domingo, março 25, 2012

Eleições PS Castro Daire 2012. II

Em Abril chega ao fim mais um mandato na concelhia política do PS Castro Daire, é altura dos militantes do concelho fazerem uma avaliação destes dois anos, assim como uma definição do que se quer para o PS no futuro do concelho.

Nesta avaliação é preciso integrar duas vertentes, uma a que diz respeito á liderança do partido, outra quanto á prestação dos lideres do Partido Socialista no executivo camarário.
Na vertente interna do PS os militantes têm de ponderar se foi feito o possível para tornar o PS um partido realmente implementado em todo o concelho, para se conseguirem melhores resultados eleitorais.

Nesta vertente a minha opinião é que esta liderança, já eleita depois da vitória eleitoral de 2009, falhou a todos os níveis, pois no concelho perderam-se as duas eleições realizadas de forma dramática, porque além de se perderem quase em todas as freguesias, perderam-se de forma acentuada votos em comparação com eleições anteriores. Estes resultados são também resultado da perda de implementação do partido no concelho. Essa perda são consequência do esquecimento dos militantes e simpatizantes socialistas por parte da liderança, verificada no ao longo do tempo pelo facto de que só se lembram deles quando se aproximam eleições, e exemplificada pela lista apresentada em 2009 á concelhia, em que foram purgados todos os que ousaram discordar no mandato anterior, os históricos desapareceram, assim como se concentraram nos militantes próximos da vila, esquecendo o resto do concelho.

A outra vertente a ter em conta é a prestação autárquica do PS, e ai o partido que pela primeira vez assume funções executivas não podiam ter pior forma de gorar as espectativas de quem os elegeu, de quem sonhou com uma vitória Socialista em Castro Daire. Conseguiram, em meio mandato, criar mais descontentamento, mais criticas, mais situações constrangedoras, mais promessas falhadas, mais conflitos, mais faltas de respeito aos Castrenses do que o PSD durante décadas.

Impõe-se questionar os socialistas se era isto que esperavam que esta liderança do PS fizesse com o concelho, se é assim que querem que o PS fique na história do concelho, se é com atitude que se reconhecem.

Os Socialistas têm de tirar elações destes anos passados para projetarem aqui que querem que o PS seja capaz de fazer pelo concelho. Os Socialistas da nossa terra são gente boa, humilde, e capaz de construir um futuro diferente para o concelho, com o desenvolvimento necessário, com a preservação do seu património histórico, ambiental, e social, com respeito por todos os concidadãos, que não têm culpa da má liderança a que estão sujeitos.

 Os socialistas são muito diferentes da atitude do seu líder, e serão capazes de entre si encontrarem alguém que consiga recompor, reorientar o partido para o objetivo primordial de apresentar a melhor solução para o concelho, e que sirva os Castrenses e não alguns Castrenses.

Bem sei que depois da purga, da razia feita dentro do PS Castro Daire, é difícil alguém ter condições para avançar para esta batalha, mas se pensarmos que está em causa o futuro da nossa terra será certamente possível encetar essa luta!

Há no PS gente com capacidade provada, nas juntas de freguesia, nas associações, nas escolas, nos seus empregos, que organizadas conseguirão mostrar ao concelho a solução que merecem.

Assim urge propor uma alternativa nas eleições internas que se aproximam e para tal quem o fizer pode contar com a minha colaboração. 

Há quem diga por ai! 246

"Mais vale sozinho que mal acompanhado!"

sábado, março 17, 2012

“Não perdoo os 79 mil euros que a Câmara nos deve”

««António Pinto, 58 anos, é presidente da direção dos Bombeiros Voluntários de Castro Daire, há 16 anos. É também vice-presidente dos órgãos da Federação dos Bombeiros do distrito de Viseu. Ao Jornal do Centro, o presidente falou da situação delicada dos bombeiros, da falta de verbas para abastecer os carros, da problemática da seca, das divergências com a autarquia, das dívidas e da situação caótica que pode voltar a acontecer, caso não seja injetado dinheiro na corporação.
Qual é neste momento a situação dos bombeiros?
Neste momento, em termos de combustíveis, os bombeiros pagaram a verba ao fornecedor e, para já, o problema está ultrapassado, de futuro não sei. Ainda hoje (segunda-feira, dia 12) tivemos cinco incêndios florestais mas trabalhámos normalmente.
 Há risco de a situação voltar a piorar?
Não somos donos do tempo e não conseguimos controlá-lo. Mas, se estas temperaturas se mantiverem prevejo que dentro de poucos dias as coisas voltem a piorar, se a temperatura baixar, com certeza que tudo será melhor. Este “verão” não tem ajudado. Tenho, neste momento, um plafom de 40 mil euros, mas para se gastarem três ou quatro mil euros num dia não é preciso grande coisa, bastam três fogos de 24 horas.

A seca veio prejudicar?
Se veio. Para se ter uma ideia, houve mais incêndios entre o dia 1 de janeiro e 28 de fevereiro, do que na época alta de fogos florestais do ano passado. E, se continuar assim não sei como irá acabar.

O combustível, ou a falta dele, é o único problema ou há outros?
A nível de corpo de bombeiros posso afirmar que tenho os melhores do mundo, não só porque sou presidente, mas a verdade é que em termos de recursos humanos estamos muito bem servidos. A parte económica é sem dúvida a mais complicada. A Unidade Local de Formação de Parada é que também veio complicar ainda mais a situação. A obra custou 130 mil euros e o município comprometeu-se a pagar. Fez o projeto e adiantou a fase inicial mas, em ano de eleições, mudou o presidente e como diz o ditado: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…Conclusão, os bombeiros levaram um arrombo de 130 mil euros, entretanto a empresa, que fez grande parte da obra, colocou-nos um processo em tribunal e durante quatro meses penhorou-nos todos os subsídios, o que nos deixou de pés e mãos atados. Nós vivemos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), da Administração Regional de Saúde (ARS) Centro, dos hospitais e do subsídio camarário. Quando nos cortam esse dinheiro não há nada a fazer. Em 2009, a Câmara atribuiu-nos 12 mil euros quando normalmente seriam 75 mil. Agora, há uma divergência entre os bombeiros e a autarquia. Eu já expliquei ao presidente, que diz que não nos deve nada, que não teve nada. O que se passa é que nem a antiga nem o atual presidente sabem dos papéis…

Quanto é que a Câmara deve aos bombeiros de Castro Daire?
Setenta e nove mil euros. 63 mil do subsídio e o restante referente ao período de transição de presidentes. O atual presidente tem uma pasta com os documentos, mas há papeis que desapareceram, nomeadamente da nossa contabilidade. Inicialmente estava com vontade de pagar ainda mais quando no ano passado deu 75 mil euros.

Os 3 mil euros que a Câmara adiantou serão descontados nos 79 mil euros?
Não. Apesar de não ter percebido o ofício que o presidente enviou, porque não ser esclarecedor se é um subsídio ou um subsídio extraordinário…

Tem receio que o presidente da Câmara peça esta verba aos Bombeiros?
Ou a peça ou a desconte, como aliás já o fez. Há dois anos descontou.

Pode dizer-se que, perante a situação, há desconforto entre os bombeiros e autarquia de Castro Daire?
Sim. A verdade é que é muito chato quando eu peço, por favor, uma verba de três mil euros ao presidente da Câmara e ele responde nos órgãos de comunicação social que não é preciso alarido porque vai resolver a situação no imediato, e só passadas duas semanas é que os bombeiros têm o dinheiro. Quem arranjou o alarido foi ele e não sei o porquê. Eu não entendo e fico triste, quando o presidente da minha terra, em declarações a uma rádio regional, diz porque é que se apagam fogos com água e espumífero. Isso cria um grande mal-estar. É lamentável que não saiba disso e ainda critique, os bombeiros indignaram-se porque o presidente da Câmara não sabe, não pergunta e manda umas papaias para o ar. Ele preocupa-se com uma calçada que diz que os bombeiros estragaram e eu pergunto, será que os bombeiros têm que andar com todo o jeitinho para não estragar a calçada? Eu acho é que a calçada estava mal construída porque deveria aguentar, os bombeiros não podem estar com cuidado com as agulhetas e com a água para não danificar a calçada, porque não é uma prioridade em relação às pessoas. 
A população está em risco?
Neste momento não. Delineámos uma estratégia e chagámos à conclusão que só temos uma hipótese. Sair para a rua e pedir, já que as juntas de freguesia foram tão solidárias connosco perante este desencontro entre a direção e a autarquia, vamos sair à rua e contactar com os presidentes de junta. Vamos começar em Alva, explicar o porquê de estarmos lá e vamos pedir de casa em casa.

É mais fácil resolver esta questão com as Juntas?
Sim, com a autarquia não vamos a lado nenhum, porque o presidente já disse que não dá um cêntimo e que não deve nada. Só assim temos hipótese de nos salvar porque as juntas mostraram muita recetividade, algumas até querem pagar o combustível. O presidente da Junta de Moledo disponibilizou-se para, caso houvesse algum sinistro naquela zona, assegurar todas as despesas. Foi um exemplo seguido por todas as outras freguesias.

Qual o valor das dívidas dos bombeiros?
Cerca de 280 mil euros, contra 142 mil euros que nos devem a nós.

Quem vos deve e que montante?
A Câmara 79 mil euros. Depois, por exemplo, a ARS cerca de 10 mil euros. O INEM, cerca de 14 mil. Há hospitais a dever entre três a cinco mil e outros particulares. Se formos fazer um diferencial, verifica-se que há um montante de cerca de 140 mil euros, que corresponde ao que foi empregue na Unidade Local de Formação. Pagámos à firma e ficámos com esta despesa. Este dinheiro da Câmara, se nos tem sido pago, mesmo não sendo no mandato do atual presidente, apesar de o termos posto ocorrente da situação quando tomou posse, num ofício enviado no dia 17/11/2009, a nossa situação financeira seria mais saudável.

Mas as contas não correspondem às da autarquia?
Não sei. O que eu sei é que, em declarações à imprensa, o presidente da Câmara insinuou que eu não sabia gerir os bombeiros e isso magoa-me porque eu tenho feito das tripas coração por esta instituição. Os bombeiros estão sempre prontos, só não estão quando não têm dinheiro e a Câmara tem responsabilidades nisso.

Já algum bombeiro injetou dinheiro próprio para resolver este problema da falta de combustíveis?
Os bombeiros não, porque não têm nenhuma obrigação de o fazer, mas eu já, e muito. Cerca de 50 mil euros. Neste momento, a associação deve-me 6.731 mil euros.

Em 2008, o presidente ameaçou que os bombeiros poderiam combater fogos de táxi, se não recebessem o Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI), que tinha sido prometido. Passados quatro anos parece que nada mudou…
Parece que não. Na altura não me restavam alternativas. E o mais grave é que ainda hoje estou à espera do VLCI. O de Castro Daire continua na lista de espera. A cada Governo que assume o poder, envio uma carta ao ministro da Administração Interna para relembrar esta questão. Até já propus que me dessem o dinheiro da viatura. A minha associação tem de receber um VLCI, eu não perdoo isso, tal como os 79 mil euros que a Câmara nos deve.

O apoio demonstrado pela Federação dos Bombeiros do Distrito de Viseu foi importante?
Foi muito importante. Todos nós sentimos essa força vinda da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Federação. A Federação disse que nos ajudava, se tivesse dinheiro, mas também não tem.

A Federação chegou mesmo a dizer que a situação vivida pelos bombeiros, e de uma forma geral, é o reflexo das sucessivas más políticas governamentais. Concorda?
Sem dúvida. Enquanto não se reformular o plano de apoio aos corpos de bombeiros não há possibilidade. Há uma discrepância enorme entre verbas atribuídas a diferentes associações do país. Umas recebem muito, outras nada. Quando o Plano Programa Corporação entrou em vigor, em 2008, as verbas foram distribuídas de acordo com o número de funcionários. Como Castro Daire tinha poucos, na altura, ficou a receber 2.262 mil euros, com a promessa de que, no ano seguinte, iria ser revisto, caso tivesse mais gente. A associação de Guimarães recebe 40 mil euros por mês. Este princípio tem de ser urgentemente revisto porque a situação atual não é igual a 2008.

O Ministério da Administração Interna está sensível aos problemas de Casto Daire?
Disseram que iriam tentar resolver a situação e pouco mais. Mas há muitas outras questões sem explicação. Eu pergunto, porque é que não nos atribuem alertas amarelos? Por exemplo, um dia como o de hoje, era considerado, há três anos atrás, como alerta amarelo e era pago. E agora não, colocam azul escuro no sítio da internet da Proteção Civil. Hoje, com a temperatura que está e com o número de incêndios, teria de ser colocado alerta amarelo, mas eles fogem a isto. Eu sei que não há dinheiro mas para estas problemáticas tem de haver dinheiro. Ouvi o Ministro dizer que está a preparar a época de fogos florestais para este ano e eu pergunto e não está preocupado com aqueles que já estão a decorrer? Quem é que me vai pagar os cerca de 15 mil euros que já gastámos desde janeiro? Tem de ser forçosamente a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Eles têm de arranjar verbas para isso. Refeições, mangueiras e outras despesas, quem paga? De verão eu sei que pagam e quando há alertas amarelos também, mas agora, quem paga?
 Se o tempo quente e os fogos continuarem e o Ministério não disponibilizar verbas, o que poderá acontecer?
Podemos voltar à estaca zero. Ou alguém injeta dinheiro, a Câmara, um particular, ou então vamos até onde podermos ir. Isto é, até os depósitos ficarem vazios. Se isto continuar, a primeira medida que tomo é dizer ao comandante que pare o combate a fogos florestais, apesar de o transporte urgente de doentes também poder parar. Se não houver combustíveis nada poderemos fazer.««

quarta-feira, março 14, 2012

Subsidio não resolve o problema dos bombeiros

Associação de Bombeiros acusa Câmara de ter agido tarde e quer compromissos da parte do Governo.

Os bombeiros de Castro Daire já têm verbas para o gasóleo. O subsídio dado pela autarquia, de cerca de quatro mil euros, permite atenuar a dívida ao fornecedor de combustível. A solução é apenas temporária e a corporação reivindica outras medidas ao Governo.

A verba, que demorou a ser atribuída, não é suficiente para sanar a dívida na totalidade. Em declarações à Renascença, o presidente da Associação de Bombeiros de Castro Daire, António Pinto, critica o tardio pedido do subsídio pela autarquia.

“O presidente da Câmara andou duas semanas a brincar com o fogo” e, ao fim deste período, “verificou que de facto era melhor arranjar um subsídio”, acusa António Pinto.

“O subsídio vai atenuar só qualquer coisa: são quatro mil euros e estamos a dever 36 mil. Corre-se o risco de mandar o pessoal embora, talvez já este mês”, alerta.

O presidente da Associação de Bombeiros exige, por isso, outros compromissos por parte do Estado português que vão além dos subsídios do totobola: “Castro Daire recebe 2.262 euros [subsídios do totobola], que dava para pagar isto tudo. Hoje isso não dá para pagar a crise”.

Após duas semanas a racionar o uso de viaturas, os bombeiros de Castro Daire podem voltar ao activo, mas só por enquanto. 

Quatro jovens agrediram aluno de Castro Daire e publicaram vídeo na Net

""A GNR de Viseu identificou quatro jovens entre os 18 e os 21 anos que, em Outubro do ano passado, agrediram um aluno de 18 anos, numa rua, junto a um centro de formação profissional.
Além das agressões, um dos indivíduos filmou a agressão com o telemóvel e colocou o video no Youtube.
As imagens, publicadas no passado dia 2 de Março na internet, mostram que o aluno foi alvo de empurrões e um murro, numa rua onde na altura passavam carros.
Os autores das agressões, todos do sexo masculino, frequentavam o Centro de Formação Academia de Montemuro, onde a vítima também estudava, à exceção do indivíduo de 21 anos que já abandonou o estabelecimento de ensino.
O aluno agredido apresentou queixa na GNR.
No ano passado, a agressão violenta de uma adolescente, na região de Lisboa, por outras duas - gravada em vídeo e difundida pela Internet - causou revolta e indignação. O caso chegou a julgamento e os jovens envolvidos na agressão e divulgação das imagens foram condenados a penas de prisão suspensas.""


in:  Quatro jovens agrediram aluno de Castro Daire e publicaram vídeo na Net - JN

quinta-feira, março 08, 2012

Como é possivel as bocas de incêndio não terem água?

 "Um incêndio numa garagem de um prédio assustou, ontem à noite, os moradores do centro histórico da vila de Castro Daire, no distrito de Viseu. Devido ao perigo das chamas alastrarem, o prédio vizinho chegou mesmo a ser evacuado."

Reportagem SIC:http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1384187.ece

quarta-feira, março 07, 2012

SOS Rio Paiva: Peixes mortos no Rio Paiva

"Alguns cidadãos deram conta ao SOS Rio Paiva do aparecimento de vários peixes mortos ou moribundos no troço do rio Paiva entre Codeçais e a Folgosa no concelho de Castro Daire.
A situação foi comunicada ao Serviço de Protecção da Natureza da GNR (SEPNA) que de imediato se deslocou ao local recolhendo amostras de água do rio que foram reencaminhadas para a ARH-Centro bem como alguns peixes que foram enviados para a UTAD - Vila Real (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro).
Não foi ainda possível determinar a causa desta mortandade mas salientamos a acção cívica dos cidadãos que nos comunicaram a ocorrência e a pronta intervenção do SEPNA da GNR.
Existem várias suspeitas, ainda não confirmadas, para justificar este preocupante incidente que apontam para a possibilidade de envenenamento ou variações bruscas de temperatura."

in:http://www.riopaiva.org/2012/03/peixes-mortos-no-rio-paiva.html

terça-feira, março 06, 2012

Como é possivel chegar-se a esta situação?


Reportagem SIC: http://sicnoticias.sapo.pt/1381657

segunda-feira, março 05, 2012

Pagar para que?

Vivemos num país que ciclicamente muda o volume do seu estado social. Durante o estado novo tinha um volume reduzido, e o pós 25 de Abril veio trazer um aumento considerável, com conquistas nos mais variados domínios. Na última década assistimos a uma perca progressiva dessas conquistas que tinham aumentado o volume do estado social.

 
Paralelamente a isso assistimos desde a Revolução dos cravos a um aumento de impostos sobre o trabalho, por um lado, e a uma progressiva perda de qualidade dos políticos por outro.

Integrando estes 3 vetores, diminuição do estado social, aumento de impostos, e políticos cada vez mais fracos, leva a que hoje se compre “gato por lebre”, paga-mos algo adulterado.

Políticos cada vez mais fracos, geração pós geração, no PS, Sócrates pior que Ferro Rodrigues, este pior que Guterres, Guterres pior que Mário Soares, no PSD, Passos pior que Ferreira Leite, esta pior que Santana, Santana pior que Durão, Durão pior que Cavaco, Cavaco pior que Sá Carneiro, no CDS, Portas pior que Monteiro, Monteiro pior que Freitas, no PCP, Jerónimo pior que Carvalhas, e este pior que Cunhal, nos Presidentes da república também tem-se assistido á mesma progressão.

Devido a líderes políticos fracos, a políticas ainda piores, o país tem perdido capacidade de se desenvolver e desta forma potenciar a capacidade dos portugueses sustentarem o estado social, e assim perante uma situação de crise, a solução encontrada tem sido sempre aumento de impostos e corte nos serviços prestados pelo estado aos cidadãos.

Chegamos, por isso, ao ponto em que nos situamos hoje, em que pagamos muito e recebemos pouco. Pagamos para ter acesso á saúde, pagamos para ter acesso á educação, pagamos para termos acesso á justiça, pagamos para circular nas estradas, pagamos portagens, pagamos estacionamento, pagamos, pagamos, pagamos… e depois os respetivos serviços são de qualidade muitas vezes duvidosa.

Os tais maus políticos fecham cada vez mais escolas, hospitais, centros de saúde, e agora até tribunais e freguesias…

Toda esta envolvência leva a sociedade a questionar-se sobre a utilidade do estado social, e se vale a pena estar a pagar algo que tem, muitas vezes, qualidade questionável e custa quase o mesmo que o serviço no privado.

Perante interesses económicos e políticos, os líderes políticos, pelo facto serem tão fracos, não têm a coragem nem a capacidade necessária de os enfrentar. Assim como também lhes faltam os mesmos atributos para frontalmente acabarem com a universalidade do estado social, é-lhes mais fácil criar na própria sociedade a opinião de que não vale a pena termos um estado social. Conseguem acabar com a solidariedade entre concidadãos e entregam essa sociedade ao capitalismo selvagem, em que cada um se governa por si só.

Assim perante esta tentativa de acabar com estado social, ou de o reduzir a estado assistencialista, através da nossa desistência, há que resistir em cada um de nós á tentação de desistirmos do sonho de uma sociedade solidária.
 
Pedro Figueiredo
 
 

quinta-feira, março 01, 2012

Suspenso combustivel a crédito dos bombeiros de Castro Daire

O comandante desta corporação adiantou que os bombeiros de Castro Daire tiveram de deixar de sair do quartel para combater incêndios florestais.

O combustível a crédito dos bombeiros de Castro Daire foi suspenso, o que apenas está a permitir a estes bombeiros que acorram a situações mais graves.

A suspensão ocorreu por causa dos atrasos nos pagamentos ditados pelas restrições financeiras, o que levou a que tivessem de deixar de sair do quartel para combater incêndios florestais.

«A partir do momento em que fui confrontado com esta informação por parte da direcção, tenho de tentar aproveitar ao máximo o pouco combustível que temos, que é o que está nos reservatórios dos veículos de emergência», explicou o comandante desta corporação.

Ouvido pela TSF, Paulo Matos adiantou que «enquanto tivermos combustível nos carros obviamente que não vamos deixar de assistir a situações graves».

«Depois, penso que não deverá ser a mim que me deverão perguntar o que há a fazer a seguir, porque há pessoas com muito mais responsabilidade na Protecção Civil dos cidadãos do nosso concelho», frisou.

Paulo Matos diz que o bombeiros de Castro Daire «têm tido uma sobrecarga enorme no que diz respeito a incêndios florestais», mas sublinhou que o combustível existente tem sido canalizado para «situações de emergência».
Fonte: TSF


in: http://bombeirosparasempre.blogspot.com/

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Interioridade vs Igualdade


Portugal é um país que se diz republicano e democrático.
Isto por si só pressupõe a vivência numa sociedade que busca a liberdade, a igualdade, a solidariedade entre membros dela. 
Muitas são as questões que põem em causa estes valores, e a busca deles, são exemplo o flagelo do desemprego, a pobreza, a desigualdade social e económica, a insegurança, a crise económica etc. 
Outra grande questão é a interioridade, pois nela pode-se interligar todos estes problemas. 
Esta questão é sentida de forma acentuada ao longo de toda a vivência de qualquer cidadão do interior.
Começa logo no acto de nascer, ou mesmo antes quando os pais não tiveram acesso a educação sexual e muitas vezes os métodos contraceptivos estão a dezenas de quilómetros de distância, durante a infância, adolescência, juventude, terão todos os serviços de educação, saúde, justiça e outros, apenas a dezenas e muitas vezes a centenas de quilómetros.
Como é possível uma criança do interior aceder á mesma quantidade/qualidade de informação, cultura que uma do litoral? 
Um jovem que consiga resistir a todos as dificuldades até ao fim do secundário terá, se o seu agrado familiar assim o poder, de escolher um curso superior, mas as opções serão ainda mais distantes, numa cidade distante, com encargos muitas vezes insuportáveis para as famílias do interior. 
Assim se conseguir acabar esse curso, terá de procurar trabalho, e logo se deparará com a certeza de que na sua terra nunca o conseguirá. Assim terá de trabalhar no litoral, ou então emigrar.
Em consequência o interior perde população, fica quase só com população envelhecida, e dessa forma acentua os problemas já existentes.
É um ciclo vicioso em que a perca de população leva á perca de serviços, e a perca dos serviços leva ao abandono por parte da população jovem.
Para combater este ciclo, é preciso politicas de incentivo á permanência de jovens no interior assim como de incentivo á população do litoral a regressar.
Essas politicas têm de passar por criar condições no interior que permitam ás populações terem o mesmo nível de acesso aos serviços públicos que a restante população do litoral. 
Logo tem que se criar boas vias de comunicação, vias que não só sirvam para ligar do interior ao litoral mas que também liguem o interior entre si, ou seja precisa-se de vias de comunicação perpendiculares ás auto-estrados que ligam o norte ao sul.
É preciso inverter a tendência de encerramento de escolas, tribunais, centros de saúde, hospitais, no interior, e passar a melhor a qualidade desses serviços. É preciso incentivar as empresas a investir nas mais-valias do interior para desta forma dinamizar a economia local e assim criar emprego e com este emprego trazer gentes que hoje se encontram nas cidades do litoral, numa densidade populacional tal que cria graves problemas sociais.
Assim com o ataque ao problema da interioridade pode-se resolver muitos outros deste país.
Deixa-se por fim um caso exemplar e duas questões: 
- Como é possível ter-se todas as centrais de biomassa no litoral, quando a maioria das áreas florestais passíveis de se extrair biomassa esteja no interior?
- Será que há igualdade entre concidadãos que vivem no litoral e os que vivem no interior? 
-Será que é um azar nascer no interior do país?





Pedro Figueiredo



in: http://sempedradas.blogspot.com/

domingo, fevereiro 26, 2012

Vale do Paiva perde população residente

««Nos últimos dez anos os nove municípios do vale do rio Paiva perderam 11.436 habitantes que correspondem a mais de 8% da população.

O decréscimo populacional atingiu todos os nove municípios ribeirinhos com particular incidência em Vila Nova de Paiva (-15,7% da população) e São Pedro do Sul (-11,7%).

Os números fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística indicam ainda que o decréscimo populacional afecta também as localidades mais próximas do rio Paiva onde apenas duas freguesias registaram um ligeiro aumento da população: Bairros (C. de Paiva) e Castro Daire. Todas as outras contabilizadas (24 freguesias) perderam população residente entre 2001 e 2011.

Algumas freguesias perderam numa década mais de 30% da população. São os casos de Ariz (Moimenta da Beira) com menos 34,7% de residentes e Ester (C. Daire) -31,2%. As freguesias de Janarde (Arouca), Gafanhão (C. Daire), S. Martinho das Moitas (S. Pedro do Sul) e Fráguas (V. Nova de Paiva) registaram um decréscimo de mais de 25% da população residente nestes últimos dez anos.

A Associação SOS Rio Paiva decidiu contabilizar estes números para demonstrar que é urgente inverter esta tendência e encontrar formas de fixar as populações no interior.

Os constantes cortes efectuados pela tutela no acesso a serviços públicos tão básicos como a Saúde, Justiça e Educação contribuem para a degradação das condições e qualidade de vida das populações desta região. É urgente que o acesso condigno a esses serviços seja garantido nestes municípios o quanto antes a fim de evitar a sua crescente desertificação.

Em simultâneo é necessário encontrar soluções que permitam uma gestão autónoma e eficaz das regiões mais afastadas dos órgãos de decisão por forma a que possam crescer de forma sustentável tirando partido das potencialidades locais.

Apesar de tudo, o interior está vivo e recomenda-se!»»



in:http://www.riopaiva.org/2012/02/vale-do-paiva-perde-populacao-residente.html

domingo, fevereiro 19, 2012

terça-feira, fevereiro 14, 2012

COMISSÂO POLÍTICA CONCELHIA - PSD CASTRO DAIRE (encerramento tribunal)

MAPA JUDICIÁRIO PENALIZA CASTRO DAIRE COM O ENCERRAMENTO DO SEU TRIBUNAL

 
A Comissão Política Concelhia do PSD de Castro Daire torna pública a sua
oposição ao eventual encerramento do TRIBUNAL, tal como se prevê no
Ensaio para a reorganização da Estrutura Judiciária da responsabilidade
dos serviços competentes do Ministério da Justiça.

Os efeitos da concretização desta medida num concelho como Castro Daire serão
devastadores, extravasando o domínio judicial e o acesso dos Castrenses à
justiça em igualdade de circunstâncias.

O desenvolvimento das sedes de Concelho do interior e a sua afirmação foi,
desde sempre, fortemente determinada pela instalação e funcionamento de
diversos serviços descentralizados do Estado, num princípio de proximidade e
coesão territorial que, em nenhuma circunstância, mesmo a de crise extrema que atravessamos, poderá ser desprezado.

Fruto de políticas pouco assertivas e de modelos desadequados o interior tem
assistido nos últimos anos, a um fenómeno de desertificação e consequente
empobrecimento da sua população.

Os serviços descentralizados, como o Tribunal, o Serviço de Finanças, o Centro de Saúde, em Concelhos como o de Castro Daire, cumprem mais do que a sua intrínseca função. São factores de dinamização urbana e económica e âncoras territoriais.

Muito embora as Reformas estruturais levadas a cabo pelo actual Governo, decorram do memorando da troika, assinado pelo anterior Governo Socialista e consequência directa dos desmandos e desgovernos
socialistas, não podem os cidadãos do interior do país, em geral, e os Castrenses, em particular, transformarem-se nas principais vítimas das duras medidas que os actuais governantes se vêem forçados a executar.

Com todo o respeito, e feita a análise ao documento em discussão pública, não
pode esta Comissão Política do PSD concordar com o encerramento do Tribunal
de Castro Daire.

Na parte respeitante ao movimento processual o Tribunal de Castro Daire
apresenta os seguintes dados:

Processos em 2008 - 1298;
Processos em 2010 - 1281;

O edifício é do Estado e reúne todas as condições para funcionar em pleno.

Acresce que este Tribunal tem agregado às 22 Freguesias do Concelho as 3
maiores freguesias do Concelho de Vila Nova de Paiva (Pendilhe, Vila Cova
à Coelheira e Touro).

Os autores do documento não conhecem o País e muito menos o Concelho de
Castro Daire. Não basta dizer que Castro Daire fica “apenas” a 56 quilómetros de
São Pedro do Sul. Deveriam ter levado em consideração a dimensão do Concelho
e a sua orografia pois a justiça para os habitantes da aldeia de Vila Maior, na
freguesia de Cabril passará a ficar a 110 quilómetros ou serão, também,
irrelevantes os 90 quilómetros de distância a que ficará o novo Tribunal para os
habitantes de Bustelo de Almofala, isto sem considerar que estas distâncias têm
que ser percorridas de táxi.

A intenção de encerrar o Tribunal de Castro Daire, a concretizar-se, será
uma medida de elevados custos sociais para a população do concelho e
profundamente injusta, pois representará o golpe fatal para a sua
sobrevivência digna que ao Estado compete defender e salvaguardar.

Os inevitáveis exercícios de racionalização orçamental de redução de despesa
pública, em qualquer sector, incluindo o da Justiça, deverão ter em conta estes
sérios constrangimentos. O efeito desta medida poderá reduzir custos
sectoriais mas exponenciará os custos sociais. Este é o argumento de fundo
que deve presidir à dissuasão desta intenção.

O PSD de Castro Daire fará chegar o teor deste comunicado a todas as
entidades competentes, por se tratar da defesa da mais elementar JUSTIÇA,
a bem do CONCELHO DE CASTRO DAIRE e da coesão social do todo
nacional, que se chama PORTUGAL.


Castro Daire, 10 de Fevereiro de 2012
O Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD

José Carlos Almeida

domingo, fevereiro 12, 2012

Manif. em Castro Daire, contra o encerramento do tribunal!

"DIA 17 DE FEVEREIRO DE 2011 - 14h
GRANDE MANIFESTAÇÃO EM CASTRO DAIRE


CONTRA A PROPOSTA DO GOVERNO
DE ENCERRAMENTO DO TRIBUNAL JUDICIAL DE CASTRO DAIRE


EM DEFESA DO TRIBUNAL JUDICIAL DE CASTRO DAIRE
EM DEFESA DA COMARCA DE CASTRO DAIRE

EM DEFESA DA NOSSA TERRA!

TODOS AO JARDIM ÀS 14H

DO JARDIM SEGUIR-SE-Á EM DIRECÇÃO AO TRIBUNAL JUDICIAL

AO LADO DOS CASTRENSES TEREMOS MARINHO E PINTO BASTONÁRIO DA ORDEM DOS ADVOGADOS"

Delegação da Ordem dos Advogados

terça-feira, fevereiro 07, 2012

BASTA!!

Encerramento dos tribunais de C. de Paiva e C. Daire:

C. DE PAIVA: 12 de fevereiro, 14:30 - Marcha lenta
C. DAIRE: 17 de Fevereiro - Manifestação
 
TAMBÉM TEMOS DIREITO A SERVIÇOS PÚBLICOS!
 
http://www.riopaiva.org/2012/02/justica-para-o-interior.html

Lê-se por ai! 17

 
O Salazar Nunca Mais Morre, Manuel Beça Múrias 
 
Bom!

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Será correcto um grupo de pessoas, proibir a restante comunidade de pescar no Rio Paiva?





Ver mais aqui:http://www.afn.min-agricultura.pt/portal/pesca/cpd/vs/rio-paiva-concs-castrodaire-spsul-543

Há quem diga por ai! 229

"Castro Daire está de luto!"

Tomada de posiçao do Senhor Presidente da Câmara sobre Extinção do Tribunal Judicial de Castro Daire

Na passada sexta-feira, dia 27 de janeiro, às 17 horas, fui apanhado de surpresa com uma chamada telefónica da Agência Lusa onde me questionavam se já tinha conhecimento que o Tribunal Judicial de Castro Daire estava na lista dos 47 tribunais que seriam extintos por decisão do Governo. Quando fui contactado por este órgão de comunicação social para tomar uma posição sobre a referida extinção do Tribunal Judicial de Castro Daire, fiquei incrédulo, revoltado e estupefacto por aquilo que ouvia.
Como Presidente da Câmara Municipal nunca fui contactado, ouvido ou tive qualquer conhecimento sobre esta proposta de reorganização do mapa judicial promovido pelo Governo.
Apesar da proposta ser da exclusiva responsabilidade do Governo, considero que a Câmara Municipal deveria ter sido consultada neste processo e que, no mínimo, o Município deveria ter conhecimento do estudo que estava a ser realizado, pois o mesmo tem um impacto direto na qualidade de vida dos nossos munícipes.
Depois do choque inicial da recepção da notícia, à qual reagi com uma clara tomada de posição contrária à extinção do nosso tribunal, tentei de imediato recolher os dados que fundamentavam esta proposta de extinção, bem como inteirar-me da situação processual e de funcionamento do Tribunal Judicial de Castro Daire.
Considero que para além dos critérios enunciados, que são um equívoco, a extinção de um serviço tão importante para o Concelho e para os seus habitantes é claramente penalizador para uma comunidade que precisa de apoios e estímulos, não podendo este tipo de proposta estar baseada em estatísticas que, ainda por cima, não correspondem à realidade.
Baseado nos dados solicitados ao próprio Tribunal Judicial de Castro Daire, pude perceber que entre 2008 a 2011 o volume processual deste tribunal é de aproximadamente 1000 processos anuais, sendo que no ano de 2011 este número ultrapassou os 1400 processos. Estes números situam-se bem acima dos 250 processos tidos como base na proposta.
Esta proposta aponta também as melhores instalações do Tribunal Judicial de S. Pedro do Sul em relação ao de Castro Daire. Não desprestigiando o Concelho vizinho, podemos constatar que as instalações do Tribunal Judicial de Castro Daire são condignas e que o edifício se encontra em plenas condições de funcionamento.
Também o argumento das boas acessibilidades entre os dois Concelhos, Castro Daire e S. Pedro do Sul, é um equívoco tendo em conta que são ligadas por uma via, EN 228, que é extremamente sinuosa e difícil de percorrer. Agrava o facto de não haver suficientes transportes públicos entre os dois Concelhos comprometendo o deslocamento daqueles que não possuem veículos próprios.
Outro facto desconsiderado pela proposta do Governo é de que o Tribunal Judicial de Castro Daire serve algumas Freguesias do Concelho de Vila Nova de Paiva, como são os casos de Pendilhe, Vila Cova à Coelheira e Touro. Estas Freguesias, assim como outras Freguesias limítrofes de Castro Daire, estão a uma distância já por si muito considerável da Vila de Castro Daire, pelo que a distancia para S. Pedro do Sul será ainda muito maior e dispendiosa para as pessoas.
Considero que esta medida além de ser injusta, discriminatória e abusiva é extremamente penalizadora para a população e para o próprio Concelho.
Numa época de crise, como esta que atravessamos, não pudemos aceitar mais esta penalização para os castrenses. Este encerramento seria um grave retrocesso no nosso desenvolvimento, comprometendo o acesso a um serviço fundamental para toda a sociedade. Já basta o sentimento de uma Justiça para os afortunados e uma Justiça para os mais carenciados, que as reformas comecem por aí e quem sabe, no futuro, possamos ter uma Justiça mais social onde os direitos e deveres são igualitários.
Esta medida representa também um grande prejuízo para a própria economia local, que já por si apresenta muitas dificuldades numa época de austeridade e recessão económica.
Neste momento é fundamental darmos melhores condições de vida às pessoas e tentar minimizar o sacrifício que as famílias têm de fazer, esta medida vai contra todos os ideais de justiça social, equidade e redução das assimetrias litoral-interior.
Este encerramento é mais um passo no sentido de promover a desertificação do interior e representa um grave atentado ao Concelho de Castro Daire. O Presidente da Câmara e o Executivo a que presido terá uma posição firme e enérgica contra esta medida e está a realizar todas as diligências no sentido de explicar às entidades competentes o quão injusta e penosa é esta medida de extinção do Tribunal Judicial de Castro Daire.
Já recolhemos os dados necessários para esbater e desmentir os argumentos apresentados pela referida proposta. Esses dados já foram enviados, no passado dia 30 de janeiro, para o Ministério da Justiça e também para a Associação Nacional de Municípios para que seja corrigida esta injustiça. Solicitei uma reunião com a Sra. Ministra da Justiça com caráter de urgência, a fim de manifestar o meu desagrado com toda esta situação.
Pretendo ainda que o Executivo Municipal, bem como a Assembleia Municipal, tomem também uma posição firme de oposição a esta extinção e que todos juntos possamos evitar esta “tragédia” para o Concelho.
Com a força de todos e com a razão que nos assiste, tudo faremos para conseguir os nossos intentos. Continuaremos a trabalhar em prol do Concelho e de melhores condições de vida para os castrenses, lutando sempre contra as medidas que nos penalizem e nos tragam mais sacrifícios.
Estou certo que a grande maioria, para não dizer a totalidade, dos castrenses está contra este extinção do Tribunal Judicial de Castro Daire e que percebem o que esta medida representa de penalizador para o Concelho, pelo que conto com o contributo de todos e de cada um para que juntos possamos combater esta intenção e façamos valer o nosso direito de acesso à Justiça.

Conto com o apoio de todos.

 O Presidente da Câmara:
 José Fernando Carneiro Pereira

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Castro Daire: Fernando Carneiro mostra-se indignado e apanhado de surpresa com a possibilidade do encerramento do tribunal local.

««Em declarações à Lafões, o edil castrense, contraria a proposta de extinção do tribunal local, afirmando que um dos critérios de ponderação, usados na elaboração da proposta, e que diz respeito ao volume processual, não colhe no concelho. Recorde-se que na proposta é colocado um “tecto” mínimo de 250 processos entrados por ano, após a entrada em vigor da reorganização. Fernando Carneiro socorre-se dos números dos últimos anos para sublinhar, que essa meta foi amplamente ultrapassada.


O autarca, lembra também, que outra das questões de ponderação é o facto de o novo Tribunal que irá receber os processos, ficar a menos de uma hora de distância. Fernando Carneiro, afirmou à Lafões, que para além das vias de comunicação entre Castro Daire e São Pedro do Sul (Comarca que viria a receber os processos de castro Daire), não serem as melhores e de não existirem transportes públicos, que satisfaçam as necessidades dos seus munícipes, existem localidades, como Gosende, Cabril, Touro ou mesmos as localidades de Pendilhe e Vila Cova, que distam “muito mais de uma hora” de São Pedro do Sul.

Fernando Carneiro, afirma que, apenas o critério da diminuição populacional se verifica, mas mesmo aqui, o autarca castrense salienta, que Castro Daire, diminui 9,46% nos últimos censos, São Pedro do Sul, diminui 11,26%.

Perante isto o autarca assegura, “ temos argumentos suficientes, para que a proposta volte a trás “.««

in:http://www.lafoes.eu/lafoes/site/?p=2064

Eu digo NÃO, ao encerramento do TRIBUNAL JUDICIAL DE CASTRO DAIRE!!!

https://www.facebook.com/groups/200361090061296/#!/groups/200361090061296/

Há quem diga por ai! 228

"Quem corre por gosto, não cansa!"