quarta-feira, maio 21, 2014

EN 225: não se perspectiva qualquer intervenção

""O candidato do PS às eleições europeias, José Junqueiro, deslocou-se a Castro Daire no dia 20 de maio acompanhado pelo deputado Acácio Pinto.
Ali reuniram com autarcas socialistas da câmara municipal, com o presidente da câmara Fernando Carneiro, com o vice-presidente Eurico Moita e com os vereadores Rui Braguês e Leonel Ferreira.
Em cima da mesa estiveram diversos assuntos relacionados com a atualidade política nacional e regional e sobretudo com o abandono a que o interior em geral e Castro Daire em particular tem vindo a ser votado pelo atual governo como está refletido na recente resposta a uma pergunta dos deputados do PS sobre a requalificação da EN 225, que o governo assume que não fará, como se pode ver na digitalização da resposta que aqui deixamos.""


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quarta-feira, maio 14, 2014

Acidente de tractor faz ferido grave em Castro Daire

Em poucos dias e só no distrito de Viseu são já 3 mortos e ferido grave.






Eleições Concelhias PS Castro Daire

Por todo o país o PS elegeu os órgãos dirigentes de Secções e Concelhias em finais do ano 2013, havendo recomendação nacional par aos dias 6 e 7 de Dezembro.

O PS Castro Daire mais uma vez foi a excepção.

Não se realizaram quaisquer eleições. E estas não tendo sido convocadas impossibilitou apresentação de listas.
Esta situação leva-me a questionar as razões deste não acontecimento. Lembro que estas decorreriam poucos meses após as vitorias nas eleições autárquicas, o que não deixaria dúvidas de quem iria ganhar as eleições. Para além de que seria mais uma oportunidade para a liderança concelhia se afirmar e até corrigir erros passados.
Gostaria de acreditar que quem lidera o PS Castro Daire não se tenha achado tão dono do partido que não precise de ir a eleições. No entanto não promovendo eleições é a imagem que deixa!

Reunião na Federação de Viseu do PS com os presidentes das concelhias do distrito, Abril 2014.

Ainda se irá a tempo se durante este ano se marcarem as eleições e se encontrarem novos órgãos! Porque os actuais órgãos deixarão de ter legitimidade para representarem o partido no concelho e perante as estruturas distritais e nacionais.

Depois de todas as irregularidades internas, já anteriormente apontadas, soma-se mais uma, o que revela ao longo dos anos o défice democrático no Partido Socialista e de quem caiu no partido sem comungar dos seus valores e sem respeitar as suas regras. Revela também a incapacidade e inoperância das estruturas distritais perante os sucessivos desvios! E mais grave, é também um desrespeito pelos militantes socialistas de Castro Daire!

segunda-feira, maio 12, 2014

Resultados Eleições Europeias 2004 e 2009 - Castro Daire

Será o super-poderoso PS Castro Daire, o recém-vencedor autárquico, o rei de Castro Daire, capaz de dar um resultado positivo ao Partido Socialista? 
Será que existe Partido Socialista em Castro Daire?


Dia 25, nas próximas eleições não se jogam apenas resultados no tabuleiro nacional, joga-se também no tabuleiro local a importância politica das estruturas locais. Será uma oportunidade para as estruturas distritais e nacionais do PS avaliarem, ponderarem se é maior sucesso ganhar um concelho com "para-quedistas" com tiques ditatoriais, ou se o será  construindo uma base forte de militantes e simpatizantes, apoiada nos pilares básicos do  PS, democracia interna, igualdade, liberdade de pensamento obtendo resultados sólidos e constantes em todas as eleições.


domingo, maio 11, 2014

Marisa Matias em Castro Daire.

""De Pé! Também em Viseu, Castro Daire e Cabril, De Pé contra este governo e esta Europa que nos oprime, De Pé, ao lado de todos os povos oprimidos por uma Europa democrática e solidária onde todos e todas possamos ter acesso aos mesmos direitos. Cabril é freguesia de castro Daire, a 32 km da sede do concelho, onde não existem transportes públicos, a população residente vive da agricultura, da pecuária e das remessas da emigração, a estrada de ligação à sede de concelho está em péssimo estado de conservação, o rio Paiva, que ali passa e poderia dar importante contributo a uma estratégia de desenvolvimento, está poluído por problemas de funcionamento de ETAR municipal e no último período censitário perdeu 200 pessoas. Esta terra será das mais afectadas pelo anunciado encerramento dos serviços públicos em Castro Daire (Finanças, Tribunal e CTT). 
São estas políticas de total abandono das populações do interior que também queremos combater com o voto no BE no próximo dia 25 de Maio.""
by: Maria Do Carmo Bica



terça-feira, maio 06, 2014

Eleições Europeias 2014 - Eurodeputada visita Cabril

A Eurodeputada Marisa Matias estará em CABRIL dia 9, sexta-feira, para denunciar os problemas de despovoamento do interior, da perca de serviços públicos e do défice de vias de comunicação.



quinta-feira, maio 01, 2014

Binaural (Associação Cultural de Nodar, São Pedro do Sul) premiada!


Prémio Miguel Portas para associação que faz mapas dos sons das aldeias

A Binaural – Associação Cultural de Nodar, de São Pedro do Sul, vai usar os 10 mil euros do prémio para reforçar o arquivo das memórias das zonas rurais. Há uma década que está em campo e o território continua a ser a sua matéria-prima.

Nasceu há 10 anos para explorar artisticamente as zonas rurais, sobretudo no domínio da arte sonora experimental cruzando-a com outras expressões, como a arquitectura ou a arqueologia, e tem feito do território a matéria-prima de um trabalho demorado, contínuo e intenso. Instalou-se em Nodar, uma pequena aldeia de S. Pedro do Sul, e resgatou-a para o seu nome.Com uma década de trabalho, a Binaural/Nodar, colectivo artístico, associação sem fins lucrativos, ganhou a primeira edição do Prémio Miguel Portas 2013 subordinado ao tema As Margens e as Pontes  uma distinção promovida por um grupo de amigos e familiares do fundador do Bloco de Esquerda (BE), desaparecido em 2012 e que faria 56 anos neste 1 de Maio.
O prémio de 10 mil euros foi entregue nesta quarta-feira, na livraria Ler Devagar, na LX Factory, em Lisboa. Na primeira edição do prémio, que quer distinguir iniciativas sociais, destacando reflexões práticas sociais e culturais em torno de questões europeias, candidataram-se cerca de 60 projectos. Dois receberam menções honrosas: os projectos Buala e Mouraria Light Walk.
O prémio chega a Nodar numa data redonda, dez anos de vida, e é atribuído por um júri presidido por Nuno Portas, composto por Clara Ferreira Alves, Augusto M. Seabra, João Fernandes, Miguel Vale de Almeida, Isabel Allegro, Cláudio Torres, Maria do Carmo Bica, Ana Drago, António Costa e José Manuel Pureza.
A decisão foi unânime e o júri salienta “a qualidade, o rigor e a exigência da experimentação de novas linguagens artísticas com um contexto do interior do país, esquecido pelos roteiros habituais das manifestações culturais em Portugal”.
Coube a Augusto M. Seabra justificar a decisão na sessão da Ler Devagar. Começou por lembrar que Miguel Portas era “alguém intensamente cosmopolita, sabendo que o cosmopolitismo começa em nós, ao sabermos ter mundo, e descobrir o mundo em volta”.
O crítico (e colaborador do PÚBLICO) disse serem também estas as características do projecto vencedor. “Ignorado pelos grandes centros de criação de discurso em Portugal, mas com repercussões em cidades, de Londres a Boston”.
“Há prémios que honram os premiados e há prémios em que são os premiados que honram os júris”, acrescentou Seabra, referindo ser uma grande honra atribuir o Prémio Miguel Portas à associação Binaural.
Também membro do júri, João Fernandes, sub-director do Museu Rainha Sofia, em Madrid (e ex-director artístico do Museu de Serralves, no Porto), disse que recordar Miguel Portas será sempre “uma celebração das possibilidades de transformação da vida nas suas pequenas e grandes revoluções, nos projectos que, mais ou menos visíveis, traduzem essa extraordinária capacidade de agir em comum, de construir o comum, com as quais Miguel Portas juntava pessoas a partir do entendimento das diferenças”.
A sessão na Livraria Ler Devagar teve lotação esgotada, e a ela compareceram muitas figuras históricas do BE, como Francisco Louçã e Daniel Oliveira.  
Sentido de invisibilidade
O prémio sabe bem. “É o reconhecimento de um interesse que, a pouco e pouco, vai acontecendo em relação às nossas actividades. Há um sentido de invisibilidade no nosso trabalho, porque é um trabalho contínuo, de laboratório, e não de festival”, disse ao PÚBLICO Luís Costa, presidente da Binaural. “Seguimos a paisagem, seguimos a cultura. A nossa matéria de trabalho está ligada ao território. E a criação artística também tem esse poder de despertar percepções de futuros possíveis”, acrescentou. 
Os 10 mil euros do prémio vão ser aplicados no que a Binaural sabe fazer. “Vamos reforçar a componente de documentação antropológica sobre o território, nesse arquivo de memórias das zonas rurais focado nos aspectos de transformação social das aldeias, falando com as pessoas que lá vivem, com os emigrantes, na procura de futuros possíveis”, revelou.
Luís Costa sabe a importância das margens e das pontes no trabalho que desenvolve diariamente em territórios essencialmente rurais. Há cinco anos, nasceu o projecto Aldeias Sonoras para juntar crianças e jovens de várias localidades rurais a captarem sons que se escutavam nessas terras. Neste momento, o projecto que cresceu para Cidades Sonoras, está a ser realizado em S. Pedro do Sul com o mesmo conceito. E quando há um rio que é o protagonista de residências artísticas, como aconteceu há três anos noPaivascapes #1 – Festival Sonoro do Paiva, que juntou vários artistas da Europa, América e Ásia, e que o PÚBLICO acompanhou, há pontes que se lançaram em vários territórios, por onde o rio passa.
Nas margens do Paiva, um dos rios mais limpos da Europa, registaram-se sons para que fossem escutados e sentidos como vieram ao mundo. Há também pontes que se constroem com artistas portugueses e estrangeiros que se instalam em Nodar para reflectirem e trabalharem artisticamente no território.
Em Outubro, começará um novo programa de residências artísticas em Nodar com o tema Mobilidade rural que englobará várias áreas, como a emigração, a transumância, vendas ambulantes, peregrinações.
Desde 2006, Nodar já albergou mais de 120 artistas e os que chegam de fora vêm sobretudo de Espanha, França, Itália, Estados Unidos, Canadá e do norte da Europa. Há, no entanto, uma ponte complicada ao longo do percurso. “O mais difícil tem sido o diálogo de proximidade, nomeadamente a nível municipal. O que, para nós, acaba por ser um desafio”.
O presidente da Binaural assume que a associação não tem uma estratégia de comunicação muito agressiva e talvez, por isso, não esteja “no radar das atenções”. As notícias acabam por surgir naturalmente das iniciativas que o colectivo tem desenvolvido. “Estamos mais interessados em estar nos territórios, em viver com as pessoas, em perceber questões que são fundamentais para as comunidades”.
Embora centrada nas zonas rurais, a Binaural tem estado receptiva a trabalhar em cidades. “Temos uma metodologia de trabalho e temos muita vontade de a partilhar”, garante o responsável. Neste momento, por exemplo, Luís Costa está a desenvolver um projecto, uma co-produção com o Teatro Viriato, que junta jovens das paróquias de Viseu a tocar uma composição, a partir de uma partitura gráfica, em sete sinos de sete igrejas e capelas em simultâneo. A Cidade de Mateus: Uma Campanologia Viseense é o nome do projecto que será apresentado a 31 de Maio pelas 20h30, no âmbito do Festival Viseu A….
Para esse mesmo festival, a Binaural está também a criar uma performance/instalação que envolve actores amadores das aldeias do maciço da Gralheira, em São Pedro do Sul. Macário é o nome deste trabalho baseado na lenda popular de São Macário e nas reflexões de José Almeida, octogenário, escultor e pedreiro da aldeia de Macieira e devoto do santo.
Relativamente à sobrevivência, a Binaural conta com o apoio da Direcção-Geral das Artes, de candidaturas que apresenta a projectos europeus e cada vez mais das receitas próprias que surgem com os workshops, projectos educativos e publicações.
“Coisas raras, coisas estranhas”
Nuno Portas, presidente do júri do Prémio Miguel Portas, está satisfeito com o resultado. Cerca de 60 propostas, 20 das quais bastante interessantes e que foram analisados à lupa. “São coisas um pouco raras, um pouco estranhas, que, no fundo, andam à volta das diferenças nas várias geografias, e é isso que é interessante”, refere ao PÚBLICO. O tema escolhido não foi por acaso: As Margens e as Pontes. “O Miguel jogava muito nas fronteiras. Acho que cumprimos o que o Miguel nos pediu”. E quanto ao vencedor, Nuno Portas classifica-o como “um trabalho que basicamente é musical, não é político”. 
Neste momento, não é certo que o Prémio Miguel Portas seja anual. “A ideia é que seja regular, mas não sabemos se teremos meios para que seja anual. E, nesta altura, é difícil fazer promessas”. Na estreia, o apoio substancial para o prémio veio da Fundação Gulbenkian.

terça-feira, abril 29, 2014

Ex-PSP condenado por abusar de crianças (Castro Daire)

 ""Idoso pagava às famílias para estar com os menores. 

28 de Abril 2014, 17h26
 Por:Tiago Vergílio Pereira  

 Arlindo Oliveira, PSP reformado de 71 anos, foi esta tarde condenado a nove anos e seis meses de prisão efetiva pela prática de vinte e seis crimes sexuais a menores.

O tribunal de Castro Daire não teve dúvidas de que Arlindo agiu com o propósito de satisfazer os seus instintos sexuais. Os crimes ocorreram entre 2008 e 2012. O ex-PSP aliciou seis crianças, entre os 10 e os 13 anos, oriundas de famílias desfavorecidas a quem pagava entre 5 e 20 euros para realizar as suas fantasias. O condenado seguiu para o Estabelecimento Prisional de Évora onde já estava preso preventivamente.""



Crianças teriam entre os 10 e os 13 anos


in: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=059BD9BE-8BD4-4BFC-95F2-E95BE85362F8&channelID=00000010-0000-0000-0000-000000000010

domingo, abril 27, 2014

Cagaram na nossa Paiva!

Hoje, 27-4-14, voltaram  "cagar" para o rio Paiva. É certo que não tem sido habitual nos últimos tempos.
Mas hoje voltaram a ocorrer os erros do passado, choveu ligeiramente ontem, e hoje de manhã, na zona de Cabril, durante duas ou três horas o rio teve a cor verde característica de descargas, e de tarde voltou à sua cor natural de águas límpidas e cristalinas.
Sabendo eu que decorreu nestes dias o PAIVAFEST, um acontecimento ímpar de promoção do Paiva e de toda uma região, muitas vezes esquecida, e que arrastou milhares de pessoas adeptas da natureza e do desporto, questiono-me sobre o que terão ficado a pensar do nosso rio.

Onde estão as autoridades responsáveis por fiscalizar estes verdadeiros atentados?

Para que serve realizarem-se acontecimentos como o Paivafest, construírem-se praias fluviais (300 mil euros) ou promoverem-se projectos de reposição de exemplares de mexilhão de rio etc, etc ... para depois deixarem acontecer descargas destas?

Para que serve uma praia fluvial se o rio estiver poluído?

Para que serve um rio excepcional para a prática de desportos de aventura se estiver poluído?


Para que serve uma câmara municipal responsável por poluir o rio?


 
 
 
 
 
 

sexta-feira, abril 25, 2014

segunda-feira, abril 21, 2014

Reunião Assembleia da Freguesia de Cabril (Abril 2014)


Da ultima reunião da assembleia de freguesia de Cabril, dia 18:

- Aprovação do relatório de contas do ano 2013 por unanimidade;
- Aprovação da adesão da freguesia à ANAFRE;
- Ponto de situação da iniciativa "Cabril d'Ágosto", marcada para a semana de 4 a 10 de Agosto.

sábado, abril 19, 2014

25 de abril Campanha do MFA em Castro Daire resistiu ao 25 de Novembro

Castro Daire acolheu a mais longa campanha do Movimento das Forças Armadas (MFA), liderada pelo capitão Cruz Fernandes, cuja equipa prosseguiu as obras até maio de 1976, resistindo vários meses à viragem do 25 de Novembro.
PAÍS
Campanha do MFA em Castro Daire resistiu ao 25 de Novembro
Lusa
Na sequência dos acontecimentos político-militares que alteraram, a 25 de novembro de 1975, o rumo do processo revolucionário em Portugal, foi extinta a Comissão Dinamizadora Central (Codice) do MFA.

As campanhas do MFA foram "uma onda que avassalou o país de uma ponta à outra", recordou à agência Lusa Manuel Cruz Fernandes, 79 anos, agora coronel reformado do Exército.
As diferentes operações que decorriam no interior, sobretudo no Centro e no Norte, no âmbito das Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica, pararam logo a seguir por decisão do poder emergente.
A Codice decidiu intervir na zona de Viseu "por ser um distrito de difícil penetrabilidade" para a revolução do 25 de Abril, pois tinha "uma componente social muito chegada à Igreja e muito conservadora", disse.
Os concelhos de Castro Daire e Sernancelhe "eram considerados as estrelas da dificuldade", acrescentou.
Entre o golpe de 11 de março e as eleições de 25 de abril de 1975, a equipa de Castro Daire realizou dezenas de sessões, incluindo nas escolas, esclarecendo as populações sobre o Programa do MFA, o papel dos partidos, a futura Constituição e a eleição da Assembleia Constituinte.
As professoras e a maioria dos padres do concelho depressa se tornaram parceiros decisivos dos militares, fazendo jus à "Aliança Povo-MFA".
O agrupamento comandado por Cruz Fernandes integrava 36 elementos dos três ramos das Forças Armadas (Marinha, Força Aérea e Exército), GNR e PSP.
"As minhas intervenções tinham sempre muita população. Ficavam ali horas seguidas sem arredar pé", afirmou.
O coronel Cruz Fernandes realçou que "a dinamização deveu muito a uma classe muito especial, que eram as professoras primárias, gente nova com menos de 40 anos", num município onde a docência era exercida maioritariamente por mulheres.
"Havia apenas um professor. A criançada ficou-nos de uma forma geral completamente afeta", referiu.
Engenheiro eletrotécnico, o militar recordou "situações comoventes" vividas com as populações.
Cruz Fernandes sofreu um grave acidente rodoviário. Esteve internado dois meses no Hospital Militar de Coimbra e recebeu "dezenas de cartas de crianças" a desejar-lhe as melhoras.
"Fizemos 16 estradas em Castro Daire", salientou.
Na segunda fase da presença no concelho, após as primeiras eleições, os militares disponibilizavam máquinas e alguns manobradores, bem como trotil para fazer o rebentamento das rochas. O povo pagava o combustível e dava mão-de-obra, enquanto os emigrantes ajudavam com donativos.
"Das 213 povoações de Castro Daire, só a vila e 12 aldeias tinham eletricidade", recordou o coronel do Exército.
A luz chegou a vários lugares, com a participação dos Serviços Municipalizados de Viseu.
"Alguns postes foram levados de helicóptero para as covas, porque não havia estrada capaz de deixar passar as viaturas", contou.
Na abertura de estradas, colaboravam os moradores, incluindo familiares radicados em Lisboa, que iam passar os fins de semana à terra para darem o seu contributo.
A sanidade animal passou a estar também abrangida pela campanha do MFA em Castro Daire.
"As próprias aldeias se nos dirigiam a pedir trabalhos", disse.
Tendo conseguido que o Regimento de Infantaria de Viseu fosse fazer a semana de campo em Castro Daire, Cruz Fernandes envolveu a tropa na abertura de mais uma estrada.
No fim, houve baile animado. O então capitão pagou do seu bolso duas caixas de sardinhas, que foram assadas com lenha de giesta.
A presença dos militares no concelho "espelha precisamente o empenhamento da equipa de dinamização no terreno na resolução das múltiplas solicitações das populações e, em simultâneo, as dificuldades e resistências encontradas", afirmou à Lusa a investigadora Sónia Vespeira de Almeida, autora do livro "Camponeses, Cultura e Revolução. Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA (1974-1975)".
Modesto Navarro, que trabalhou na Codice enquanto civil, faz um balanço da Operação Beira Alta na obra "Gravar a aliança Povo-MFA: vida ou morte no distrito de Viseu".
A intervenção do MFA em Castro Daire durou "um ano, um mês e um dia", segundo Cruz Fernandes.

Capitão Cruz Fernandes revisita obras do MFA em Montemuro (Castro Daire)

actualizado: Tue, 15 Apr 2014 13:14:42 GMT | de Lusa
O capitão de Abril Cruz Fernandes regressou 40 anos depois à Serra de Montemuro, para “passar revista” às “pegadas” do MFA que resistiram à voragem do tempo, tendo sido recebido com emoção.


LUSA/LUSA
LUSA/LUSA
Em Castro Daire, que acolheu a mais longa campanha do Movimento das Forças Armadas (MFA), Manuel Cruz Fernandes, agora coronel reformado, de 79 anos, encontra-se com o amigo Augusto Andrade.
Este antigo motorista da Escola Preparatória João Rodrigues Cabrilho acompanhava diariamente os emissários da revolução no contacto com as populações, em 1975 e 1976.
O civil acabou por tornar-se uma espécie de “ajudante de campo” de Cruz Fernandes no tempo recorde que o MFA permaneceu nas encostas de Montemuro: um ano, um mês e um dia.
Andrade espera Fernandes à entrada dos Bombeiros de Castro Daire. As primeiras palavras vão para os amigos comuns e o desenvolvimento que a vila e as povoações em redor assinalaram desde a saída do MFA, em maio de 1976.
A conversa “calcorreia” aldeias, escolas, coletividades, salões paroquiais, feiras de gado, capelas, festas e romarias.
Cruz Fernandes menciona nomes de lugares onde difundiu o ideário da Revolução dos Cravos e impulsionou diversos melhoramentos.
“Eu falo deste concelho como se cá tivesse nascido”, afirmou à agência Lusa Cruz Fernandes, que, no auge da Campanha de Dinamização, batizou uma filha na capela de Picão, tendo escolhido para padrinhos um casal de Castro Daire.
Na altura, o pároco da Gralheira convenceu o “senhor capitão”, como era conhecido entre os montanheses, da necessidade de rasgar uma estrada unindo Picão àquela aldeia do município de Cinfães, numa extensão de 12 quilómetros.
“O próprio padre Ilídio dava o exemplo e trabalhava na obra como qualquer paroquiano. Só tínhamos dois padres que não estavam com o MFA”, contou Cruz Fernandes.
Augusto Andrade, 76 anos, que integra a Assembleia Municipal de Castro Daire, eleito pelo PS, disse que alguns conterrâneos ainda lhe costumam perguntar: “E o capitão Fernandes?”.
Sobejamente conhecido no concelho, o motorista assumiu-se no terreno como forte aliado do MFA.
“Eu já era de uma família de esquerda, o que também ajudou”, admitiu à Lusa.
Augusto Andrade, que também foi bombeiro, minimizou a capacidade de reação dos contrarrevolucionários: “Poderiam falar por fora, mas provocações não havia porque tinham medo”.
Desde a passagem do MFA por Castro Daire, as populações “modificaram um bocadinho para melhor” e têm “uma mentalidade mais aberta”, acrescentou.
Há 40 anos, Augusto Andrade já era “uma pessoa aberta desejosa de progredir”, salientou Cruz Fernandes.
Ambos partiram uma perna num acidente rodoviário e essa circunstância reforçou a sua amizade.
“Quando regressei do hospital, tive a surpresa de o carro já estar consertado por quotização das pessoas”, lembrou o agora coronel.
Antes da estrada nova, Póvoa de Montemuro “tinha apenas um caminho de cabras” que impedia o desenvolvimento.
Noémia Machado, 72 anos, antiga professora da escola primária local, enalteceu à Lusa o papel do MFA e recordou que quando tirou a carta de condução, quis comprar um carro, mas foi desaconselhada. Empenhou-se depois na ligação Picão-Gralheira.
“Antes da estrada, não tínhamos cá nada”, explicou Noémia Machado.
“Foi uma coisa como da noite para o dia”, disse à Lusa Júlio Paiva Inácio, 61 anos.
Em 1975, Paiva Inácio cumpria o serviço militar em Lisboa, integrando o Comando Operacional do Continente (COPCON). Mas quando estava de folga, na Póvoa, o ex-emigrante ajudava na abertura da via.
Na capital, sob o comando de Otelo Saraiva de Carvalho, “foi muito bom conviver com o povo, porque nós éramos do povo”, disse o antigo militar do COPCON.
No café da Póvoa, emocionado, enquanto come salpicão, pão e vinho, Cruz Fernandes é saudado por mais pessoas, como Aida Cardoso, que há 40 anos frequentava a escola local.
“É uma espécie de fraternidade”, afirmou, realçando que os moradores “participaram no mesmo esforço” de melhorar as condições de vida na Serra de Montemuro.

Pós 25 de Abril 1974 @ Castro Daire









»»'As próprias aldeias se nos dirigiam a pedir trabalhos', disse.
Tendo conseguido que o Regimento de Infantaria de Viseu fosse fazer a semana de campo em Castro Daire, Cruz Fernandes envolveu a tropa na abertura de mais uma estrada.
No fim, houve baile animado. O então capitão pagou do seu bolso duas caixas de sardinhas, que foram assadas com lenha de giesta.
A presença dos militares no concelho 'espelha precisamente o empenhamento da equipa de dinamização no terreno na resolução das múltiplas solicitações das populações e, em simultâneo, as dificuldades e resistências encontradas', afirmou à Lusa a investigadora Sónia Vespeira de Almeida, autora do livro 'Camponeses, Cultura e Revolução. Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA (1974-1975)'.
Modesto Navarro, que trabalhou na Codice enquanto civil, faz um balanço da Operação Beira Alta na obra 'Gravar a aliança Povo-MFA: vida ou morte no distrito de Viseu'.
A intervenção do MFA em Castro Daire durou 'um ano, um mês e um dia', segundo Cruz Fernandes.»»



in:http://noticias.pt.msn.com/imagens/galeria.aspx?cp-documentid=260170967&page=3#image=3

domingo, abril 06, 2014

Sessão de esclarecimento: "FLORESTA PROTEGIDA 2014" - Cabril

"O Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Viseu deslocou-se à Freguesia do Cabril - Castro Daire. No local encontravam-se alguns populares e o Sr Presidente da Junta. Foi feita uma ação de sensibilização com os presentes que mostraram bastante interesse na ação, nomeadamente quanto aos cuidados a ter na realização das queimas e queimadas."







in:https://www.facebook.com/media/set/?set=a.740873325953299.1073742092.271836146190355&type=1