívida inferiores aos do Porto.
Em nota publicada no site da Câmara Municipal, afirma o seu presidente, Dr. Rui Moreira, que «com estas contas, a Câmara Municipal do Porto terá um serviço da dívida (pagamento de juros e amortização de capital) de apenas 8,0% do total, o mais baixo da Área Metropolitana do Porto e um dos mais baixos do País».

Ora, no orçamento do Porto (que apresenta um valor global de 184.500.000€), os juros e amortizações (14.405.541,00€) têm um peso de cerca de 8% (mais precisamente 7,81%). Já no orçamento de Arouca (19.396.700€), os mesmos juros e amortizações (677.100€) têm apenas um peso de 3,49%. Assim sendo, verificamos um diferencial de 123,7%, apresentando Arouca o serviço de dívida mais baixo da Área Metropolitana e um dos mais baixos do País. Acresce ainda, para melhor se perceber a solidez estrutural das contas do município de Arouca, que a dívida de médio e longo prazos apenas compromete cerca 25% da sua capacidade máxima legal, e que os ativos financeiros à ordem e aplicados a prazo são superiores ao passivo bancário.

«Quase poderíamos dizer que a expressão idiomática devia passar a ser ‘contas à moda de Arouca’, e não à moda da Câmara Municipal do Porto. Não está em causa a consideração e a estima pessoal pelo presidente Rui Rio (verdadeiro responsável pelas atuais contas do Porto), assim como pelo atual presidente, Dr. Rui Moreira. Importa é frisar que Arouca pertence à Área Metropolitana do Porto, e, na comparação das contas, os nossos números são 123,7% melhores que os da Câmara do Porto. Além disso, podemos orgulhar-nos de, há vários anos, figurarmos nos primeiros lugares entre os municípios com melhor desempenho financeiro, no Anuário autárquico que tem sido publicado», afirmou José Artur Neves, presidente da Câmara Municipal de Arouca.

sexta-feira, novembro 29, 2013

Entrevista do Presidente de Junta de Alvarenga, Luís Filipe Teles

POLÍTICA LOCAL
 
«Passamos um capítulo na história»
 
Luis Filipe Teles
ENTREVISTA | Luis Filipe Teles destronou Edgar Soares na Junta de Freguesia de Alvarenga
 

No dia 29 de Setembro a freguesia de Alvarenga assistiu à passagem geracional do poder.
Depois de vários mandatos à frente da Junta, o carismático Edgar Soares viu os alvarenguenses entregar o poder ao jovem socialista Luís Filipe Teles.
Este gestor de 33 anos, casado, foi uma aposta de Artur Neves para reconquistar a freguesia para o PS.
A vitória por maioria absoluta acabou por ser uma das surpresas da noite eleitoral.
Com um discurso estruturado e com objectivos bem definidos para o futuro de Alvarenga, Luís Filipe Teles pode vir a tornar-se uma surpresa na nova geração de autarcas arouquenses.
O futuro o dirá!
Qual foi a chave do sucesso para destronar o "dinossauro" do poder local arouquense, Edgar Soares?
Eu diria que a chave do sucesso foi a humildade com que nos apresentamos às eleições. Depois a equipa competente que apresentamos, pessoas de trabalho e populares na freguesia. Construímos um grupo que abrangesse toda a freguesia de Alvarenga, para que as pessoas sentissem que ia haver uma proximidade com os eleitos. Ter um bom programa também foi fundamental e saber passar a mensagem. Julgo que todas estes factores foram importantes para o sucesso eleitoral que tivemos no dia 29 de Setembro.
Acreditou que seria possível vencer com maioria absoluta?
Pensei sempre que seria possível vencer as eleições. Acreditei que ia vencer, agora se seria com maioria absoluta ou não, isso já era mais difícil. Quando terminamos a campanha eleitoral - para ser totalmente sincero - admito que tinha uma forte esperança que poderia ganhar e atingir a maioria absoluta.
Com a sua chegada ao poder há uma mudança geracional na liderança da JF Alvarenga. Acha que esse factor teve algum peso junto dos eleitores?
Julgo que sim. A mudança geracional que acabou por acontecer em Alvarenga teve algum peso na hora do voto dos alvarenguenses. Passamos um capítulo na história, essa aliás, foi uma das razões porque me dispus a candidatar. Senti que era necessário dar um salto, passar o testemunho a outra geração com novas ideias e novos rostos. O Edgar Soares fez muito pela freguesia e ainda vai continuar a fazer bastante, disso tenho a certeza pois ele é um grande alvarenguense.
O apoio de Artur Neves foi importante?
Sem dúvida, o seu apoio foi decisivo para o sucesso da nossa candidatura. Artur Neves será fundamental para desenvolvermos o projecto que idealizamos para a freguesia para os próximos quatro anos.
Foi acusado de fazer uma campanha eleitoral excessiva e cara. Como reage a essas acusações?
Não considero que a minha campanha tenha sido excessiva ou cara. Foi sim, uma campanha muito bem feita com um objectivo claro de transmitir a nossa mensagem, aquilo que pretendemos para o futuro de Alvarenga. Como não estávamos no poder tivemos que nos aplicar mais para convencer o eleitorado dos nossos propósitos, mostrar mais e ir mais longe, e foi isso que procuramos fazer durante a campanha eleitoral. Fizemos uma campanha criativa, sem ser muito dispendiosa.
Como é que encontrou a JF Alvarenga em termos financeiros?
Antes de mais gostaria de realçar a atitude dos funcionários da JF na transição do executivo, foram muito importantes em todo o processo. Relativamente à situação financeira, a JF está estável, as coisas estão bastante organizadas. Não encontrei até ao momento grandes dores de cabeça, o que é bastante positivo até para o projecto que pretendemos realizar para Alvarenga.
Quais são as principais apostas para o mandato que agora se inicia?
As nossas principais preocupações vão estar centradas no domínio social, atendendo à grave situação económica e social que o país atravessa. Vamos tentar acompanhar as pessoas mais de perto, procurar saber quais as suas dificuldades e tentar dentro das nossa possibilidades ajudá-las. Pretendemos também desenvolver o potencial turístico e da raça arouquesa que a nossa freguesia possui. Iremos procurar rentabilizar ainda mais essas duas áreas estratégicas, assim como a agricultura moderna, que poderão ajudar a alavancar a economia local e criar novos postos de trabalho, levando à fixação de jovens. Todo este trabalho que pretendemos realizar terá de ser sempre em parceria com a Câmara Municipal e englobado numa estratégia concelhia.
O que podem as colectividades da freguesia esperar do novo elenco Junta?
Toda a colaboração, pois as diversas associações da freguesia são muito importantes para Alvarenga e prestigiam muito o nome da nossa freguesia pelo excelente trabalho que realizam nas diversas áreas de intervenção. Dentro das nossas possibilidades económicas apoiaremos todas as colectividade da freguesia com todo o entusiasmo que elas merecem.
O que espera da Câmara Municipal?
Não espero tudo, mas espero que haja sobretudo colaboração e compreensão entre a JF e a CMA, para que possamos levar a bom porto o nosso projecto. Tem que haver um trabalho em conjunto entre as duas entidades, é crucial existir sintonia entre as autarquias, não podemos funcionar como uma ilha isolada no concelho de Arouca.
Que estilo autarca vai ser Luís Filipe Teles?
O meu estilo já está definido há muitos anos... Os alvarenguenses poderão esperar de mim respeito por
todos os cidadãos, disponibilidade total para aos atender a qualquer momento. Podem esperar ainda trabalho e entrega à freguesia. Amo Alvarenga, amo o nosso concelho e tudo farei para desenvolver ainda mais a minha freguesia.
A freguesia de Alvarenga é conhecida pela sua gastronomia de excelência. O que pensa fazer nesta área?
Nós temos uma coisa que é muito rara que é a raça arouquesa, uma carne de excelência. O que é preciso fazer, e isso está no meu programa eleitoral, é a criação do Museu da Raça Arouquesa. Pretendemos com esse espaço despertar a curiosidade e o marketing do "arouquês". A raça arouquesa pode e deve ser colocada numa fasquia alta porque tem um potencial muito grande. Pode ser uma das portas de saída da crise no nosso concelho.
Como pretende fixar jovens na freguesia que está a ficar envelhecida?
É fundamental criarmos alguma actividade empresarial ligada à pecuária e à agricultura. Depois temos de ter uma escola condigna, um médico, que não temos, e por fim proporcionar boas condições de lazer às pessoas para que tenham qualidade de vida em Alvarenga. Estas são as condições que pretendemos reunir para tentar a fixação de jovens casais na freguesia. Sabemos que é uma tarefa difícil, mas nós gostamos de desafios e estamos aqui para os enfrentar. JCS

in:http://www.rodaviva.pt/?action=noticias&id=2189&seccaoid=2

segunda-feira, setembro 10, 2012

Assembleia de Freguesia de Cabril - reunião 8-9-12


No ultimo Sábado,  08-09-12, em reunião da Assembleia de Freguesia de Cabril foi dado a conhecer pelo presidente da junta à assembleia de freguesia o andamento do processo de agregação de freguesias no concelho de Castro Daire.

E ficou previsto o seguinte: 

- O primeiro objectivo é manter a freguesia com tal e no mesmo concelho;
- Pressionar a comissão técnica assim como assembleia/câmara municipal de Castro Daire para a não agregação;
- Em ultimo caso, tendo de haver agregação, a assembleia mantém a opção por Alvarenga;
- Estabelecer comunicação com Alvarenga e Arouca para garantir um memorando de entendimento sobre um pacote de serviços a disponibilizar aos Cabrilenses, tais como, transportes públicos de Arouca até Cabril, escola, transportes escolares, serviços de saúde, bombeiros, lar de idosos, apoio técnico por parte dos funcionários da junta/câmara para ajudar nas transferências de documentação, etc...
- Convocar nova reunião da assembleia, estendida a todos os eleitores de Cabril para ouvir a população e dar o parecer final.

Foram ainda apresentados, pelo presidente da Junta, os ofícios trocados entre a junta de freguesia e a Estradas de Portugal sobre as placas de sinalização na EN 225.




quarta-feira, junho 01, 2011

EN225: Utentes apelam a boicote às eleições

A Comissão de Utentes da Estrada Nacional (EN) 225 está a apelar à população de duas freguesias do concelho de Castro Daire para não votar nas próximas eleições legislativas, em sinal de protesto pelo mau estado do troço.


O porta-voz da Comissão de Utentes da EN 225, Fernando Silva, explicou à agência Lusa que foi feito um apelo aos habitantes das freguesias de Cabril e Parada Ester, concelho de Castro Daire, no sentido de não irem votar no próximo domingo.

"Estamos a apelar à população para não votar nas próximas legislativas. Esta foi a forma encontrada para demonstrar o nosso desagrado pelo mau estado em que se encontra a EN 225", explicou.

A Comissão de Utentes da Estrada Nacional 225 pretende que sejam feitas obras de beneficiação em 70 quilómetros desta via, entre Castelo de Paiva e Castro Daire.

Fernando Silva refere que a estrada em causa foi concebida há cerca de 50 anos, tendo sido traçada com muitos erros que devem ser corrigidos.

"Foi feita com imensas curvas, que hoje são muito fáceis de tirar. O piso está em péssimas condições e também deve ser melhorado", acrescenta.

O porta-voz da Comissão de Utentes sublinha que se trata de uma via "da qual depende diariamente crianças para irem para a escola e pessoas que seguem para os seus trabalhos em Castro Daire".

De acordo com o porta-voz da comissão, "o actual presidente da Câmara de Castro Daire tem tentado solucionar o problema", no entanto, "nada pode fazer pois as obras têm de ser nacionais".

in:http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/en225-utentes-apelam-a-boicote-as-eleicoes

segunda-feira, maio 23, 2011

Boicote ás eleições legislativas de 5 de Junho

Motivo, o estado degradado da estrada Nacional N. 225.

Viemos por este meio informar todos os habitantes do vale do Paiva nomeadamente das freguesias de pinheiro, Ester, Parada e Cabril ( Concelho de Castro Daire) Alvarenga e Vila Viçosa ( Concelho de Arouca) Nespereira ( Concelho de Cinfães) e Travanca ( concelho de Castelo de Paiva) de que foi criada uma comissão de utentes, para a estrada 225 ( estrada Vale do Paiva) com ligação Castro Daire – Castelo de Paiva, com a finalidade de reclamar o mau estado desta via. Os sucessivos Governos deste País têm se esquecido de nós e deixam-nos ao abandono, não temos os mesmos direitos que outros cidadãos do País. Quando há eleições pedem o nosso voto e até prometem muito…Mas nós até nem pedimos uma via rápida nem muito menos uma Auto- Estrada, pedimos apenas que procedam a algumas obras de melhoramento para esta via, cortando algumas curvas, uma pequena ponte em Eiriz que encurta bastante a distancia e elimina um troço muito estreito, um tapete de alcatrão e valetas em betão.
Como até hoje nada foi feito e as nossas reivindicações não foram atendidas, pedimos a toda a gente destas freguesias que não votem no dia 5 de Junho, fazendo valer os seu direitos e usando a única arma que temos, que é o nosso voto.


Queremos todo o Vale do Paiva unido, lutando pelos seus direitos.


A comissão de utentes.

segunda-feira, abril 04, 2011

O sucesso aqui bem perto! 05 - Fernando Teles homenageado pela Câmara Municipal

Medalha de mérito municipal será concedida no dia 2 de Maio, feriado municipal, no salão nobre do município.
Por proposta do presidente Artur Neves, a autarquia decidiu, por unanimidade, na reunião de 21 de Dezembro, atribuir a Fernando Teles a medalha de mérito municipal (grau ouro). Esta menção será concedida no dia 2 de Maio, feriado municipal, no salão nobre do município.

Excerto da fundamentação:

"Fernando Leonídio Mendes Teles, 58 anos, casado, natural de Alvarenga, é licenciado em Organização e Gestão de Empresas. Emigrou para Angola com 14 anos (1966), onde foi admitido, nesse mesmo ano, no sector bancário (antigo Banco de Crédito Comercial e Industrial), tendo portanto 44 anos de experiência bancária.
Ingressou nos quadros do antigo Banco de Fomento Exterior (BFE) tendo sido director.
Como responsável máximo do BFE em Luanda, criou o banco a partir do zero, levando-o em poucos anos à primeira posição do ranking dos bancos privados de Angola.
Transformou o BFE em banco de direito angolano em 2002, com o nome de Banco de Fomento de Angola (BFA), do qual continuou a ser o responsável máximo, como administrador residente. Em 2005 o deixou o BFA para fundar, de raiz, o seu próprio banco.
Assim surgiu em 2005 o Banco BIC, (...) onde Fernando Teles assumiu desde a primeira hora o cargo de Presidente do Conselho de Administração e de Presidente da Comissão Executiva, transformou-se, em cinco anos, num dos maiores bancos de Angola. Em 2008 fundou o Banco BIC Português, do qual é, também, o Presidente do Conselho de Administração.
A instalação de uma agência do Banco BIC em Alvarenga é característica da forma e actuação de Fernando Teles - levar a banca a lugares que outros não consideram rentáveis - estimulando o desenvolvimento das terras e a inventiva das gentes.
Desde há alguns anos, Fernando Teles assumiu uma posição de relevo na actividade agrícola e pecuária de Angola, possuindo hoje quatro grandes fazendas agrícolas, onde tem já mais de 2000 cabeças de gado.
Destaca-se do seu carácter, o seu indomável espírito de iniciativa, a sua capacidade técnica e de liderança, a permanente prontidão para ouvir e atender qualquer pessoa independentemente da posição económica ou social do seu interlocutor e a sua imensa generosidade.
A abertura de um banco em Alvarenga, só possível pela iniciativa e capacidade empreendedora de um filho de Arouca e de Alvarenga em particular, traduz, finalmente, o princípio do desenvolvimento das centralidades associadas ao eixo Alvarenga-Arouca-Escariz previstas no Plano de Desenvolvimento Estratégico do Concelho.
Depois de na última década se terem imprimido múltiplos investimentos de carácter público e privado nas centralidades de Arouca e Escariz, com o sucesso hoje bem conhecido, era notória a dificuldade em gerar dinâmicas de progresso na centralidade de Alvarenga, apesar dos múltiplos investimentos públicos realizados nesta freguesia.
Agora, com a abertura do banco BIC, mais o importante investimento no equipamento social de elevada qualidade, da responsabilidade da Casa do Povo de Alvarenga e só possível pelo apoio de muitos mecenas altruístas, incluindo-se Fernando Teles como um dos mais generosos, entre outros investimentos que Fernando Teles tem já planeado ou em desenvolvimento para a freguesia, abre-se uma nova esperança para Alvarenga e fazem desta personalidade um cidadão de reconhecidos e honrosos méritos para o município de Arouca".

in: http://www.rodaviva.pt/?action=noticias&id=894&seccaoid=1

quarta-feira, março 30, 2011

Portugal a Pé - Na «serra mais esquecida de Portugal»

Se Montemuro foi sempre a «serra mais esquecida de Portugal», a freguesia de Cabril, a 28 quilómetros da sede de concelho, Castro Daire, e perto do concelho de Arouca, fica longe de tudo, encaixada entre a margem direita do Rio Paiva e as faldas da serra. Pouco mais de 500 habitantes vivem num território de 22 quilómetros quadrados muito marcado pela emigração. Nuno Ferreira percorreu estes caminhos esquecidos.


Nuno Ferreira*
terça-feira, 15 de Março de 2011

Levadas, uma das aldeias da freguesia, toda ela em xisto, jaz abandonada cerca de dez anos. «Já existiu o interesse de a comprar por parte de um ou dois grupos turísticos e seria óptimo. Mas as pessoas não querem vender. Basta um ou dois não querer vender para a aldeia continuar abandonada», explicou-me em Maio de 2009, José Gonçalves, ex-professor em Resende e presidente da Junta.

Por ali, é difícil encontrar uma aldeia tão inalterada como Levadas, o casario em xisto a lembrar outros tempos. «No tempo em que eu estudava, a aldeia de Meã era toda em xisto e lousa e Moimenta de Cabril também. Agora não». O drama de Cabril é estar longe de tudo e ter sofrido ondas sucessivas de emigração que lhe levaram dois terços dos habitantes. Em tempos, ainda ali existiram três minas de volfrâmio. Fecharam e deixaram de novo a zona entregue às oliveiras, ao pequeno cultivo do campo, à pesca no Paiva, à carqueja e à urze que alimentam as cabras dos últimos pastores.

«Havia aqui muita gente, mais do triplo. A primeira emigração foi para o Brasil. Temos conterrâneos em São Paulo, no Rio e em Belém do Pará. Depois, muita gente foi para Lisboa trabalhar nas fábricas e mais tarde para França». A guerra colonial contribuiu para a saída de muita gente. «Nessa altura, muitos saíram para cumprir o serviço militar e viram um mundo que não conheciam. Ficaram por lá», conta José Gonçalves.

Enquanto nas vizinhas Alvarenga e Nespereira, já no concelho de Arouca, muitos migraram para o Porto e mantêm uma relação maior de proximidade com as povoações de origem, em Cabril os emigrantes cada vez regressam menos. «Dantes, vinham sempre pela Festa da Nossa Senhora de Assunção, a 15 de Agosto. Cada vez vêm menos. Os filhos casaram no estrangeiro, não querem vir. O cordão umbilical com o Cabril partiu-se. Temos casas fechadas que abrem oito dias do ano».

A população que resta, envelhecida, trabalha o milho, a batata, o feijão, o vinho e o azeite. «Há cerca de 20 anos houve um técnico do Estado que quis executar aqui um projecto de um lagar de azeite. Já foi considerado o melhor do país. Há mais de 20 anos, a azeitona de Cabril ia para Arouca e era paga a mil escudos (cinco euros) o litro». A oportunidade gorou-se e com a sangria populacional a produção de azeite reduziu muito.

«Há muitos terrenos abandonados e não se arranjam pessoas que queiram trabalhar a terra por menos de 35 a 40 euros. Mais a mais, aqui há muitos patamares, muitos socalcos e que exigem muita mão-de-obra. As pessoa vivem de reformas pequenas, não têm condições de pagar».

Com três aldeias - Pereiró, Ladeiro e Vitoreiro - perdidas junto ao rio Paiva, uma aldeia em xisto, Levadas, à espera de aproveitamento turístico e uma gastronomia magnífica ( cabrito e vitela), Cabril espera melhores dias.

A estrada, entalada entre o sopé da Serra de Montemuro e o Rio Paiva, segue em curvas e contra curvas entre socalcos e vinhas por Meã e Parada de Ester em direcção a Castro Daire. Passo por uma pastora e as suas cabras. A meio do caminho, dou com um fogo junto aos eucaliptos que invade de fumo a estrada. Em Meã enveredo pelo casario em xisto e lousa. Vejo um guarda-chuva pendurado numa porta de madeira, um gato foge mal desço a calçada. Nada de seres humanos. De repente, espreito por um velho portão e avisto um casal de velhos aldeões - «é de Lisboa? E anda sozinho por aqui?».

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(*) Nuno Ferreira nasceu em Aveiro em 1962. Licenciou-se em comunicação social na Universidade Nova de Lisboa. Foi colaborador permanente do semanário Expresso de 86 a 89, ano em que ingressou nos quadros do jornal Público (até 2006). Nos últimos 20 anos fez reportagens de cariz social. No Jornal Público manteve uma crónica satírica intitulada “Ficções do País Obscuro” e escreveu sobre música popular americana. Recebeu, entre outros, o Prémio de Jornalismo de Viagem do Clube de Jornalistas do Porto com o trabalho «Route 66 a Estrada da América» (1996). No ano seguinte recebeu o Prémio de Jornalismo de Viagem do Clube Português de Imprensa com o trabalho «A Índia de Comboio». Em 2007 publicou conjuntamente com Pedro Faria o livro «Ao Volante do Poder».



In: Portugal a Pé - Na «serra mais esquecida de Portugal»

sábado, abril 17, 2010

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Lar de idosos Parada de Ester / Lar de idosos de Alvarenga

Ontem reuniram-se na sede da junta os representantes das associações da freguesia de Cabril, o presidente de Junta e o presidente da assembleia de freguesia e conclui-se por unanimidade não colaborar com a Casa do Povo de Parada de Ester na realização do lar de idosos, assim como se achou conveniente estudar a proposta de Alvarenga ou mesmo lutar por se conseguir isso em Cabril.